Polícia apreende armas e munições no interior do Ceará após confronto

Polícia apreende armas, munições e carro suspeito — Foto: Divulgação

Polícia apreende armas, munições e carro suspeito — Foto: Divulgação


 




A Força Tática, da Polícia Militar do Ceará, apreendeu uma pistola, uma espingarda calibre 12, 49 munições de diferentes calibres, um carregador, dois celulares e um veículo com sinais de adulteração. A apreensão ocorreu durante ação policial na madrugada desta segunda-feira, 13, na localidade de Calugi, em Itapipoca, no interior do Ceará.

A ocorrência foi atendida inicialmente como perturbação de sossego. No entanto, durante o deslocamento, os militares se depararam com um veículo associado a um crime registrado dias antes no município. Os agentes deram ordem de parada aos ocupantes, que não foram atendidos, e fugiram.

De acordo com a Polícia Militar do Ceará, houve perseguição. Durante a fuga, afirma a corporação, o condutor perdeu o controle do veículo. "Nesse momento, os ocupantes desembarcaram e efetuaram disparos contra a composição policial, que reagiu à injusta agressão, conforme o uso progressivo da força."

A PM diz ainda que, após os disparos, os suspeitos fugiram para uma área de mata e não foram localizados.

No local, durante vistoria minuciosa, os policiais apreenderam uma pistola com numeração suprimida, uma espingarda calibre 12, munições de diversos calibres, um carregador, dois aparelhos celulares e um veículo sem placa e com sinais de adulteração.

Todo o material foi apresentado na Delegacia Regional de Itapipoca, onde foi lavrado o procedimento cabível.



(g1) 

PMCE apreende caixas de cigarro, drogas, simulacro, ave silvestre e prende dois suspeitos


 


A Polícia Militar do Ceará (PMCE), por meio da Força Tática do 14º Batalhão, apreendeu 35 gramas de cocaína, 48 gramas de maconha, quatro comprimidos de substância sintética, um simulacro de pistola, uma balança de precisão, 13 caixas de cigarros de origem não comprovada, três celulares, um pássaro silvestre, além de materiais utilizados para embalo de entorpecentes, e prendeu dois homens, de 45 e 20 anos, nesse domingo (12), no bairro Santo Sátiro, em Maracanaú.

A ação teve início após informações repassadas pelo serviço de inteligência do batalhão, que indicavam a comercialização de drogas na região. Diante disso, a equipe policial se deslocou ao endereço apontado, onde localizou um indivíduo com as características informadas. Durante a abordagem, foram encontrados comprimidos de substância sintética em sua posse.

Em continuidade, ao ser indagado, o suspeito informou que havia mais material ilícito em sua residência. Com autorização, os policiais realizaram buscas no imóvel, onde localizaram o restante dos entorpecentes, além de uma balança de precisão, embalagens plásticas utilizadas para fracionamento, um simulacro de arma de fogo, diversas caixas de cigarros sem comprovação fiscal, três aparelhos celulares e um pássaro silvestre mantido em cativeiro.

Diante dos fatos, o suspeito e o pai dele foram conduzidos à Delegacia Metropolitana de Maracanaú, onde foram autuados por descaminho. O indivíduo de 20 anos também foi autuado por crime ambiental e tráfico de drogas.




Assessoria de Comunicação da PMCE

Turista argentino idoso morre afogado na Praia de Iracema, em Fortaleza

 




Um turista argentino, de 72 anos, morreu na manhã desta segunda-feira, 13, vítima de afogamento na Praia de Iracema, em Fortaleza. A ocorrência foi registrada na orla da Beira-Mar.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, o chamado foi recebido por volta das 9h40. Equipes de salvamento foram deslocadas imediatamente ao local, onde encontraram profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já realizando os primeiros atendimentos.

Os bombeiros passaram a atuar em conjunto com o Samu, dando continuidade às manobras de reanimação cardiopulmonar. Apesar dos esforços, o óbito foi constatado por um médico ainda no local, por volta das 10h20.

Em nota, o Corpo de Bombeiros reforçou a importância de atenção redobrada em áreas de banho, orientando que banhistas priorizem trechos supervisionados por guarda-vidas e respeitem as recomendações de segurança, especialmente em locais com maior incidência de correntezas.


