Lindbergh Martins assume cargo na Superintendência de Agricultura e Pecuária do Ceará




Lindbergh Martins foi nomeado superintendente da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará.

A nomeação foi oficializada por meio da Portaria de Pessoal SE/MAPA nº 718, de 08/06, assinada pelo secretário-executivo substituto do Ministério da Agricultura e Pecuária.

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(Ipu Notícias.com)


Operação prende ex-estagiário do MP e chefe de investigadores suspeitos de serem infiltrados do PCC

 




O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação Infiltrados, novo desdobramento das Operações Pronta Resposta e Off White, que investiga a suposta infiltração de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em órgãos públicos.

A ação também apura esquemas de corrupção, vazamento de informações sigilosas e extorsão. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Campinas, da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal estão a frente do caso.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista.

Entre os alvos estão um ex-estagiário do Ministério Público, um chefe de investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas e um ex-policial civil já expulso da corporação anos atrás por envolvimento em extorsão mediante sequestro.

As investigações tiveram origem na Operação Pronta Resposta, deflagrada em agosto de 2025 para apurar a atuação de uma organização criminosa ligada ao PCC que estaria planejando um atentado contra o promotor de Justiça do GAECO Amauri Silveira Filho.

Encontro com criminoso

Durante o avanço das apurações, o GAECO descobriu que um dos principais suspeitos de coordenar o plano para assassinar o promotor se reuniu, dias antes da operação policial, com o chefe dos investigadores da DISE de Campinas. Vídeos apreendidos pelos investigadores mostram o encontro entre os dois, ocorrido às vésperas da ação que acabou frustrando o suposto atentado.

A suspeita é de que informações privilegiadas e sensíveis sobre as investigações tenham sido repassadas ao integrante da facção criminosa.

Outro núcleo investigado revelou um esquema ainda mais preocupante. Segundo o Ministério Público, um estagiário lotado em uma Promotoria Criminal de Campinas teria se infiltrado propositalmente na instituição para acessar bancos de dados e sistemas internos. Com as informações obtidas, ele teria identificado criminosos com elevado poder financeiro e passado a exigir dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações.

De acordo com o GAECO, o esquema contava com a participação de outros agentes públicos, incluindo um policial penal e um ex-policial civil. As investigações também apontam que parte das extorsões pode ter sido praticada utilizando a conexão de internet de um escritório de advocacia.

Por envolver integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal entre os investigados, a operação contou com a atuação das corregedorias das duas instituições. A Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também acompanhou o cumprimento dos mandados realizados em escritório de advocacia.

As investigações prosseguem para identificar a extensão da atuação do grupo e esclarecer a eventual participação de outros agentes públicos no esquema criminoso.



(Diário do Nordeste)

Camilo descarta 'veto' a Junior Mano, mas diz que Cid 'é mais forte' para chapa do governador Elmano

 




A definição das vagas ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT) continua em aberto dentro da base governista para as eleições de 2026, e, a composição para o Senado ainda é alvo de negociações entre os partidos que integram a aliança.

Nos bastidores, o nome de Cid Gomes (PSB) é frequentemente citado para uma das vagas ao Senado na chapa governista. No entanto, o próprio parlamentar já afirmou, em entrevistas anteriores, que tem um compromisso político com o deputado federal Junior Mano (PSB), o que coloca o nome do deputado no centro das discussões sobre a formação da chapa.

Questionado sobre o tema, o senador Camilo Santana (PT) afirmou que não existe veto ao nome de Junior Mano, mas declarou considerar Cid o nome mais forte para ocupar uma das vagas na composição governista.

Durante entrevista ao Diário do Nordeste em Brasília, o senador afirmou que a construção da chapa precisa levar em consideração nomes que contribuam para fortalecer a candidatura majoritária. Segundo ele, o histórico político de Cid pesa nesse processo. "É claro que o nome do senador Cid, que foi governador duas vezes e é senador, é mais forte. Por isso que, tanto dentro do partido como eu particularmente, defendo que seja o nome dele", declarou.

