Policial militar é preso por suspeita de ameaça, sequestro e cárcere privado de família. — Foto: Arquivo pessoal
Um soldado da Polícia Militar foi preso, nesta quinta-feira (30), por suspeita de ameaça, sequestro e cárcere privado de uma família na cidade de Barbalha, no Cariri cearense.
O crime aconteceu no dia 12 de maio deste ano, quando o agente Daniel Lopes da Silva, de 35 anos,invadiu uma residência no Sítio Tereza, distrito de Arajara, na zona rural da cidade.
Segundo testemunhas, o policial portava uma arma de fogo e rendeu os moradores, entre eles crianças e idosos, e os manteve reféns. Além disso, o soldado pegou os celulares das vítimas para que elas não pedissem ajuda.
O crime teria sido motivado por uma dívida que um dos moradores do imóvel teria com um amigo do militar.
As vítimas só foram liberadas após a denúncia de uma testemunha, que
estranhou a movimentação no imóvel e acionou a polícia. À época, o
policial não foi preso.
Prisão preventiva
Segundo a Polícia Militar, o soldado Daniel Lopes se apresentou
espontaneamente à Delegacia da Polícia Civil de Barbalha, nesta
quinta-feira, ocasião em que foi cumprido o mandado de prisão preventiva expedido contra ele.
"O policial estava lotado na 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar (2ºBPM) e se encontrava afastado da sua função por força de licença para tratamento de saúde de familiar", disse a Polícia Militar.
Conforme a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança
Pública e Sistema Penitenciário (CGD), a ocorrência está sendo
investigada no âmbito administrativo.
Cabo Wellington Júnior salvou o motociclista de aplicativo Ismael Madyson da Silva, de 22 anos, após o trabalhador levar uma facada no pescoço durante um assalto em Caucaia. — Foto: Reprodução
Um motociclista de aplicativo foi salvo por um policial militar após sofrer uma facada no pescoço durante um assalto no Bairro Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. O crime ocorreu na quarta-feira (29), e o suspeito foi preso.
O cabo Wellington Júnior, do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), que estava de serviço na região, estancou o sangue do ferimento e prestou os primeiros socorros ao motociclista Ismael Madyson da Silva, de 22 anos, até a chegada da equipe do Samu.
Vídeos feitos por testemunhas mostram o momento que militar estabilizou a vítima, que estava com um ferimento profundo, mas consciente.
'Sem ele, não estaria vivo'
Após ser hospitalizado e levar sete pontos no pescoço, Ismael recebeu alta e reencontrou o policial nesta quinta-feira (30), para agradecer.
"Sem
ele, eu não estaria vivo. [...] Se não fosse por esse policial que me
salvou eu não estaria vivo, pois ele fez tudo. Minha eterna gratidão a
ele. Deus sabe de tudo", falou Ismael.
Conforme Ismael Madyson, ele estava fazendo uma corrida para um homem
que saiu do Bairro Potira com destino ao Icaraí. Ao chegar ao endereço, o
passageiro anunciou o assalto, deu uma facada no pescoço do trabalhador e roubou a motocicleta.
"Na hora da facada eu pensei que ia morrer, fiquei em estado de choque,
não acreditei que estava naquela situação. [...] Parecia um pesadelo. O
cara nem falou que era um assalto, só tacou a faca no meu pescoço e
assim ficou", relatou Ismael Madyson.
A equipe do cabo Wellington Júnior, que patrulhava pela região, foi acionada e encontrou a vítima ferida.
Suspeito de 19 anos é preso
Conforme a Polícia Militar, após o crime, os agentes fizeram buscas na
região e na tarde desta quinta-feira (30) capturaram o suspeito do
crime, de 19 anos, no Bairro Icaraí. A identidade do infrator não foi informada.
Durante a ação, a motocicleta da vítima foi localizada abandonada próximo ao local do crime e os agentes apreenderam pedras de crack na posse do suspeito.
"O suspeito confessou ter atingido a vítima com um golpe de faca no
pescoço durante a tentativa de roubo da motocicleta. Ele também indicou o
local onde escondia aproximadamente quatro gramas de crack, que estavam
ocultadas no forro do telhado da residência", informou a Polícia
Militar.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido ao 4º Distrito Policial de Caucaia, onde foi autuado pelos crimes de tentativa de latrocínio e tráfico de drogas.
A vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), será indicada
nesta sexta-feira (31) candidata a vice-governadora na chapa de Elmano
de Freitas (PT). O acordo já está firmado entre as lideranças do grupo
governista e o ato deverá ser consumado na convenção que homologa o nome
do governador para a reeleição na presença do presidente Lula.
