A energia elétrica perdida no Ceará em 2025 chegou a 1,6 TWh, volume
que, segundo a Enel Distribuição Ceará, seria suficiente para abastecer
durante um ano cinco dos maiores municípios do Estado: Caucaia, Juazeiro
do Norte, Maracanaú, Sobral e Eusébio. O dado chama atenção para o
impacto das perdas no sistema elétrico e ocorre em meio ao avanço das
ações de combate ao furto de energia no Estado.
Nos
sete primeiros meses de 2026, o volume de energia perdida já alcançou
0,8 TWh no Ceará. No mesmo período, a distribuidora realizou 103.993
inspeções técnicas e identificou 19.334 fraudes na rede elétrica.
As
ações de fiscalização também resultaram em prisões. Entre janeiro e
julho deste ano, foram realizadas 190 operações conjuntas com órgãos de
segurança pública, que levaram a 159 prisões e conduções em flagrante
relacionadas ao furto de energia.
O chamado “gato de energia” é
considerado crime e, além das consequências legais, pode comprometer a
segurança da população e a qualidade do fornecimento de eletricidade.
Furto de energia aumenta riscos de acidentes no Ceará
As
ligações clandestinas e outras formas de utilização irregular da rede
elétrica podem provocar curtos-circuitos, incêndios, sobrecarga e
acidentes. O risco não fica restrito às pessoas que fazem a intervenção:
moradores, trabalhadores e outros consumidores também podem ser
afetados.
A rede elétrica é planejada para suportar uma
determinada demanda de consumo. Quando há utilização irregular, essa
previsão pode ser alterada, aumentando a possibilidade de sobrecarga e
superaquecimento de equipamentos.
Segundo a Enel, o problema também pode dificultar a recomposição do fornecimento quando ocorre alguma ocorrência na rede.
Por
isso, o combate às ligações clandestinas não envolve apenas a
recuperação da energia que deixa de ser contabilizada. A irregularidade
também interfere na operação do sistema e pode gerar consequências para
consumidores que utilizam a energia de maneira regular.
Ceará teve mais de 31 mil fraudes identificadas em 2025
Os números de 2025 mostram que as ações de fiscalização da distribuidora alcançaram uma escala ainda maior.
Ao
longo daquele ano, foram realizadas 148.181 inspeções no Ceará. Durante
as fiscalizações, foram identificadas 31.733 fraudes na rede elétrica.
Também
foram realizadas 304 operações conjuntas com órgãos de segurança
pública. As ações resultaram em 181 prisões relacionadas ao furto de
energia.
A comparação com os dados de 2026 mostra que a
fiscalização continua intensa. Até julho deste ano, foram mais de 103
mil inspeções e mais de 19 mil irregularidades identificadas.
As
equipes da distribuidora realizam análises de consumo e inspeções em
diferentes regiões do Estado. O objetivo é verificar possíveis
interferências nos equipamentos de medição e na rede elétrica, além de
regularizar ligações que estejam em situação irregular.
Além das
fiscalizações realizadas rotineiramente, operações especiais são feitas
com apoio das forças de segurança, direcionadas a diferentes tipos de
estabelecimentos e instalações.
Energia furtada pode impactar conta dos consumidores
As perdas de energia também podem ter reflexos econômicos para os consumidores que mantêm suas ligações regulares.
De
acordo com a Enel, parte das chamadas perdas não técnicas é reconhecida
nas tarifas durante os processos de revisão tarifária conduzidos pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Na prática, isso
significa que uma parcela dos custos relacionados às perdas pode ser
considerada no processo de definição das tarifas. Por isso, o furto de
energia não representa apenas uma perda para a distribuidora: também
pode ter impacto sobre o conjunto de consumidores.
A dimensão do
problema ajuda a explicar a preocupação das empresas do setor com as
ligações clandestinas. Quanto maior a quantidade de energia utilizada de
maneira irregular, maior também o impacto sobre a operação da rede e
sobre os mecanismos de controle e fiscalização.
Furto de energia é crime e pode levar à prisão
Além dos riscos de acidentes e dos impactos sobre o sistema elétrico, o furto de energia possui consequências criminais.
Segundo a Enel, a prática pode resultar em pena de um a oito anos de reclusão.
As
ações de fiscalização são realizadas pela distribuidora em conjunto com
órgãos de segurança pública. Em 2025, as operações resultaram em 181
prisões. Até julho de 2026, foram 159 prisões e conduções em flagrante.
Os
números fazem parte das ações realizadas para combater diferentes
formas de irregularidade no fornecimento de energia no Ceará.
Como denunciar furto de energia no Ceará
A população também pode contribuir com as ações de combate às ligações clandestinas por meio de denúncias à Enel Ceará.
A
distribuidora mantém uma Central de Segurança com atendimento 24 horas
para receber informações sobre possíveis irregularidades.
As denúncias podem ser feitas pelos seguintes canais:
- Central de Segurança: (85) 3453-4060;
- WhatsApp da Central de Segurança: (85) 99993-9526.
A
orientação é que a população não se aproxime de pessoas ou veículos que
estejam realizando intervenções na rede elétrica quando houver suspeita
de que não sejam equipes devidamente identificadas.
Em situações
desse tipo, a recomendação é manter distância e comunicar a ocorrência
diretamente pelos canais oficiais da distribuidora.
Enel Ceará também oferece canais de atendimento
Além
da Central de Segurança, a Enel disponibiliza canais para comunicação
de ocorrências, solicitação de serviços e busca de informações.
O
atendimento pode ser realizado pelo aplicativo Enel Ceará, disponível
para aparelhos com sistemas iOS e Android, pelo site da companhia, pelas
redes sociais, pelo WhatsApp e pela Central de Atendimento.
- Aplicativo: Enel Ceará;
- Site: Enel Distribuição Ceará;
- WhatsApp: (21) 99601-9608;
- Central de Atendimento: 0800 285 0196;
- Central de Segurança: (85) 3453-4060;
- WhatsApp da Central de Segurança: (85) 99993-9526.
O
consumidor que identificar uma possível irregularidade deve utilizar os
canais oficiais e evitar qualquer tentativa de intervenção ou abordagem
direta.
Perdas de energia chegam a 0,8 TWh no Ceará em 2026
O volume registrado até julho de 2026 representa metade dos 1,6 TWh contabilizados ao longo de todo o ano passado.
A
Enel afirma que as inspeções e operações de combate continuam sendo
realizadas em diferentes pontos do Ceará. Até julho, foram mais de 103
mil fiscalizações técnicas e 19.334 fraudes identificadas.
O
cenário mantém o furto de energia como um dos principais pontos de
atenção para a segurança da rede elétrica. Além do prejuízo associado às
perdas, as ligações clandestinas podem aumentar riscos de acidentes,
comprometer equipamentos e afetar a qualidade do fornecimento.
Com
a continuidade das fiscalizações, a distribuidora busca identificar
irregularidades e regularizar instalações, enquanto as operações com
órgãos de segurança têm como objetivo responsabilizar criminalmente os
envolvidos nas práticas ilegais.
(GC+)