Homem suspeito de tráfico de drogas e crime ambiental em Nova Russas é levado para a Delegacia

 




Um homem foi preso na tarde desta terça-feira (18), em Nova Russas, durante uma ocorrência envolvendo suspeita de tráfico de drogas e crime ambiental. A ação aconteceu por volta das 17h40 e foi realizada pela equipe Raio 02.

Segundo informações repassadas à Polícia Militar, dois indivíduos estariam comercializando entorpecentes em suas residências, na rua Oriel Mota, na saída de Nova Russas em direção a Ararendá. A denúncia também informava que os suspeitos utilizariam uma motocicleta de cor branca.

A equipe foi até o endereço indicado e abordou dois homens, identificados como Carlos Alexandre Souza da Silva, de 21 anos, e Carlos Henrique de Souza Xavier. Durante a busca pessoal, os policiais encontraram com Carlos Alexandre um papelote contendo uma pequena quantidade de substância análoga à cocaína. Com Carlos Henrique, nada de ilícito foi localizado.

Na sequência, o pai de Carlos Alexandre autorizou a entrada dos policiais na residência, com o consentimento registrado em áudio e vídeo. Durante as buscas, foram encontrados três aparelhos celulares, uma caixa de som JBL Boombox, dois canivetes e quatro gaiolas contendo quatro pássaros silvestres mantidos em cativeiro.

Os animais foram relacionados na ocorrência para que a autoridade competente adotasse as providências previstas na legislação ambiental. A procedência da caixa de som também não foi esclarecida pelo abordado, que informou não possuir nota fiscal do equipamento.

Os policiais também realizaram buscas na residência de Carlos Henrique, mas nenhum material ilícito ou objeto de interesse policial foi localizado.

Diante dos fatos, Carlos Alexandre recebeu voz de prisão e foi algemado, segundo a equipe, para evitar uma possível tentativa de fuga e preservar a integridade física dos envolvidos. Ele e Carlos Henrique foram conduzidos à Delegacia Regional de Polícia Civil de Crateús, juntamente com o material apreendido.

Uma motocicleta Honda CG 150, de cor branca, placa OSS-3Z24, também foi apreendida. Como não foi possível realizar o transporte do veículo até Crateús, a motocicleta ficou destinada à posterior apresentação na Delegacia Municipal.

Carlos Alexandre Souza da Silva, nascido em 9 de novembro de 2004 e residente na rua Oriel Mota, bairro Jovinão, foi autuado, segundo o relato da ocorrência, com base no artigo 33 da Lei de Drogas e no artigo 29 da legislação ambiental. Carlos Henrique de Souza Xavier foi ouvido como testemunha.

Material apreendido: quatro pássaros silvestres, quatro gaiolas, dois canivetes, uma caixa de som JBL, um papelote de cocaína, três celulares e uma motocicleta Honda CG 150.



(Tony Sales)

Aos 106 anos, idosa tem audiência realizada em casa pela Justiça em Sobral

Justiça realiza audiência na casa de mulher de 106 anos na zona rural de Sobral. 


Uma idosa de 106 anos, residente na zona rural de Sobral, participou de uma audiência de interdição na própria casa devido à sua extrema vulnerabilidade física e às dificuldades de acesso à sua localidade.

O deslocamento até o fórum era inviável por conta de suas limitações físicas, como mobilidade reduzida e deficiência visual, somadas às estradas precárias que dificultam a chegada de veículos.


A realização do ato por videoconferência também foi descartada porque a comunidade onde ela mora não possui sinal de internet adequado.


O processo judicial, que tramita em segredo de Justiça, trata do pedido para que a filha da idosa possa representá-la formalmente e dar continuidade aos cuidados diários.


A ida de representantes da Defensoria Pública, do Judiciário e do Ministério Público até a residência assegurou o exercício de um direito fundamental de forma digna e humanizada.

Aos 106 anos, uma mulher residente em uma comunidade da zona rural de Sobral participou, no último dia 13 de agosto, de uma audiência de interdição sem precisar sair de casa. A sessão foi realizada na residência da idosa, em razão das condições de extrema vulnerabilidade e das dificuldades de acesso à localidade.

Com mobilidade reduzida, dependente de cadeira de rodas, deficiência visual e pouca audição, o deslocamento até o fórum representaria uma dificuldade diante das condições físicas da idosa.