(O Povo)

Incêndio é registrado em igreja em Coreaú, no interior do Ceará

Incêndio é registrado em igreja em Coreaú, no interior do Ceará
Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza
 



Um princípio de incêndio em uma igreja, registrado na manhã desta segunda-feira (13), mobilizou moradores da localidade de Ubaúna, zona rural do município de Coreaú, na região Norte do Ceará. O caso ocorreu em uma igreja católica da comunidade e gerou repercussão nas redes sociais.

De acordo com relatos colhidos no local, a situação foi percebida no início da manhã, quando funcionários chegaram para abrir a secretaria da quase paróquia. Segundo o auxiliar administrativo Adriano, que atua no local, a equipe inicialmente suspeitou de um problema nos equipamentos da secretaria. “De início, quando chegamos para abrir a secretaria da paróquia aqui de Ubaúna, a gente viu muita fumaça. Nós pensávamos que seriam os computadores da secretaria que tinham pegado fogo”, afirmou.

Com a chegada de moradores, as portas do templo foram arrombadas para conter a situação. Ainda conforme Adriano, o interior da igreja já estava tomado por uma fumaça densa. “Muita fumaça, fumaça densa, preta mesmo, que não dava pra ver quase nada”, relatou. A suspeita inicial é de que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito em um ventilador, que acabou atingindo cadeiras utilizadas nas celebrações religiosas.

Apesar do susto, a rápida mobilização da comunidade foi fundamental para evitar danos maiores. Moradores utilizaram extintores de incêndio e ajudaram a retirar objetos litúrgicos e outros itens do interior da igreja. “Foi muita fumaça que deixou muito estrago na pintura da igreja, mas graças a Deus nós tivemos muitos populares que ajudaram”, destacou o auxiliar.

Padre fala sobre o incêndio que atingiu a igreja em Coreaú, no Ceará

O padre responsável pela igreja, identificado como Maurílio, também comentou o ocorrido e reforçou que os danos foram, em sua maioria, materiais. “Foi só problema que aconteceu na parte elétrica, teve esse pequeno incidente que chegamos a tempo, mas o dano foi mais material”, explicou. Ele ressaltou ainda que, caso a resposta tivesse demorado mais, a situação poderia ter sido mais grave.

Segundo o religioso, houve momentos de tensão entre os moradores, mas a reação coletiva foi decisiva. Ele acrescentou que a prioridade agora é organizar a limpeza e iniciar a recuperação do espaço.

A igreja afetada pelo incêndio é considerada um importante símbolo para a população local, no interior do Ceará, com cerca de dois séculos de história. Adriano lamentou o ocorrido, mas destacou o sentimento de alívio diante da ausência de vítimas. “É algo triste, né, porque a gente vê uma igreja que é praticamente bicentenária […] mas ao mesmo tempo nos resta um sentimento de gratidão a Deus por não ter sido algo pior”, afirmou.

Incêndio é registrado em igreja em Coreaú, no interior do Ceará

Ainda segundo ele, os prejuízos mais significativos estão relacionados à fuligem, que atingiu praticamente toda a estrutura interna, deixando paredes escurecidas. Uma avaliação técnica deverá ser realizada por engenheiros civis e elétricos, além do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, para mensurar os danos e apontar as causas exatas do incidente.

Após o ocorrido, o templo foi interditado, com todas as portas — principais e laterais — fechadas. Imagens registradas no local indicam que grande parte da estrutura interna foi comprometida pela fumaça. A comunidade agora se mobiliza para recuperar o espaço e retomar as atividades religiosas o mais breve possível.



(GC+)

Decisão judicial expõe dívida de R$ 10 milhões de loteamento de luxo em Jericoacoara

 



Os antigos proprietários do terreno onde está sendo construído o loteamento de luxo Gran Vellas Jeri, em Jijoca de Jericoacara, acusam a empresa responsável pelo empreendimento de ter pago apenas R$ 1,5 milhão dos R$ 11,5 milhões acordados na venda do imóvel, realizada em setembro de 2021. 

Antes de ser adquirido pela Gran Vellas Urbanismo, Construções e Loteamento Ltda, o terreno pertencia ao casal de portugueses José Dionísio Alves e Maria de Jesus da Conceição Alves, residentes em Portugal. O casal relata ter buscado, ao longo dos últimos cinco anos, sem sucesso, receber o restante da dívida de forma amigável.

Em 2023, contudo, foi a própria Gran Vellas quem tomou a iniciativa judicial, processando o casal sob a alegação de que o imóvel não havia sido entregue "livre e desimpedido" porque cerca de 3,6 hectares estariam ocupados por terceiros com moradias, supostamente inviabilizando o projeto. 

