A morte de Luiz Fernando Sales Ferreira,
de 16 anos, trouxe novamente à memória de uma mãe uma perda vivida há
cinco anos. O adolescente foi morto a tiros na Rua Francisco Borges, no
bairro Cambeba, em Fortaleza, e a mãe descobriu o assassinato depois de
ver uma fotografia do filho compartilhada em um grupo de WhatsApp.
Após
reconhecer a imagem, ela foi até o local e fez o reconhecimento do
corpo. Segundo as informações apuradas no local pela equipe de
reportagem da TV Cidade Fortaleza, Fernando morava no bairro Parque
Iracema, próximo ao Cambeba, e teria saído de casa depois de receber um convite.
A
principal suspeita levantada inicialmente é de que o adolescente tenha
sido atraído para a Rua Francisco Borges e, depois, atacado. Ele foi
atingido por vários disparos de arma de fogo, com tiros direcionados à cabeça.
O
caso ganhou ainda um elemento que passou a ser analisado pelos
investigadores: um spray de tinta foi encontrado ao lado do corpo.
Mãe descobre morte do filho pelo WhatsApp após perder outro há cinco anos
A
morte de Fernando resulta na segunda perda de um filho vítima de
disparo de arma de fogo para a mesma mãe. Há cinco anos, ela já havia
perdido outro filho em uma ocorrência envolvendo arma de fogo. Naquela
ocasião, segundo as informações disponíveis, a vítima foi atingida por
uma bala perdida.
Desta vez, a confirmação da morte de Fernando
ocorreu por meio de uma foto do adolescente compartilhada em um grupo de
WhatsApp. Ao identificar o filho, dirigiu-se ao endereço onde o corpo
havia sido encontrado.
A identificação foi feita pela própria mãe no local da ocorrência.
Adolescente de 16 anos é morto a tiros no Cambeba
Fernando
foi encontrado morto na Rua Francisco Borges, uma via descrita como de
pouco movimento. A Polícia Militar foi acionada e uma composição do 16º
Batalhão esteve no endereço.
As circunstâncias do assassinato
passaram a ser investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à
Pessoa (DHPP), com apoio da Polícia Científica.
Conforme as
informações levantadas inicialmente, o adolescente teria sido atacado
enquanto passava pela calçada. Também foi relatado que ele estaria
acompanhado de outra pessoa no momento do crime.
A investigação
deverá buscar informações que ajudem a esclarecer quem estava com
Fernando, como ele chegou ao local e se houve participação de outras
pessoas na ação.
Polícia investiga se jovem foi atraído para o local
Uma
das linhas consideradas inicialmente pelos investigadores é a de que
Fernando tenha sido levado até a Rua Francisco Borges após receber um
convite. A hipótese é de que, ao chegar ao endereço, ele tenha sido
atacado.
Ainda não há, nas informações disponíveis, confirmação sobre a autoria do homicídio ou sobre a motivação do crime.
A
polícia também deverá verificar se algum veículo teria dado apoio à
ação. Por isso, imagens, relatos de testemunhas e outros elementos
encontrados na região podem ser considerados importantes para a
investigação.
Spray de tinta encontrado ao lado do corpo chama atenção da investigação
Um
spray de tinta foi localizado próximo ao corpo de Fernando. A presença
do objeto levantou inicialmente a possibilidade de que o adolescente
estivesse pichando algum muro quando foi morto.
Essa hipótese,
porém, foi descartada durante a apuração no local. Não foram
identificadas pichações recentes nas paredes próximas ao ponto onde o
corpo foi encontrado.
Diante disso, passou a ser considerada a
possibilidade de que o spray tenha sido deixado no local de forma
deliberada para criar uma explicação diferente para o assassinato. Essa
possibilidade integra o contexto inicial da investigação e ainda depende
da apuração policial.
Não há informação confirmada sobre quem teria colocado o objeto no endereço.
DHPP e Polícia Científica atuam na investigação
Após
o crime, equipes da Polícia Militar permaneceram na região enquanto
profissionais da Polícia Científica realizaram os procedimentos
relacionados à remoção do corpo.
A Coordenadoria de Medicina Legal também foi acionada para os trabalhos de remoção e demais procedimentos periciais.
Paralelamente,
investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa
passaram a reunir informações para esclarecer a dinâmica do assassinato.
O
caso ocorreu no território de atuação policial relacionado à Grande
Messejana, com referência ao 19º Batalhão de Polícia Militar na apuração
apresentada.
(GC+)