A escolha do PSD
A indicação garante ao PSD a terceira posição da chapa majoritária
governista, que já tinha indicação de Elmano e Cid. O partido é um dos
mais fortes do arco de aliança e vinha sendo tratado, desde o início das
conversas, como candidato à vaga.
A cadeira chegou a ser especulada para o ex-vice-governador Domingos
Filho, pai de Gabriella. De qualquer forma, a vaga ficou na família, que
tem base política na região dos Inhamuns.
A indicação reedita a dobradinha de 2024, quando Gabriella foi eleita
vice-prefeita de Fortaleza na chapa com Evandro Leitão (PT), na disputa
mais apertada da história recente da Capital.
Quem é Gabriella Aguiar
Gabriella Pequeno Costa Gomes de Aguiar tem 36 anos, é médica e
natural de Fortaleza. Na política, tem origem tradicional, mas carreira
recente. Foi deputada estadual eleita em 2022, mas renunciou ao cargo
para assumir a vice-prefeitura de Fortaleza em 2024.
A biografia familiar explica parte do peso da indicação: é filha de
Domingos Filho, ex-vice-governador do Ceará e comandante do PSD
estadual, e de Patrícia Aguiar, prefeita de Tauá. É irmã do deputado
federal Domingos Neto.
Segunda vaga segue aberta
A definição da vice não encerra a montagem da chapa. A outra vaga ao
Senado deve ficar em aberto até os últimos dias do prazo de confirmação,
disputada entre aliados do governador e do ministro Camilo Santana.
Seguem com força na negociação os nomes do ex-secretário da Casa
Civil Chagas Vieira e o da deputada federal Luizianne Lins, lançada
ontem candidata ao Senado pela federação Rede/PSOL. Eunício Oliveira
(MDB) é outro nome que disputa a indicação.
A tendência, conforme apurou esta Coluna, é que a decisão só seja tomada depois da convenção.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta
laranja, abrangendo oito estados, além do Distrito Federal, em razão da
baixa umidade do ar. A condição estará em vigor entre 12h e
18h desta sexta-feira (31) e prevê uma variação da umidade relativa do
ar entre 20% e 12%.
O alerta, que indica perigo, abrange 501 municípios do Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí,
Bahia e o DF. O instituto ressalta que, com a umidade do ar
neste patamar, há risco potencial de incêndios florestais e à saúde das
populações nesta região.
Um outro aviso, também relacionado à baixa umidade ar, abrange uma
área maior do centro do país. Neste caso, o alerta é amarelo, que indica
perigo potencial. Neste cenário, a umidade pode variar entre 30% e 20% e
há baixo risco de incêndios florestais e à saúde. Esse alerta estará em
vigor entre 10h30 e 21h desta sexta-feira. Confira as áreas afetadas:
Ventos costeiros
Após a ventania que assustou moradores de São Paulo e do Rio de Janeiro nesta semana, o Inmet indica perigo potencial para a ocorrência de ventos costeiros no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
De acordo com o Instituto, o alerta amarelo estará em vigor ao longo
de toda sexta-feira, indicando intensificação dos ventos nas regiões
litorâneas, com movimentação de dunas de areia sobre construções na
orla. O alerta abrange um total de 48 municípios, conforme mapa abaixo:
O corpo de Caio César, de 19 anos, encontrado sem vida na madrugada desta sexta-feira (31), em Ipu, foi removido e encaminhado ao Núcleo da Perícia Forense de Tianguá.
A ocorrência foi inicialmente tratada como um acidente de trânsito, devido aos sinais de colisão em um poste próximo ao local. No entanto, durante o atendimento, equipes do Samu identificaram indícios de perfuração por arma de fogo, e a investigação passou a considerar a hipótese de homicídio.
Conforme as informações apuradas, o jovem teria sido atingido por um disparo, perdeu o controle da motocicleta, colidiu contra o muro de uma construção e morreu no local.
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Um homem e uma mulher investigados por homicídio foram presos no
município de Cruz, no litoral norte do Ceará, durante uma ação da Força
Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE). A operação
foi realizada em conjunto com a Polícia Militar do Ceará (PMCE) e
cumpriu, ao todo, três mandados de prisão nos municípios de Cruz e
Capistrano.
As prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados
judiciais. Segundo as forças de segurança, os dois investigados presos
em Cruz são apontados como integrantes de uma facção criminosa.
A mulher era alvo de um mandado de prisão pelos crimes de tráfico de
drogas e homicídio. Já o homem teve a prisão preventiva decretada por
investigação relacionada a um homicídio.