A empresa também alegou que os vendedores teriam violado uma cláusula de confidencialidade ao tratar de assuntos do contrato com pessoas não autorizadas.

Em entrevista, o advogado Klaus Borges afirmou que a empresa não reconhece a dívida no valor alegado pelos antigos proprietários e que já teria sido pago aproximadamente R$ 2 milhões, e não apenas R$ 500 mil.

Além disso, ele destacou que esse "desentendimento" não oferece risco aos compradores dos lotes. "Temos investidores fortíssimos que garantem a solidez do empreendimento. (...) Como estamos vendo, o projeto está andando sem nenhum problema", afirmou. (Leia o posicionamento da empresa abaixo).

Processo judicial

O Diário do Nordeste teve acesso ao processo, que tramita na 34ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza. Na decisão proferida em dezembro de 2025, dois anos após o início do processo, o juiz Jorge Di Ciero Miranda condenou o Gran Vellas por entender que a empresa agiu de má-fé para ganhar tempo.

No processo, o magistrado concluiu que a empresa alterou a verdade dos fatos e utilizou o processo como mecanismo para protelar o pagamento de uma dívida que sabia ser devida. 

"Em vez de cumprir sua obrigação de pagamento, ajuizou a presente ação, alegando supostos descumprimentos contratuais por parte dos réus, sem apresentar provas concretas e com argumentos que se mostraram inconsistentes diante dos fatos e do direito", diz  a decisão. 

O juiz acrescentou que "a conduta de utilizar o processo judicial como subterfúgio para justificar o próprio inadimplemento e retardar o pagamento de uma dívida que sabe ser devida configura litigância de má-fé, nos termos do artigo 80, incisos II e V, do Código de Processo Civil".

De autor a condenado

Com a virada do jogo, o grupo Vellas foi derrotado em todas as frentes. O juiz julgou improcedentes todos os pedidos feitos pela empresa e, por entender que ela agiu de má-fé, aplicou várias penalidades. 

A empresa deverá pagar multa de 2% sobre o valor corrigido da causa em favor dos vendedores e também terá de indenizá-los pelos prejuízos sofridos ao longo do processo, cujo valor exato será definido futuramente em fase de liquidação de sentença.

A empresa também foi condenada a arcar com os honorários advocatícios dos réus, fixados em 10% sobre o valor corrigido da causa e com as custas processuais.

A Gran Vellas recorreu em segunda instância.

O Gran Vellas Jeri, situado no terreno envolvido no imbróglio judicial, é comercializado como um condomínio fechado ao lado da Lagoa do Paraíso, um dos principais pontos turísticos de Jeri.

São oferecidos lotes a partir de 250 m², além de casas de dois, três ou quatro quartos. Segundo o site do empreendimento, as obras estão em ritmo acelerado, com muro, terraplanagem e sistema de águas pluviais já concluídos.

Gran Vellas atribui impasse a invasões e nega má-fé

O advogado Klaus Borges, que representa a Gran Vellas, afirmou que, na compra, foi feito o pagamento de aproximadamente R$ 2 milhões e que, após o início das obras, foi percebido que havia invasões no terreno.

Por isso, ele destaca a necessidade de recalcular o valor devido, levando em consideração o que já foi pago e as terras que, por conta das invasões, não poderão ser aproveitadas para o empreendimento. Ele também negou que a empresa tenha utilizado o Poder Judiciário para retardar o pagamento da dívida.

Foi uma questão contratual e a solução que temos é bater às portas do Judiciário. (...) Essa ação é uma mera tentativa de exercer nosso direito em relação às terras invadidas. Assim que for resolvido, o valor vai ser pago.

O advogado também alega que, anteriormente, os donos da Gran Vellas e os antigos proprietários tinham um relacionamento de confiança. Com o "desentendimento", porém, a empresa teria tentado um acordo que foi declinado, com a devolução de um valor pago ao casal. Apesar disso, ele destacou que a empresa continua aberta a um acordo.

Borges ainda pontuou que não houve nenhum comunicado oficial da empresa aos compradores dos lotes, porque não há riscos para os clientes.

"Essa questão não afeta em nada a solidez do projeto. Inclusive, o terreno já foi transferido, já é de posse e propriedade definitiva do Gran Vellas", pontuou.