Justiça realiza audiência na casa de mulher de 106 anos na zona rural de Sobral. Crédito: Defensoria Pública do Estado do Ceará / Divulgação

Segundo a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), a comunidade onde ela mora também enfrenta problemas de acesso, com estradas que dificultam a chegada regular de veículos, inclusive ambulâncias.


Audiência foi realizada na residência

A realização da audiência por videoconferência também não era uma alternativa viável. De acordo com o defensor público Dani Esdras Cavalcante, que participou da sessão, a localidade não dispõe de sinal de internet adequado.

“A localidade não dispõe de sinal de internet adequado, o que inviabilizaria a participação da senhora em uma audiência virtual”, explicou.

O processo, que tramita em segredo de Justiça, trata de um pedido de interdição para possibilitar que a filha da idosa, responsável pelos cuidados cotidianos da mãe, pudesse atuar formalmente em sua representação.

“A ausência de transporte adequado e de conexão de internet não se transformou em uma barreira para o exercício de um direito. A presença da Defensoria Pública, do Judiciário e do Ministério Público na residência da assistida permitiu que o processo avançasse, respeitando suas condições e sua dignidade”, pontuou o defensor.

A presença dos diferentes integrantes do sistema de Justiça na residência também permitiu um contato direto com uma realidade que, muitas vezes, chega aos processos apenas por meio de documentos e relatórios.

Atendimento buscou aproximar Justiça da realidade da idosa

O assistente social da Defensoria Pública, Sergio Santiago, que acompanhou a audiência, destacou que a experiência demonstra a necessidade de considerar as diferentes realidades das pessoas atendidas pelo sistema de Justiça.

Sem condições de chegar ao fórum, idosa de 106 anos tem audiência realizada em casa.
Sem condições de chegar ao fórum, idosa de 106 anos tem audiência realizada em casa. Crédito: Defensoria Pública do Estado do Ceará / Divulgação

“Foi um momento muito importante, arrisco dizer que um marco para a Justiça. Realizar uma audiência fora do espaço do Fórum, em uma casa localizada no meio rural, para atender uma mulher centenária é, de fato, levar a Justiça a quem mais precisa. [...] Em resumo, foi de fato um atendimento humanizado”, afirmou.

O psicólogo da Defensoria, Paulo Pinho, que também acompanhou a audiência, relatou que o contato presencial com a realidade da família pode contribuir para uma análise mais humanizada e diferenciada em demandas semelhantes.

“Acostumado a fazer visitas domiciliares e conhecer a realidade de cada assistido para quem produzo relatórios, ter os operadores da Justiça conhecendo essa realidade não por um relatório, mas in loco, foi muito gratificante”, relatou.



(O Povo)

Glória Menezes morre aos 91 anos no Rio de Janeiro


 


Um dos nomes pioneiros da teledramaturgia brasileira, ela construiu uma carreira de mais de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão, tornando-se conhecida por protagonizar novelas de sucesso e interpretar personagens que marcaram diferentes fases da dramaturgia nacional.

Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Glória iniciou a trajetória artística ainda nos primeiros anos da televisão brasileira.

Na TV Globo, onde estreou em 1967 com a novela “Sangue e Areia”, participou de mais de 40 telenovelas ao longo da carreira.

A atriz esteve em produções que se tornaram referências da emissora, consolidando seu nome entre os principais da televisão brasileira.

Personagens que marcaram a carreira

Entre os trabalhos de maior destaque de Glória Menezes estão “Irmãos Coragem”, “O Grito”, “Pai Herói”, “Guerra dos Sexos”, “Brega & Chique”, “Rainha da Sucata”, “Torre de Babel”, “A Próxima Vítima”, “Páginas da Vida” e “A Favorita”.

Em “Irmãos Coragem”, de 1970, a atriz interpretou Maria de Lara, Diana e Márcia. Anos depois, viveu Laurita Albuquerque Figueroa, em “Rainha da Sucata”, e Jordana, em “Jogo da Vida”. Em “Torre de Babel”, de 1998, foi protagonista como Marta Toledo.

Na década de 2000, Glória continuou em papéis de destaque na Globo. Participou de novelas como “Senhora do Destino”, “Páginas da Vida” e “A Favorita”.

Seu último trabalho em uma novela da emissora foi “Totalmente Demais”, em 2015, como Stelinha Carneiro de Alcântara.

A atriz também participou posteriormente de produções especiais, mantendo-se ligada à televisão até os últimos anos de carreira.