Durante
a ação em Cruz, as equipes do RAIO de Acaraú apreenderam cerca de 471
gramas de uma substância análoga à cocaína, três aparelhos celulares e
três balanças de precisão. Os dois suspeitos e todo o material recolhido
foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Acaraú, onde foram
adotados os procedimentos cabíveis.
Outro mandado foi cumprido em Capistrano
Além
da operação realizada em Cruz, a FICCO também cumpriu um terceiro
mandado de prisão no município de Capistrano, também no interior do
Ceará.
A captura foi realizada por policiais militares da 2ª
Companhia do 29º Batalhão da PMCE. O alvo era um homem condenado pelo
crime de roubo que teve decretada regressão cautelar. Após a prisão, ele
foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Baturité para a
realização dos procedimentos legais.
Quem integra a FICCO
A
Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará é coordenada
pela Polícia Federal e reúne diferentes órgãos de segurança pública.
Compõem
a FICCO a Polícia Federal, a Polícia Civil do Ceará, a Polícia Militar
do Ceará, a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização
(SAP), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e a
Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Operação Impacto 8 também teve como alvo organização criminosa
As
ações da FICCO ocorrem em meio à intensificação das operações contra
organizações criminosas no Ceará. Na quinta-feira (30), a Polícia Civil
deflagrou a oitava fase da Operação Impacto.
A ofensiva resultou na prisão de 18 suspeitos, além do cumprimento de
30 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú,
Aquiraz, São Gonçalo do Amarante e Baturité. Durante a operação, três
pessoas também foram autuadas em flagrante.
Segundo a Polícia
Civil, a investigação tem como alvo uma organização criminosa de origem
carioca com atuação na capital e na Região Metropolitana de Fortaleza.
As apurações também buscam desarticular o esquema de lavagem de dinheiro
utilizado pelo grupo para ocultar patrimônio e financiar atividades
ilícitas.
De acordo com o delegado titular da Delegacia de
Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Thiago Salgado, as
diligências continuam para localizar outros investigados.
Segundo o
delegado, a Operação Impacto 8 dá continuidade à Operação Cashback,
realizada em 2025. Conforme a investigação, a organização criminosa
movimentou mais de R$ 160 milhões entre 2022 e 2024.
"Na
operação de 2025, ficou identificado que o fluxo financeiro durante o
período de 2022 a 2024 dessa organização criminosa ultra-violenta de
origem carioca teria sido uma movimentação de acima de R$ 160 milhões. A
DCLD, que é a Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro, já tinha
deflagrado uma operação, que foi a Operação Cashback, em 2025. E agora,
em 2026, a Operação Impacto 8 é uma continuidade da Operação Cashback",
afirmou.
Durante a operação também foi cumprido
mandado contra um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). No
endereço do investigado foram apreendidas duas armas de fogo. Segundo a
Polícia Civil, uma delas possuía registro, mas estava guardada em local
diferente do autorizado. A outra apresentava registro de roubo. O
investigado foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e
receptação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
desembarca em Fortaleza nesta sexta-feira (31) para participar da
convenção partidária que oficializará a candidatura do governador Elmano
de Freitas (PT) à reeleição no Ceará. O evento será realizado às 17h,
no Centro de Eventos do Ceará, e também deve confirmar a composição
inicial da chapa majoritária governista para as eleições.
A
presença de Lula motivou a antecipação da convenção, inicialmente
prevista para o sábado (1º). A participação do presidente foi anunciada
pelo ex-chefe da Casa Civil do Governo do Ceará, Chagas Vieira (PDT).
Segundo ele, Lula estará ao lado do governador e das lideranças da base
aliada durante a oficialização da candidatura.
O
encontro marca o início oficial da campanha de Elmano à reeleição e
ocorre no mesmo local onde sua primeira candidatura ao Governo do Ceará
foi homologada, em 2022. Naquele ano, Lula também participou da
convenção, enquanto disputava a Presidência da República contra Jair
Bolsonaro (PL). Agora, tanto Lula quanto Elmano buscam reeleição.
Ceará integra roteiro estratégico de Lula
Antes
de seguir para a Bahia, Lula cumpre agenda no Ceará, estado considerado
estratégico para o PT no cenário nacional. Além da votação expressiva
obtida pelo partido nas últimas eleições, Fortaleza é atualmente a única
capital brasileira administrada pelo PT.
Nas eleições de 2022,
Lula venceu a disputa presidencial nos 184 municípios cearenses, tanto
no primeiro quanto no segundo turno. Integrantes do partido avaliam que a
visita reforça a articulação política da legenda no Nordeste.