Casal quer apenas o que foi acordado, diz advogado

No processo, a Gran Vellas processa o casal de portugueses, representado no Brasil pelo advogado Caio Cabral, que afirma querer apenas o cumprimento do acordo firmado há quase cinco anos.

"Meu cliente vendeu o terreno para o Grupo Gran Vellas e não recebeu o valor integral. Na verdade, recebeu um valor muito baixo. Não foi paga a diferença sob alegação de que tinha sido recebido um terreno menor", aponta.

"Logo depois que houve a venda, combinaram de fazer os pagamentos, mas não faziam. O imóvel foi transferido para o Grupo Gran Vellas. Como meus clientes passaram o imóvel, iam ficar praticamente sem garantias. Na hora que foi transferido, foram feitas as transferências das matrículas com as notas promissoras para garantir o negócio", acrescenta.

Essas notas promissórias previam o pagamento em três parcelas: em dezembro de 2022, 12 meses após a assinatura do acordo; em dezembro de 2023, 24 meses após; e em dezembro de 2024, 36 meses após.

Conforme Cabral, as parcelas "já estavam vencidas há muito tempo", mas a situação dos antigos donos mudou a ponto de tornar a cobrança necessária, mesmo após diversas tentativas de acordo amigável.

"Meu cliente começou a precisar do dinheiro, não via a situação andar e nos procurou para resolver a situação. Eles não se colocam na posição de pagar, querem fazer outro tipo de negócio, mas o negócio era pago em dinheiro", considera.

O advogado explica que, do total devido, apenas R$ 500 mil foram pagos em dinheiro. O R$ 1 milhão restante foi quitado em um acordo entre os portugueses e a empresa para amortizar a dívida.

"Alegação de invasão foi pretexto para não pagar", diz a outra parte

Sobre a acusação de que o terreno estava ocupado, Cabral afirma que se trata de uma estratégia para driblar o pagamento. "O Grupo Gran Vellas alega, para não pagar o restante, que o terreno não foi entregue integralmente, mas foi. Eles conferiram o terreno, fizeram o desmembramento, as aprovações do empreendimento e começaram a vender. Só depois vieram com essa alegação", comenta.

Na decisão, o juiz determinou que, como o Grupo Gran Vellas tinha a posse do terreno desde setembro de 2021, a responsabilidade pela manutenção, vigilância e desocupação de eventuais invasões posteriores a essa data é da própria compradora, não dos vendedores.

Foto que contém visão da Lagoa do Paraíso em Jericoacoara.
Foto: Gran Vellas Jeri/Divulgação.



Gran Vellas teria oferecido lotes em vez de dinheiro para quitar dívida, diz advogado 

O advogado do casal afirma que outro representante dos portugueses entrou em contato com os sócios do Grupo Vellas, que teria admitido a dívida e apontado como solução devolver uma parte do terreno para José Dionísio e Maria da Conceição.

Sempre alegam que a gente não entregou o terreno do tamanho certo. Até fazem uma proposta, mas não é em dinheiro, é com partes do terreno que eles compraram. Como se paga 10% do terreno usando mais de 90%? Esse tempo todo é de um empreendimento dito de sucesso".

Sávio Queiroz, advogado especialista em Direito Privado, avalia que a sentença do juiz foi pedagógica ao decidir que a posse e a responsabilidade do terreno, desde 2021 sob propriedade da Gran Vellas, pertencem à empresa.

"Para o mercado imobiliário, isso reforça que, uma vez detendo o controle físico da área, o adquirente assume o dever de vigilância e proteção contra invasões, não podendo, anos depois, transferir esse risco ao antigo proprietário sem provas robustas de preexistência do problema", avalia o especialista.

"A decisão consolida o entendimento de que o adquirente deve ser diligente não apenas na auditoria prévia, mas principalmente na vigilância imediata após a posse", completa. 

No processo, o juiz menciona que o negócio estava "em plena atividade, com obras e negociações, e a entrada de um novo sócio investidor de renome (Zezé Di Camargo)".

Casal comprou o terreno em 1990

Comissário de bordo aposentado, José Dionísio Alves, de 84 anos, conta que a compra do terreno aconteceu no início dos anos 1990, durante uma das vindas de férias ao Ceará, quando Jijoca de Jericoacara ainda pertencia ao município de Cruz.