Parceria com Tarcísio Meira

A trajetória profissional de Glória também ficou marcada pela parceria com o ator Tarcísio Meira.
Os dois se casaram em 1962 e formaram um dos casais mais conhecidos da televisão brasileira.

Juntos, protagonizaram trabalhos como “Irmãos Coragem”, “Guerra dos Sexos” e “Torre de Babel”, além de estrelarem a série “Tarcísio & Glória”, exibida pela Globo em 1988.

Tarcísio Meira morreu em agosto de 2021, aos 85 anos, em decorrência de complicações provocadas pela Covid-19. A morte encerrou uma união de quase seis décadas entre os dois atores.

O casal teve um filho, o também ator Tarcísio Filho. Glória Menezes tinha ainda outros dois filhos, João Paulo e Maria Amélia, de um relacionamento anterior.

Portanto, ao todo, a atriz deixa três filhos, mas apenas Tarcísio Filho é filho dela com Tarcísio Meira.

Gloria Menezes e Tarcísio Meira
Gloria Menezes e Tarcísio Meira Crédito: Globo/ Divulgação


Ao longo da carreira, Glória Menezes atravessou diferentes momentos da televisão brasileira, passando por novelas, séries, cinema e teatro.

Seu trabalho ajudou a consolidar a dramaturgia televisiva em um período em que o gênero ainda estava em formação no país.

Na Globo, permaneceu por mais de cinco décadas e encerrou o contrato com a emissora em 2020, ao lado de Tarcísio Meira.

A trajetória dos dois foi marcada tanto pela parceria artística quanto pela presença constante em produções de grande audiência.

A morte de Glória Menezes encerra a trajetória de uma atriz que esteve presente em diferentes gerações da teledramaturgia brasileira e ajudou a estabelecer as novelas como um dos principais formatos da televisão no país.



(O Povo)

Dino e Moraes defendem nova discussão sobre exigência de diploma para exercício do jornalismo

 




Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta terça-feira (18) que a Corte volte a discutir a exigência de diploma de Jornalismo para o exercício profissional. As declarações ocorreram durante julgamento na Primeira Turma do tribunal e reacenderam um debate que havia sido definido pelo STF em 2009.

Ao analisar um caso envolvendo direito de resposta após uma reportagem exibida pela TV Globo, Dino afirmou que a decisão que dispensou a formação específica merece ser novamente discutida diante das mudanças provocadas pela expansão das redes sociais.

O ministro ressaltou que respeita o entendimento adotado pelo próprio Supremo, mas avaliou que o cenário atual apresenta novos desafios para a definição de quem pode ser considerado profissional de imprensa.

“Há uma decisão do Supremo, a qual respeito, obviamente, e quem sabe um dia será debatida novamente, quanto à dispensa do diploma de jornalista para o exercício da profissão”, afirmou Flávio Dino.

Dino e Moraes discutem diploma de jornalista

Na avaliação de Dino, a possibilidade de pessoas se apresentarem como jornalistas sem uma formação específica tornou mais complexa a aplicação de determinadas garantias relacionadas ao exercício profissional da imprensa.

O ministro relacionou a questão principalmente ao ambiente digital, em que qualquer pessoa pode produzir e divulgar conteúdos para grandes públicos por meio das redes sociais.

Para Dino, essa transformação tecnológica criou novos desafios para a identificação dos profissionais que exercem jornalismo e para a definição das garantias associadas à atividade.

Em seguida, Alexandre de Moraes concordou com a necessidade de uma nova reflexão sobre o assunto e mencionou a possibilidade de regulamentação da profissão.

“Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, [sobre] uma regulamentação”, disse Moraes.

O ministro também citou situações em que usuários de redes sociais se apresentam como jornalistas e utilizam a liberdade de imprensa para produzir conteúdos que, segundo ele, podem envolver ofensas ou desinformação.

“A liberdade de imprensa é um dos pilares fundamentais da democracia”, afirmou Moraes.

Na sequência, o ministro defendeu que o exercício da atividade jornalística seja discutido considerando a responsabilidade associada à produção e divulgação de informações. “Se nós deixarmos que a imprensa seja contaminada por pessoas que não são da imprensa, não são jornalistas e não lutam pela informação, nós estaremos desgastando um dos grandes pilares da democracia”, declarou.

STF retirou exigência de diploma em 2009

A manifestação dos ministros ocorre 17 anos depois de o Supremo decidir que o diploma de curso superior em Jornalismo não poderia ser uma exigência para o exercício da profissão.