A
direção nacional também considera o grupo político liderado pelo
ministro da Educação, Camilo Santana, uma das principais estruturas
partidárias do país.
Convenção deve definir vice e manter indefinição sobre segunda vaga ao Senado
A expectativa é de que também seja oficializada a indicação da vice-prefeita de Fortaleza, Gabriela Aguiar (PSD),
para disputar a vice-governadoria. Embora o nome ainda não tenha sido
anunciado oficialmente, ela é apontada nas articulações da base
governista como a principal escolha para compor a chapa.
Cid Gomes
(PSB) será candidato ao Senado pela base aliada, buscando reeleição. Já
a segunda candidatura ao Senado permanece indefinida. A decisão deverá
ocorrer apenas no dia 5 de agosto, após novas negociações entre os
partidos aliados.
Entre os nomes analisados para ocupar a vaga
estão a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins
(Rede), o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT) e outros
integrantes da base de apoio ao governador.
Convenções oficializam as candidaturas
As convenções partidárias
são reuniões promovidas pelos partidos para definir oficialmente os
candidatos que disputarão as eleições. Durante esses encontros, os
filiados deliberam sobre os nomes que representarão a legenda nos cargos
em disputa e podem discutir outros temas previstos na legislação
eleitoral.
As convenções podem ser realizadas de forma presencial,
virtual ou híbrida, conforme os estatutos de cada partido e as regras
da Justiça Eleitoral.
Após a homologação durante a convenção, os
candidatos ainda precisam registrar suas candidaturas na Justiça
Eleitoral. Até essa etapa, permanecem na condição de pré-candidatos.
Somente depois do registro é que passam a disputar oficialmente as
eleições.
A convenção desta sexta-feira integra o calendário
eleitoral de 2026 e representa uma das primeiras etapas formais da
disputa no Ceará, reunindo dirigentes partidários, filiados e
representantes dos partidos que compõem a base governista.
Uma verdadeira multidão lotou a praça de eventos de Reriutaba para a última noite do Arrastapé Carnaúba.
A programação reuniu grandes atrações musicais, como Lorim Vaqueiro, Zé Vaqueiro e Janaína Alves, levando muito forró e animação ao público. Mais uma vez, o evento reforçou sua importância para a cultura nordestina e movimentou a cidade durante três dias de festa.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF),
autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio
Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como "Lulinha".
Segundo
informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo g1, na
semana passada a PF pediu a abertura do inquérito para investigar
Lulinha. Mendonça foi sorteado e será o relator do caso no Supremo — a
investigação é para apurar se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de
influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo
Antunes, conhecido como "careca do INSS".
Apontado pela PF como um dos principais operadores das fraudes no INSS, Antunes está preso preventivamente desde setembro.
Em
março, a proposta final do relatório da CPMI do INSS — comissão
parlamentar que investigou fraudes no pagamento de aposentadorias —
pediu o indiciamento e a prisão preventiva de Lulinha.
O documento
foi votado pela CPMI e rejeitado por 19 votos a 12. No texto, o relator
da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmou que havia
indícios de que o filho de Lula teria cometido quatro crimes: tráfico de
influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e
participação em corrupção passiva.
Gaspar integra a oposição ao
governo Lula, e parlamentares da base o acusaram de agir politicamente,
de olho em dividendos eleitorais nas eleições presidenciais de outubro.
À época, o advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori Santos, disse à
BBC News Brasil que o empresário foi incluído no relatório da CPMI do
INSS por motivos políticos.
"A motivação é evidentemente política.
Não há outra explicação. No que tange ao Fábio Luis, 95% de tudo o que é
escrito no relatório é a reprodução de reportagens. A comissão não
conseguiu trazer nada novo, dizendo que há, apenas, uma possibilidade de
que Fábio Luis tenha ligação com os investigados", disse.
Santos
afirmou ainda que seu cliente não teria recebido recursos de Antunes e
que Lulinha viajou a Portugal a convite de Antunes a Portugal para
conhecer um projeto sobre medicamentos à base de canabidiol, mas que os
dois nunca tiveram qualquer negócio juntos.
A divulgação do relatório e as investigações da PF são os episódios
mais recentes de uma longa história envolvendo os negócios de Lulinha
que remonta pelo menos 21 anos.
Em 2005, outra CPMI, a dos
Correios, investigava as denúncias de que o governo comprava o voto de
parlamentares para aprovar projetos no Congresso, no caso que ficou
conhecido como escândalo do mensalão. Naquele mesmo ano, os negócios de
Lulinha vieram à tona e, por pouco, não entraram no relatório final da
comissão.