Conforme relatou ao Diário do Nordeste, sua esposa ficou encantada com as belezas da Lagoa do Paraíso e de Jericoacoara. Aos poucos, o terreno foi sendo ampliado até chegar aos 36 hectares. Problemas de saúde, no entanto, forçaram a decisão de vender a propriedade.

As tratativas começaram e, em setembro de 2021, o negócio foi firmado com a assinatura de notas promissórias.

"Já queria vender. Apareceu gente dizendo que tinha interesse em construir. Chegamos em um acordo, facilitei o pagamento, assinamos promissórias, mas não foram cumpridas. Fui deixando passar, até acabaram por dar uma compensação pelo atraso. Agora não pagaram nenhuma promissória", relata o português.

Com a idade que tenho, já me fizeram a proposta de me dar não sei quantos lotes. Não sou corretor de imóveis nem vendedor de lotes. O contrato que fiz foi pura e simplesmente venda. O que quero e sempre quis é que o contrato seja cumprido. Tenho 84 anos, e o tempo que eu tenho a cada dia mais se escassa".

O comissário aposentado afirma que, no contrato de venda firmado com os sócios do Gran Vellas Jeri, um pedaço do terreno nas áreas laterais estava cedido para outras pessoas, mas que não chegava a dois hectares.

"Deixei bem claro no contrato que já tinha cedido um pedaço nas áreas laterais, com casas feitas. Está escrito em uma das cláusulas dos contratos que fica a cargo dos compradores para ver a área disponível para o que eles queriam fazer", diz.



(Diário do Nordeste)

Homem furta bicicleta de garagem no bairro Nova Aldeota, em Ipu

 



Um furto de bicicleta foi registrado neste domingo, 12/04, por volta das 14h12, na Avenida Abdoral Timbó, no bairro Nova Aldeota, em Ipu.

Segundo as informações, um homem de roupas claras entrou em uma garagem, pegou a bicicleta e fugiu em direção ao Hospital Municipal de Ipu, seguindo sentido Centro. A ação foi registrada por câmeras de segurança.


🔗 Confira todos os detalhes na matéria completa acessando o link (clique aqui)


(Ipu Notícias.com)

Empresário ipuense Alisson Mesquita é sepultado em Ipu

 



O corpo do empresário ipuense Alisson Corsino de Mesquita foi sepultado na manhã desta segunda-feira (13/04), em Ipu. Ele faleceu no domingo (12/04), aos 44 anos, após enfrentar por mais de 20 anos um tumor na cabeça.

O velório aconteceu na residência da família, no Loteamento Brisa da Mina, no bairro da Mina. Antes do sepultamento, o cortejo passou pela empresa do comerciante, próxima à Casa de Cultura.


🔗 Confira todos os detalhes na matéria completa acessando o link (clique aqui)


(Ipu Notícias.com)

Muro do Aeroporto de Fortaleza desaba após chuvas e atinge casas na Vila Gomes

Muro do Aeroporto de Fortaleza desaba após chuvas e atinge casas na Vila Gomes
Foto: Reprodução
 



Na madrugada desta segunda-feira (13), moradores da comunidade Vila Gomes, em Fortaleza, viveram momentos de medo após parte do muro do Aeroporto Internacional Pinto Martins desabar durante as fortes chuvas. A estrutura cedeu justamente na área onde ocorre o desmatamento da chamada “Floresta do Aeroporto” e atingiu diversas residências, provocando alagamentos e prejuízos materiais.

De acordo com relatos de moradores, a água invadiu rapidamente as casas logo após a queda do muro. Móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais foram danificados. Famílias tiveram que agir às pressas para conter a entrada da água e evitar perdas ainda maiores. A situação expôs a fragilidade da região, especialmente após a retirada da vegetação que, segundo especialistas, ajudava na absorção da água da chuva e na proteção do solo.

O desabamento ocorre em meio a uma polêmica envolvendo o desmatamento da área para a construção de um complexo logístico privado. O projeto envolve a empresa Aerotrópolis Empreendimentos e a concessionária Fraport Brasil, responsável pela administração do aeroporto.

A retirada de dezenas de hectares de vegetação vem sendo alvo de críticas de ambientalistas e órgãos de fiscalização. Técnicos apontam que a vegetação exercia papel essencial na drenagem da água da chuva, reduzindo riscos de alagamentos e deslizamentos. Sem essa proteção natural, o solo se torna mais vulnerável, aumentando o impacto das chuvas intensas, cenário que pode ter contribuído para o desabamento do muro.