A decisão foi tomada em 2009, durante o julgamento do Recurso Extraordinário 511.961. Na ocasião, o plenário do STF decidiu, por oito votos a um, afastar a obrigatoriedade prevista no Decreto-Lei 972, de 1969.

A maioria dos ministros entendeu que a exigência não havia sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988. O entendimento adotado pelo tribunal considerou que a obrigatoriedade representava uma restrição incompatível com as liberdades de expressão, informação e imprensa.

Desde então, a formação superior em Jornalismo deixou de ser requisito obrigatório para que uma pessoa exerça a profissão.

A discussão levantada agora por Dino e Moraes não representa, por si só, uma mudança na regra atualmente vigente. Os ministros sinalizaram a possibilidade de que o tema volte a ser analisado pelo Supremo.

Redes sociais mudaram debate sobre exercício da profissão

A expansão das redes sociais foi um dos principais elementos mencionados pelos ministros para justificar uma nova reflexão sobre o tema.

Desde a decisão de 2009, o ambiente de produção e distribuição de informações passou por transformações significativas. Plataformas digitais permitiram que pessoas sem vínculo com veículos tradicionais produzissem conteúdos informativos e alcançassem grandes audiências.

Para Dino, esse cenário tornou mais difícil estabelecer os limites relacionados ao exercício profissional do jornalismo e às garantias atribuídas à imprensa.

A discussão também envolve a diferença entre a liberdade de expressão, assegurada constitucionalmente, e o exercício profissional do jornalismo, que envolve produção, apuração e divulgação de informações.

Moraes, por sua vez, defendeu que uma eventual regulamentação poderia prever uma regra de transição para pessoas que já trabalham na área.

Declarações ocorrem após caso envolvendo jornalista no Maranhão

As manifestações dos ministros também ocorrem dias depois de uma decisão de Moraes que autorizou uma operação de busca e apreensão envolvendo pessoas apontadas como fontes de um jornalista do Maranhão.

Segundo informações da Polícia Federal, Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário de Urbanismo e Habitação de São Luís, teriam atuado como fontes do jornalista Luís Pablo, responsável por reportagens críticas a Dino.

A medida provocou reação de entidades representativas do jornalismo, que demonstraram preocupação com o possível impacto sobre o sigilo da fonte, garantia prevista na Constituição Federal.

Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a proteção à liberdade de imprensa e afirmou que investigações devem buscar a apuração de eventuais crimes, e não atingir o exercício legítimo da atividade jornalística.

Moraes também reconheceu a existência da proteção constitucional ao sigilo da fonte, mas afirmou que a garantia não pode ser utilizada para impedir a investigação de eventuais crimes.

Debate sobre diploma ainda não altera regra para jornalistas

Apesar das declarações feitas nesta terça-feira, a regra estabelecida pelo STF em 2009 permanece vigente. O exercício do jornalismo continua sem exigir diploma de curso superior específico.

As falas de Dino e Moraes indicam uma disposição para que o tribunal volte a discutir o assunto, especialmente diante das transformações ocorridas no ambiente de comunicação desde o julgamento anterior.

Uma eventual mudança dependeria de nova análise do Supremo e não ocorre automaticamente a partir das declarações dos ministros.

O debate envolve questões relacionadas à formação profissional, regulamentação, liberdade de imprensa, liberdade de expressão e às responsabilidades de quem produz e divulga informações.

Por enquanto, portanto, a exigência de diploma permanece afastada. O que voltou ao centro da discussão é a possibilidade de o STF reexaminar, no futuro, os critérios para o exercício profissional do jornalismo diante das mudanças provocadas pelo ambiente digital.


(GC+)

Coronel do Exército é conduzido à delegacia após confusão com guarda municipal em Fortaleza


 


O coronel Glaucir Lopes Gonçalves, do Exército Brasileiro e da ativa, foi conduzido a uma delegacia após uma ocorrência envolvendo agentes da Guarda Municipal de Fortaleza no Terminal da Parangaba. Segundo informações preliminares, a confusão começou depois que o militar estacionou o veículo em um local onde o estacionamento não era permitido.

Durante o desentendimento, houve confronto físico entre o coronel e um guarda municipal, com troca de socos. Ainda conforme os relatos iniciais, o oficial teria efetuado um disparo de arma de fogo durante a ocorrência.