Ao longo das duas últimas décadas, nem mesmo o perfil
discreto adotado pelo filho de Lula foi capaz de tirá-lo das atenções
das autoridades e da oposição. Ele foi alvo tanto de boatos quanto de
investigações conduzidas pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF)
durante a Operação Lava Jato.
Os inquéritos foram arquivados ao longo dos anos, mas agora, ele enfrenta uma nova leva de questionamentos.
Lulinha sob os holofotes
Mas o que fez com que Lulinha se tornasse, ao longo dos últimos anos, uma espécie de "calcanhar de Aquiles" do presidente Lula?
Especialistas
ouvidos pela BBC News Brasil apontam que o escrutínio sobre a vida de
filhos e parentes de chefes de Estado é comum não apenas no Brasil, mas
em outros países.
Segundo eles, os negócios de Lulinha com pessoas próximas ao governo
vêm inspirando suspeitas ao longo dos anos e que isso pode ter um
impacto, ainda que limitado, à campanha de reeleição de seu pai.
Relatório de Gaspar tem mais de 4 mil páginas e pedia o indiciamento de 216 pessoas
Lulinha
entrou no radar das autoridades (e da oposição) em 2005, ainda no
primeiro mandato de seu pai. Durante a CPMI dos Correios, instalada após
a revelação do caso do mensalão, as relações comerciais de Lulinha
começaram a vir à tona.
Naquela época, parlamentares de oposição
pediram que a CPMI investigasse os repasses de R$ 5 milhões da Telemar
(atual Oi) para a Gamecorp, uma empresa de mídia da qual Lulinha era
sócio.
As suspeitas eram de que a Telemar, que tinha entre seus
sócios o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
controlado pelo governo federal, só teria feito o repasse porque Lulinha
era filho do presidente Lula.
A oposição chegou a pedir que
Lulinha fosse indiciado pela CPMI, mas, na última hora, segundo divulgou
o jornal Folha de S. Paulo à época, o nome de Lulinha foi retirado do
relatório.
O caso, no entanto, voltou à tona anos depois.
Em 2007, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar os repasses da Telemar à Gamecorp.
Como
a empresa é concessionária pública e tinha o BNDES como sócio, o
Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para averiguar
suspeitas de crimes como tráfico de influência e se o investimento da
companhia na Gamecorp teria causado prejuízos aos sócios da operadora de
telefonia.
A investigação, no entanto, foi arquivada em 2012 sem
que nenhum depoimento fosse tomado. Naquela ocasião, o então advogado de
Lulinha, Roberto Teixeira, negou qualquer irregularidade nos repasses
recebidos pela empresa e disse que "inexiste qualquer impedimento legal
para que Fábio Luis possa participar de sociedade pelo fato de ser filho
do atual presidente".
Ainda de acordo com o jornal Folha de S.
Paulo, o procurador responsável pelo caso, Marcus Goulart teria
reconhecido que a transação envolvendo as empresas e o fato de Lulinha
ser filho do então presidente poderiam levantar suspeitas de
favorecimento ou tráfico de influência, mas que "todas essas ilações
podem convencer os leigos, mas são absolutamente insuficientes para
levar o operador do direito a tomar uma decisão."
O caso
envolvendo a Gamecorp voltou a rondar a família Lula da Silva em 2015.
Naquele ano, foi a vez da Força Tarefa da Lava Jato abrir uma nova
investigação sobre o assunto.
Em 2019, a PF deflagrou uma operação
no âmbito da Lava Jato que cumpriu mandados de busca e apreensão contra
vários alvos, entre eles, Lulinha.
A operação apurava suspeitas
de que a Telemar/Oi teria feito pagamentos de R$ 132 milhões a empresas
ligadas aos irmãos Fernando e Kalil Bittar e de Jonas Suassuna. Os três,
por sua vez, eram sócios de Lulinha na Gamecorp. Segundo os
procuradores, a Gamecorp teria recebido um total de R$ 82 milhões.
As
suspeitas, segundo o MPF, eram de que os pagamentos haviam sido feitos
em troca de decisões do governo favoráveis à empresa, como a que
permitiu a fusão da antiga Brasil Telecom e da Telemar, originando a Oi.
"O
maior ativo que a Oi/Telemar buscava na Gamecorp era o fato de que
entre os seus sócios estava o filho do então presidente da República",
disse o então procurador do caso, Roberson Pozzobon, durante uma
entrevista à época.