Moradores afirmam que situações de alagamento se tornaram mais frequentes após o início das intervenções na área. “A água nunca entrava assim. Depois que começaram a derrubar tudo, qualquer chuva mais forte já causa transtorno”, relatou uma moradora que teve a casa atingida.

Disputa judicial e investigação ambiental

O caso também está no centro de uma disputa judicial. A Justiça Federal do Brasil chegou a determinar a suspensão das obras por meio de uma liminar, após ação popular movida pelo vereador Gabriel Aguiar (PSOL). A decisão considerava possíveis irregularidades no licenciamento ambiental e os impactos do desmatamento.

No entanto, a medida foi posteriormente derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que autorizou a retomada das obras. Paralelamente, o Ministério Público Federal instaurou um procedimento para investigar o caso e acionou a Polícia Federal do Brasil, que apura possíveis crimes ambientais e irregularidades no projeto.

Órgãos ambientais estaduais já haviam identificado problemas como supressão de vegetação além do permitido, intervenção em áreas de preservação permanente (APP) e falhas no manejo da fauna. Em momentos anteriores, essas irregularidades chegaram a motivar a suspensão da licença ambiental.

Para o vereador Gabriel Aguiar, o episódio desta segunda-feira evidencia os efeitos diretos da intervenção ambiental. Segundo ele, a floresta desempenhava papel fundamental na proteção da área. “O que estamos vendo agora é o resultado: famílias sendo atingidas dentro de suas próprias casas”, afirmou.

Diante do ocorrido, moradores e autoridades cobram medidas urgentes, como assistência imediata às famílias afetadas, apuração das responsabilidades pelo desabamento e a suspensão das obras até que todos os impactos ambientais e urbanos sejam devidamente avaliados.


(GC+)

Após desabamento de marquise, 11 imóveis comerciais são interditados no Centro de Fortaleza

Após desabamento de marquise, 11 imóveis comerciais são interditados no Centro de Fortaleza
Foto: Reprodução
 



A Defesa Civil de Fortaleza informou que interditou 11 imóveis comerciais após atender a uma ocorrência de desabamento de marquise registrada neste sábado (11), na rua Castro e Silva, localizada no Centro de Fortaleza. A ação foi adotada como medida preventiva para garantir a segurança de pedestres, comerciantes e trabalhadores que circulam pela área.

De acordo com o órgão, o incidente envolveu o desabamento das paredes frontais de dois estabelecimentos comerciais, o que motivou a ampliação das medidas de segurança no entorno. Equipes técnicas foram mobilizadas logo após o ocorrido para avaliar a situação estrutural dos imóveis vizinhos e reduzir possíveis riscos.

Área foi isolada após avaliação técnica inicial

Após a ocorrência, agentes da Defesa Civil realizaram o isolamento da área afetada, com o apoio de técnicos da Regional 12 e da Secretaria Municipal da Infraestrutura de Fortaleza. A interdição dos imóveis comerciais foi definida com base em critérios técnicos, visando evitar novos desabamentos ou acidentes no local.

A medida abrange imóveis localizados nas proximidades do ponto onde houve o colapso estrutural. Segundo a Defesa Civil, a decisão de interditar os estabelecimentos foi necessária diante da possibilidade de comprometimento de outras estruturas próximas, ainda que de forma preventiva.

Durante as inspeções iniciais, um prédio residencial situado nas imediações também foi vistoriado pelas equipes técnicas. No entanto, de acordo com os agentes, não foram identificadas manifestações patológicas, como fissuras, rachaduras, trincas ou desplacamento de revestimentos que indicassem risco estrutural à edificação.

Interdição de imóveis após desabamento de marquise será reavaliada

A Defesa Civil de Fortaleza informou que uma nova vistoria conjunta está programada para a próxima terça-feira (14). A ação contará com a participação de equipes da própria Defesa Civil, da Secretaria Municipal da Infraestrutura e da Regional 12, com o objetivo de realizar uma análise mais detalhada das condições estruturais de cada imóvel interditado.

Durante essa etapa, os técnicos deverão definir quais intervenções serão necessárias em cada edificação, considerando o nível de comprometimento identificado nas estruturas. A análise técnica será fundamental para orientar os próximos passos, incluindo possíveis obras de reparo ou reforço estrutural.