Até o momento, não há informações confirmadas sobre pessoas feridas nem sobre as circunstâncias em que o disparo teria ocorrido.

O caso foi encaminhado à autoridade policial, que deverá apurar a dinâmica da ocorrência, as circunstâncias do confronto e o eventual disparo registrado durante a confusão.

Como começou a ocorrência no Terminal da Parangaba

De acordo com as informações preliminares, o episódio teve início após o veículo conduzido pelo coronel ser estacionado em uma área onde não era permitido deixar o automóvel.

A situação teria provocado uma abordagem ou discussão com agentes da Guarda Municipal que estavam no terminal. O que inicialmente seria uma divergência relacionada ao estacionamento evoluiu para um confronto entre o militar e um dos guardas.

Os relatos apontam que os dois entraram em luta corporal e trocaram socos.

A partir desse momento, a ocorrência ganhou uma dimensão maior devido ao relato de que uma arma de fogo teria sido utilizada pelo coronel durante a confusão.

Ainda não estão esclarecidos todos os detalhes que antecederam o disparo, incluindo a motivação, o local exato em que ele teria sido efetuado e se houve algum dano ou pessoa atingida.

Essas circunstâncias deverão ser esclarecidas durante a investigação.

Coronel foi levado para uma delegacia

Após a ocorrência no terminal, o coronel Glaucir Lopes Gonçalves foi conduzido para uma unidade policial. A autoridade responsável pelo atendimento deverá colher os relatos dos envolvidos e analisar os elementos disponíveis para determinar as circunstâncias do caso.

A condução à delegacia ocorre para que a ocorrência seja formalizada e investigada, não significando, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.

A apuração deverá considerar tanto o confronto físico envolvendo o militar e o guarda municipal quanto o relato sobre o disparo de arma de fogo.

Também será necessário esclarecer se houve testemunhas, imagens de câmeras de segurança ou outros elementos que possam ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos.

Disparo de arma de fogo será apurado

O possível disparo é um dos principais pontos a serem esclarecidos pelas autoridades. Até o momento, as informações disponíveis não confirmam se alguém foi atingido ou se houve feridos durante a ocorrência.

Também não foram divulgadas informações suficientes para determinar em que circunstâncias a arma teria sido utilizada.

Por se tratar de um militar da ativa e de uma ocorrência envolvendo um agente da Guarda Municipal, o caso poderá demandar a análise das diferentes responsabilidades e dos procedimentos aplicáveis aos envolvidos.

A investigação deverá estabelecer a dinâmica do episódio antes que seja possível apontar responsabilidades sobre o confronto ou sobre o eventual disparo.

Caso deve ser investigado pela autoridade policial

A ocorrência no Terminal da Parangaba será apurada a partir dos registros feitos pelas autoridades e dos depoimentos dos envolvidos.

A investigação deverá esclarecer desde a discussão inicial relacionada ao estacionamento até o momento do confronto físico e o eventual disparo.

Enquanto os detalhes ainda estão sendo levantados, não há confirmação sobre feridos ou sobre outros desdobramentos da ocorrência.

O caso permanece sob apuração, e novas informações poderão esclarecer as circunstâncias do episódio envolvendo o coronel do Exército e os agentes da Guarda Municipal de Fortaleza.



(GC+)

Empresário morre durante procedimento estético em clínica de Fortaleza


 


O empresário João Victor Batista Pinheiro morreu, nesta terça-feira (18), durante um procedimento estético em uma clínica no bairro Aldeota, em Fortaleza. A vítima tinha 45 anos e fazia um procedimento chamado “lifting” no rosto, segundo o advogado da família dele, Alysson Castro. A causa da morte ainda não foi descoberta.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense (Pefoce) também foram acionadas para a ocorrência.

"Apenas após laudo da Pefoce será possível determinar as causas do óbito. O caso está a cargo da Delegacia de Polícia Civil do 2° Distrito Policial", enfatizou a SSPDS.

João Victor morreu no Espaço Michele França. O g1 entrou em contato com a cirurgiã-dentista, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Nas redes sociais, ela se identifica como cirurgiã orofacial e especialista em estética facial avançada.

Conforme documento da Pefoce, obtido pelo g1, uma médica informou que o empresário tinha histórico de hipertensão e passou por anestesia para a realização do procedimento estético.

Durante o procedimento, o empresário começou a produzir espuma pela boca e passou por sete ciclos de manobras para ressuscitar, mas não sobreviveu, segundo o documento.