A defesa de Lulinha, novamente, negou que os repasses feitos pela Telemar/Oi fossem contrapartidas por decisões do governo.
Em
2022, a investigação contra Lulinha foi novamente arquivada. Daquela
vez, a Justiça Federal de São Paulo arquivou o caso com base na
suspeição do então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, o atual senador
Sergio Moro (PL-PR).
A suspeição foi declarada pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) e, na prática, invalidou atos praticados por Moro
relacionados ao então ex-presidente Lula e pessoas ligadas a ele.
Como
a investigação contra Lulinha se baseava em quebras de sigilo fiscal,
bancário e telefônico ordenados por Moro, a Justiça Federal de São Paulo
entendeu que as evidências que embasaram a investigação também estavam
anuladas.
Parlamentares entraram em confronto após CPMI aprovar quebra de sigilo de Lulinha em fevereiro; depois, medida foi anulada pelo STF
CPMI do INSS
O
nome de Lulinha começou a aparecer nas investigações sobre as fraudes
no INSS depois que a PF passou a se debruçar sobre as atividades de
Antunes.
Segundo as investigações, Antunes atuaria como
intermediário entre sindicatos e associações e servidores do instituto,
recebendo valores descontados indevidamente de aposentados e
pensionistas e repassando parte dos recursos a funcionários do INSS,
familiares e empresas ligadas a eles.
Já a empresária Roberta
Luchsinger, também alvo das investigações, é apontada como amiga próxima
de Lulinha e elo entre ele e Antunes, sendo suspeita de ter
intermediado pagamentos para o filho do presidente.
De acordo com o
relatório da CPMI, a testemunha Edson Claro, ex-empregado de Antunes,
disse à PF que "o Careca do INSS fez um pagamento de 25 milhões (em
moeda desconhecida) para Fábio Luís e pagava também uma 'mesada' de
cerca de R$ 300 mil."
Além disso, aponta o relator da CPMI, a
Polícia Federal identificou uma troca de mensagens entre Antunes e outro
funcionário seu, Milton Salvador de Almeida Júnior.
Nessa
conversa, diz o relatório, "Milton questiona Antônio [Camilo Antunes]
acerca de quem seria o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil, ao
que Antônio responde de forma lacônica: 'o filho do rapaz'. Na
sequência, Milton encaminha a Camilo o comprovante de transferência de
R$ 300 mil para a empresa de Roberta Luchsinger".
Para a Polícia Federal, nota Gaspar, a expressão "o filho do rapaz" seria uma referência velada ao filho de Lula.
O
relatório da CPMI também lista três viagens que Lulinha fez à Europa em
datas coincidentes com o Careca do INSS, ao longo de 2024, segundo
passagens aéreas no nome dos dois levantadas pela PF.
Eles teriam
estado juntos em Lisboa em junho e novembro, e em Madri em setembro.
Luchsinger teria participado da primeira viagem a Lisboa e da ida a
Madri.
"Está provado que o dinheiro roubado de aposentados e
pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição, por
Careca do INSS, de passagens de primeira classe em voos internacionais,
bem como hospedagens de luxo em países europeus", dizia o relatório de
Gaspar.
O relatório cita ainda reportagem do jornal O Globo
revelando que Antunes esteve cinco vezes no Ministério da Saúde entre
2024 e 2025, segundo registros obtidos por meio da Lei de Acesso à
Informação. Em uma delas, estava acompanhado de Luchsinger.
"Os
indícios apontam que Fábio Luís, valendo-se de sua posição de filho do
Presidente da República, teria recebido valores periódicos de Antônio
Camilo, por intermédio da empresa de Roberta Luchsinger, como
contraprestação pela facilitação de acesso a órgãos federais,
notadamente o Ministério da Saúde e a ANVISA, onde o lobista buscava
viabilizar negócios no setor de cannabis medicinal e telemedicina",
escreveu Gaspar.
Parlamentares da base do governo contestam o
relatório de Gaspar e acusam o relator da CPMI de ter agido
politicamente durante as investigações da comissão.
"O relator tá
preocupado em ser [eleito em outubro] senador por Alagoas. Essa é a
verdade", disse o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) na CPMI, chamando
também a CPMI de "circo".
Assim como ele, outros parlamentares
petistas afirmaram que a fraude no INSS começou antes do governo Lula e
foi apurada em sua gestão por causa da autonomia garantida à Polícia
Federal.
"No governo Bolsonaro, os bandidos entraram pra dentro do
INSS pra roubar velhinhos aposentados. E, no governo Lula, deflagrou a
operação [da PF] Sem Desconto", disse a deputada Dandara Tonantzin
(PT/MG), antes da leitura do relatório de Gaspar.