Após a realização das vistorias, serão elaborados relatórios técnicos que serão encaminhados aos responsáveis pelos imóveis. Junto aos documentos, também serão emitidas notificações com orientações sobre as medidas que deverão ser adotadas para garantir a segurança das edificações e possibilitar, futuramente, a liberação das áreas interditadas.

O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos municipais, que permanecem monitorando a situação para prevenir novos incidentes e assegurar a integridade das construções e da população que circula na região central da capital cearense.


(GC+)

Papa Leão XIV diz que não tem medo de Trump e não rebaterá críticas

O Papa Leão XIV discursa para jornalistas durante o voo para Argélia — Foto: ALBERTO PIZZOLI/Pool via REUTERS
O Papa Leão XIV discursa para jornalistas durante o voo para Argélia — Foto: ALBERTO PIZZOLI/Pool via REUTERS
 



O papa Leão XIV rebateu as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as declarações dadas por ele sobre guerra no Irã, dizendo a jornalistas nesta segunda-feira (13) que os apelos do Vaticano pela paz e reconciliação têm raízes no Evangelho e que ele não teme o governo Trump. 

Cidadão americano, o pontífice afirmou que não estava fazendo um ataque direto contra Trump ou qualquer outra pessoa com seu apelo geral pela paz e críticas à "ilusão de onipotência" que está alimentando as guerras com o Irã e outros conflitos ao redor do mundo.

"Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho, e lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje. Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível”, disse Leão à agência de notícias AP a bordo do avião papal a caminho da Argélia.

Em declarações a outros jornalistas, acrescentou: "Não tenho medo do governo Trump".

"O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (...) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos", publicou Trump no Truth Social.

Apesar das falas do presidente dos EUA, não há registros de que o papa Leão XIV tenha consentido que o Irã tenha uma arma nuclear.

Trump ainda disse que o papa só ocupa essa posição pois ele é o atual presidente dos EUA, e que Leão XIV deveria ser grato a isso.

"Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano."

Alguns minutos depois, Trump publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que retrata ele com uma túnica branca abençoando um homem doente. A imagem ainda mostra a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, caças de guerra, uma aeronave espacial e gaviões.

Postagem de Donald Trump no domingo, 12 de abril — Foto: Reprodução/Truth Social
Postagem de Donald Trump no domingo, 12 de abril — Foto: Reprodução/Truth Social


Papa pede cessar-fogo no Líbano

Falando após a oração Regina Caeli —que substitui a oração Angelus durante o período pascal— o papa disse que havia "uma obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra".

Presidente Donald Trump e o Papa leão XIV — Foto: Reuters / EPA
Presidente Donald Trump e o Papa leão XIV — Foto: Reuters / EPA


Ele também lembrou a guerra na Ucrânia, expressando esperança de que a atenção da comunidade internacional sobre o conflito não vacilasse.

O pontífice também abordou o conflito no Sudão antes de sua próxima viagem de 10 dias à África, apelando às partes para que iniciem um "diálogo sincero". O papa Leão XIV parte na segunda-feira, 13 de abril para uma visita a quatro países africanos, em uma ambiciosa viagem para instar os líderes mundiais a atenderem às necessidades do continente, onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo, em sua primeira grande viagem internacional de 2026

Veja íntegra do que Trump disse:

"O papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o “medo” do governo Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs tiveram durante a COVID, quando estavam prendendo padres, pastores e todo mundo por realizar cultos — mesmo ao ar livre e mantendo distância de três a seis metros entre as pessoas.

Eu gosto muito mais do irmão dele, Louis, do que dele, porque Louis é totalmente MAGA. Ele entende — e Leão não!

Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que estava enviando enormes quantidades de drogas para os EUA e, pior ainda, esvaziando suas prisões — incluindo assassinos, traficantes e criminosos — para dentro do nosso país.

E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos por eu estar fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, COM UMA VITÓRIA ARRASADORA: reduzir o crime a níveis recordes e criar o maior mercado de ações da história.

Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano.

Infelizmente, Leão é fraco no combate ao crime e fraco em relação a armas nucleares — e isso não me agrada. Também não me agrada o fato de ele se reunir com simpatizantes de Obama, como David Axelrod, um PERDEDOR da esquerda, que é um daqueles que queriam que fiéis e membros do clero fossem presos.

Leão deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de agradar a esquerda radical e focar em ser um grande papa — não um político. Isso está prejudicando muito ele e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica."



(g1)

Postagens mais visitadas do mês