O empresário era cliente da clínica há, pelo menos, 2 anos, segundo o advogado Alysson Castro.

Ramo pirotécnico

João Victor era dono da empresa Casa de Fogos São João, que realiza montagem de efeitos pirotécnicos em eventos. O empresário já trabalhou com grandes artistas do Ceará, como Mari Fernandez, Wesley Safadão, Xand Avião e Taty Girl.

Além disso, a empresa também já fechou contratos para shows de prefeituras do estado e grandes eventos como Farofa da GKay, São João de Maracanaú, Ceará Music e também pela torcida do Fortaleza Esporte Clube.

A empresa emitiu uma nota de pesar sobre a morte de João Victor. "Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colaboradores e todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo", disse a nota.

"Sua trajetória, seu legado e sua presença jamais serão esquecidos. Nossas sinceras condolências", complementou a empresa.



(G1/CE) 

Elmano minimiza pesquisas eleitorais na pré-campanha: '60% do povo tá nem pensando em candidato'

 



O governador Elmano de Freitas (PT) avaliou o próprio desempenho nas pesquisas eleitorais e minimizou os levantamentos realizados antes do início oficial da campanha. O petista, que aparece atrás de Ciro Gomes (PSDB) nas pesquisas Quaest e Datafolha divulgados até agora, afirmou que uma parcela significativa do eleitorado ainda está indecisa sobre o voto. O político participou, nesta terça-feira (18), da inauguração do comitê do PSD Ceará. Ao ser questionado se o amplo arco de alianças construído para a reeleição seria suficiente para superar a vantagem do adversário, Elmano afirmou que o resultado dependerá do eleitor, e não do número de partidos reunidos na coligação.

“As pesquisas que apontam a questão eleitoral dizem que mais de 60% ou 70% do povo está nem pensando em candidato, mas as mesmas pesquisas dizem que a maioria do povo apoia o nosso governo e entende que o nosso governo é um governo e que tem coisa que pode melhorar”, afirmou Elmano de Freitas.

Segundo ele, a estratégia será apresentar as ações realizadas pela gestão e propostas para áreas em que reconhece a necessidade de avanços. “Quando o povo realmente puder debater a eleição, ver o que cada um fez, o que cada um pretende fazer, esse time será vitorioso no Ceará e no Brasil”, disse.

Elmano avalia votos “descasados”

O governador também comentou casos de integrantes de partidos aliados que decidiram apoiar nomes da oposição. Ele classificou as divergências como situações “muito residuais”.

“Praticamente todo o nosso time está coeso. É um caso ou outro de gente que abandona porque, muitas vezes, não teve um pedido atendido, um projeto pessoal, um projeto político”, afirmou.

Elmano reforçou que a aliança permanecerá concentrada nas candidaturas de Lula à Presidência, dele próprio ao Governo e de Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) ao Senado. O governador também projetou a eleição de maioria de deputados estaduais e federais ligados ao grupo.

“Estou muito confiante que nós vamos ganhar a eleição com o Lula, vamos ganhar a eleição para o Estado, nós vamos eleger os dois senadores e nós vamos eleger a maioria de federais e estaduais”, concluiu.

(Diário do Nordeste) 

Ciro diz que disputou com Bolsonaro e Lula: 'Querem distrair a população' no Ceará

 



O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) afirmou que já disputou eleições contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) e acusou adversários de tentarem associá-lo ao bolsonarismo para desviar o debate eleitoral no Estado. A declaração foi dada pelo tucano na noite desta terça-feira (18) durante a inauguração do comitê do deputado federal Danilo Forte (PP).
"A mentira tem perna curta e eles viraram tão poderosos e tão ladravazes que eles esquecem que o povo inteiro do Brasil, não foi só do Ceará, assistiu eu ser candidato a presidente da República numa eleição que foi disputada com o Bolsonaro e com o Lula. E não foi só uma vez, não. Foram duas vezes”, disse.

Ciro disputou as eleições presidenciais de 2018 e 2022, quando Lula e Bolsonaro estiveram entre seus adversários. Em 2018, o petista foi impedido de concorrer e acabou substituído por Fernando Haddad (PT).

“O que é que eles querem fazer é distrair a população para que a gente não discuta aquilo que está em discussão. O que é que está em discussão? O Elmano deveria prestar contas, o cara que está no governo deve prestar contas”, completou Ciro Gomes.