Imagem divulgada pela Polícia Federal na nova fase da Operação Sem Desconto
No
total, o relatório de Gaspar pedia o indiciamento de 216 pessoas,
incluindo Antunes, Roberta Luchsinger e parlamentares, como o senador
Weverton Rocha (PDT-MA) e a deputada federal Maria Gorete Pereira
(MDB-CE).
Entre os indiciados, estão também o ex-ministro da
Previdência Carlos Lupi, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e
o banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente acusado de fraudes no
Banco Master, do qual era dono.
Apesar do foco no INSS, a CPMI
acabou entrando no escândalo do Banco Master, com o argumento de apurar
irregularidades em empréstimos consignados para aposentados.
Isso
levou à PF a compartilhar material sigiloso da investigação do Master
com a CPMI do INSS, conteúdo que acabou vazado para a imprensa,
revelando a proximidade de Vorcaro com autoridades, como parlamentares e
o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Foi nesse contexto que a
CPMI não teve sua prorrogação autorizada pelo presidente do Senado, Davi
Alcolumbre. Parlamentares interessados na continuidade da comissão
pediram sua prorrogação ao STF, mas a maioria dos ministros negou o
pedido por entender que essa decisão cabia ao Congresso.
Boatos
Ao
mesmo tempo em que se viu alvo de investigações, Lulinha também passou a
ser o personagem de diversos boatos e especulações envolvendo o seu
nome.
O principal deles era o de que ele seria uma espécie de sócio-oculto do frigorífico JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Os
dois, por sua vez, chegaram a ser presos durante a Operação Lava Jato e
firmaram acordos de colaboração premiada no qual revelaram pagamento de
vantagens indevidas a políticos.
Apesar disso, não foram
encontradas evidências de que Lulinha teria tido qualquer tipo de
participação societária no grupo econômico do qual faz parte da JBS.
Agências de checagem desmentiram, pelo menos duas vezes, os boatos de que Lulinha seria sócio da empresa.
Outro rumor que afetou a imagem de Lulinha era o de que ele seria o dono de um carro esportivo da marca Ferrari banhada a ouro.
O boato também foi desmentido por agências de checagem.
Impacto político
Para
a cientista política Luciana Santana, professora de Ciência Política na
Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Lulinha se tornou um personagem
politicamente útil porque sua figura permite condensar críticas mais
amplas ao lulismo e ao próprio presidente Lula.
Segundo ela, o
caso reúne, de uma só vez, suspeitas sobre a proximidade familiar e
supostos acessos privilegiados a benefícios econômicos.
"O ponto
central, desde então, nunca foi apenas a figura privada de Fábio Luís,
mas o valor político do enredo: transformar o filho do presidente em
atalho narrativo para atingir o próprio Lula", afirma.
A
professora de Ciência Política da Escola Superior de Propaganda e
Marketing (ESPM) Denilde Holzhacker faz uma avaliação semelhante. "Essas
relações que Lulinha manteve em sua vida comercial sempre levantam
suspeitas sobre o quanto ele utilizou ou não sua posição de filho do
presidente para fazer negócios".
Para Holzhacker, isso faz de
Lulinha um "flanco sensível para Lula porque seu nome reaparece ligado a
investigações e a narrativas sobre tráfico de influência".
Santana também avalia que o caso tem uma dimensão simbólica.
Segundo ela, filhos de presidentes ou de chefes-de-Estado funcionam como "atalhos morais" no debate público.
"Em
vez de discutir apenas decisões de governo, a oposição desloca o foco
para a família presidencial, onde a acusação costuma produzir mais
indignação, mais personalização e mais repercussão. No caso de Lulinha,
isso foi facilitado pelo contraste explorado publicamente entre sua
situação anterior e sua ascensão empresarial após Lula chegar ao
Planalto", explica.
Holzhacker e Santana concordam que o
escrutínio à vida privada ou comercial de filhos de chefes-de-Estado é
um padrão não apenas no Brasil, mas no exterior. "A gente viu isso com o
filho do ex-presidente Joe Biden (Hunter Biden) e agora com os filhos e
o genro do presidente Donald Trump", diz Holzhacker.
Hunter Biden
foi alvo de investigações nos Estados Unidos por suspeitas de negócios
ilegais na China e na Ucrânia enquanto seu pai era vice-presidente dos
Estados Unidos.
Os filhos de Trump, por outro lado, vêm gerando
polêmica por fazer negócios no ramo imobiliário e investidas no mundo
das criptomoedas enquanto o pai está no comando do país.
