Descontração marca retorno à escola atacada


O dia da volta às atividades na escola municipal Tasso da Silveira, no Realengo (zona oeste do Rio), começou com expectativa sobre a reação dos alunos com o retorno ao palco da chacina. Terminou com uma bagunça divertida entre adolescentes. O retorno aconteceu 11 dias após o massacre de 12 colegas executados pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira.

Os estudantes do 9º ano (entre 14 e 15 anos) foram os primeiros a voltar ao local. Dos 140 matriculados, 74 compareceram, outros oito de outras séries foram porque queriam retornar à escola. Eles fizeram desenhos no muro do colégio, que ganhou um aquário. Está previsto para hoje o retorno dos demais alunos. A volta dos estudos deve ocorrer daqui a três semanas.

Apreensivos, muitos diziam não saber qual seria a reação ao entrar na escola. Na saída do colégio, brincaram com os jornalistas. "Uh! É a Tasso! Uh! É a Tasso", gritavam em grupo, cantando e pulando.

"Desenvolvemos trabalhos em grupo com a tarefa de fazer pinturas sobre a paz e uma psicóloga disse que era hora de seguir em frente. Acho que a mentalidade mudou. Antes, ninguém queria voltar. Agora, nós sabemos que a escola não é nada sem os alunos", afirmou Giovanna Mesquita, de 14 anos, do 9º ano. A lembrança do crime provocou 21 pedidos de transferências por parte dos pais. Não foi divulgado quantos deles de alunos que estavam nas duas salas onde houve as mortes. O número foi considerado baixo pela secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, já que a escola tem 999 alunos.

Fonte: DN

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