CRÍTICAS AO GRUPO PETISTA

O tucano defendeu a necessidade de uma mudança de “rumo” no Estado, especialmente nas áreas de segurança pública, saúde e economia. O candidato voltou a citar a atuação de facções criminosas e afirmou que o Ceará vive um cenário de "perseguição".

"Essa candidatura nasceu com eu e ele (o ex-senador Tasso Jereissati) resmungando, nós dois. Os dois velhinhos lá meio zangados com as coisas e tal, e acabamos tomando uma decisão: vamos juntar a turma nova", afirmou.

Ciro citou, entre os nomes envolvidos nessa aproximação, o ex-prefeito Roberto Cláudio (União) e os deputados federais Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL), que estiveram em campos distintos em eleições anteriores.

"É possível a gente deixar as diferenças de lado na questão da política nacional e fazer um grande e generoso movimento de unir o Ceará para mudar. E conseguimos", concluiu.

(Diario di Nordeste)

Veterinária atacada por cão do Senado teve lesão gravíssima no pescoço

 




A médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, que foi mordida por um cão da raça pastor-belga-malinois em um canil do Senado Federal, nesta terça-feira (18/8), teve uma lesão gravíssima na artéria do pescoço por causa do ataque. A vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória, foi levada em estado grave ao Hospital de Base e passou por cirurgia no fim da manhã.

Vitória Pinha é uma médica-veterinária contratada por uma prestadora de serviços encarregada dos cuidados dos animais do Senado Federal. O pastor-belga-malinois envolvido no acidente atua no Serviço de Cinotecnia do Senado.

Conforme apurou a coluna Na Mira, a vítima estava no exercício de suas atividades em um canil do Senado quando foi atacada e mordida por um dos cães mantidos no local. Ela foi socorrida por colegas, que, em seguida, acionaram o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF).

Os bombeiros constataram que a médica-veterinária teve uma parada cardiorrespiratória com lesão grave na artéria do pescoço. A mulher ficou ainda com parte da coluna exposta devido à mordida do animal.

Após os procedimentos de regulação médica, a mulher foi transportada em estado grave para o Hospital de Base. De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), ela foi encaminhada ao centro cirúrgico, onde foi submetida a um procedimento e segue sendo assistida pela equipe de Cirurgia do Trauma da unidade.

“O instituto informa, ainda, que, em respeito ao sigilo médico e à legislação vigente, não divulga informações detalhadas sobre o estado de saúde ou dados pessoais de pacientes atendidos nas unidades sob sua gestão”, acrescenta o Iges-DF, em nota.

O Senado Federal também informou, por meio de nota, que a profissional recebeu atendimento imediato e que a instituição acompanha o caso, prestando suporte necessário à vítima e à família.



(Metrópoles)

Contran atualiza a Lei Seca com reteste de bafômetro e “drogômetro”





O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou novas regras para a fiscalização da Lei Seca. A regulamentação atualiza os procedimentos adotados pelos agentes e prevê a possibilidade de repetir o teste do bafômetro em situações de interferência que possam comprometer o resultado. Outra novidade é a implementação do “drogômetro”, aparelho capaz de detectar substâncias psicoativas e tóxicas.

A mudança busca diferenciar a presença de álcool efetivamente absorvido pelo organismo de casos de álcool residual na boca, que pode ocorrer após o consumo de determinados alimentos, como bombom de licor e pão de forma, ou produtos de higiene bucal, como enxaguantes.

Na prática, quando houver suspeita de interferência no resultado, um novo teste poderá ser realizado para confirmar a medição. A iniciativa substitui a regulamentação de 2013 e também atualiza o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito.

Os limites da Lei Seca, no entanto, não foram alterados. A partir de 0,05 mg/L de álcool no ar alveolar, considerando a margem de erro, há infração administrativa. A partir de 0,34 mg/L, também observada a margem regulamentar, pode haver caracterização de crime de trânsito.

Drogômetro

A resolução cria também a utilização de um equipamento chamado de “drogômetro”, para detectar drogas usadas pelos motoristas. Embora já fosse proibido fazer uso de entorpecentes e operar automóvel, a lei não previa equipamentos para fazer a detecção.

A implementação do dispositivo nas blitze, no entanto, ainda não tem data para ocorrer. As novas regras devem entrar em vigor após sua publicação no Diário Oficial da União (DOU).



(Metrópoles) 

Postagens mais visitadas do mês