"A gente
vê isso com filhos de políticos de outros países e, mais recentemente,
até em relação a filhos de ministros do Judiciário brasileiro", diz
Holzhacker.
Ao olhar para 2026, o caso envolvendo Lulinha reativa o
sentimento negativo contra o PT em relação a denúncias de corrupção.
Apesar disso, ela pondera que o desgaste para a campanha à reeleição de
Lula não seria automático.
Segundo ela, isso se daria porque,
apesar das citações a Lulinha no caso da CPMI do INSS, sua defesa
estaria atuando para minimizar o impacto dessas investigações e porque,
apesar disso, Lula ainda vem se mostrando competitivo no cenário
eleitoral.
Bruno fazia parte da delegação que retornava de Sobral após uma competição de basquete. (Foto: Reprodução)
O sobrevivente do acidente com o ônibus
que transportava equipes de basquete de Juazeiro do Norte recebeu alta
hospitalar nesta quinta-feira (30), após permanecer 45 dias internado. O
estudante e atleta Bruno Lira da Silva, de 17 anos, deixou o Hospital
Regional do Cariri depois de passar por quatro cirurgias e agora seguirá
a recuperação ao lado da família. O acidente aconteceu em 15 de junho,
na CE-187, no distrito de Santa Tereza, em Tauá, deixando sete mortos e dezenas de feridos.
Bruno
fazia parte da delegação que retornava de Sobral após uma competição de
basquete. Horas antes da viagem, a equipe sub-19 da qual integrava
havia conquistado o título da categoria. Logo após o acidente, o
adolescente recebeu os primeiros atendimentos em um hospital de Tauá.
Posteriormente, foi transferido para o Hospital Regional do Cariri, onde
permaneceu internado até receber alta médica.
A saída do hospital
marca uma nova etapa na recuperação do jovem. Mesmo em casa, ele ainda
enfrenta limitações físicas decorrentes das lesões sofridas no acidente e
seguirá em tratamento para recuperar os movimentos do braço esquerdo.
Sobrevivente de acidente com ônibus de basquete inicia recuperação em casa
Morador de Juazeiro do Norte,
Bruno agora divide a rotina entre o descanso, o acompanhamento médico e
as sessões de fisioterapia. Ele também deverá passar por um novo
procedimento no braço como parte da recuperação.
Além dos desafios
físicos, o retorno para casa representa o início da reconstrução da
rotina interrompida pela tragédia. Durante os 45 dias de internação,
familiares acompanharam diariamente sua evolução clínica. A mãe do
estudante, Ana Maria Lira, afirmou que o momento representa um recomeço
para toda a família. Segundo ela, a experiência transformou a rotina dos
dois e reforçou a força demonstrada pelo filho durante o período de
internação.
Bruno Lira quer voltar aos estudos e ao basquete
Aluno
do 3º ano da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI)
Presidente Geisel, conhecida como Polivalente, Bruno pretende retornar
às aulas de forma gradual. Como ainda possui restrições para realizar
algumas atividades após as cirurgias, a readaptação ocorrerá aos poucos.
A escola já disponibilizou apoio para facilitar esse retorno.
Além
da recuperação física, o estudante mantém o foco na preparação para o
Enem e para o vestibular. O objetivo é ingressar no curso de Educação
Física. O sonho de voltar às quadras também permanece. Antes disso, ele
precisará concluir a fisioterapia e finalizar o tratamento no braço
esquerdo.
No primeiro dia de volta para casa, Bruno recebeu
visitas de familiares e amigos. Entre eles estava Cícero Igor Silva
Lima, de 18 anos, colega de escola e também integrante da equipe de
basquete. Igor também ficou ferido no acidente e permaneceu cinco dias
internado no Hospital Regional do Cariri.
Investigação do acidente em Tauá continua em andamento
Enquanto
os sobreviventes seguem em recuperação, a investigação sobre o acidente
continua. Segundo a Polícia Civil do Estado do Ceará, os laudos
periciais já foram anexados ao inquérito e subsidiam as investigações.
A
perícia inicial não identificou problemas mecânicos no ônibus. Os
exames realizados no motorista também não apontaram a presença de álcool
ou drogas no organismo. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia
de Polícia Civil de Tauá, que continua realizando oitivas e outras
diligências para esclarecer as circunstâncias do tombamento registrado
na CE-187, no distrito de Santa Tereza. As investigações permanecem em
andamento e buscam reunir todos os elementos necessários para esclarecer
o que provocou o acidente que vitimou sete pessoas e deixou dezenas de
feridos.