Apesar da preferência, o senador ressaltou que a decisão ainda não está tomada e dependerá de negociação entre os partidos da aliança. Camilo afirmou que não há resistência ao nome de Junior Mano e disse já ter comunicado sua posição ao parlamentar. "Não há veto a ninguém, muito menos ao Junior Mano", afirmou.

Partidos aliados

A discussão ocorre em meio às movimentações para a formação da chapa governista. Além de Cid e Junior Mano, outros grupos aliados também articulam espaço na composição. Camilo citou o interesse de partidos como MDB, Republicanos e PSD nas definições para o Senado, vice-governadoria e suplências.

Segundo o senador, o objetivo é construir um entendimento que contemple os aliados até o período das convenções partidárias. Ele afirmou que, neste momento, as únicas definições consolidadas são as candidaturas à reeleição de Elmano ao governo estadual e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto.

"Não é um projeto pessoal de ninguém. É preciso discutir qual nome representa melhor essa composição", afirmou Camilo.


(Diário do Nordeste)

Dupla é condenada por matar morador que recusou deixar moradia no CE

Morador foi assassinado no Condomínio Alameda das Palmeiras, no Bairro Ancuri, em Fortaleza, por se recusar a deixar apartamento para facção criminosa. — Foto: Prefeitura de Fortaleza/ Divulgação
Morador foi assassinado no Condomínio Alameda das Palmeiras, no Bairro Ancuri, em Fortaleza, por se recusar a deixar apartamento para facção criminosa. — Foto: Prefeitura de Fortaleza/ Divulgação
 



A Justiça do Ceará condenou dois homens pelo assassinato de um morador que se recusou a deixar o apartamento por ordem de uma facção criminosa, em Fortaleza. Somadas, as penas chegam a 68 de prisão. O julgamento ocorreu no dia 11 de maio.

O crime aconteceu no dia 3 de fevereiro de 2024, por volta das 7h, quando Caio Hilário Rodrigues, de 24 anos, caminhava pelo Condomínio Alameda das Palmeiras III, no Bairro Ancuri, levando o filho recém-nascido em um carrinho de bebê.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Caio foi atacado por Francisco Leudiberto Barros da Silva, o "Leudim" e Lucas Gomes Mendes, o "Smith", e outros membros do extinto grupo criminoso Guardiões do Estado (GDE), com atuação no Alameda das Palmeiras.

Ao perceber a aproximação dos suspeitos, o morador entregou o filho para outra pessoa e tentou fugir. No entanto, foi atingido por 22 tiros e morreu no local. O bebê da vítima não ficou ferido.

Durante o julgamento, Francisco Leudiberto foi condenado a 36 anos, seis meses e 10 dias de reclusão por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e por integrar organização criminosa.

Lucas "Smith" foi sentenciado a 32 anos, cinco meses e sete dias de reclusão pelos mesmo crimes.




(g1) 

Morre jornalista cearense Cristiane Sampaio, aos 40 anos, em Brasília


 


Morreu nessa segunda-feira (8), em Brasília, a jornalista da TV Câmara Cristiane Sampaio, aos 40 anos. A causa da morte não foi divulgada. 

Segundo boletim de ocorrência ao qual o Diário do Nordeste teve acesso, a jornalista foi encontrada sem vida no quarto do Bay Park Hotel, onde ela residia. A morte foi constatada por um bombeiro militar. 

Cristiane era cearense, mas morava na capital federal desde 2016, onde chegou a atuar no cargo de diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) por duas gestões consecutivas.

Formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), a jornalista atuou profissionalmente como repórter, produtora de telejornalismo e assessora de imprensa, passando por veículos como a TV Verdes Mares e o jornal O Globo

Entidades lamentam

Em nota de pesar, o curso de jornalismo da UFC lamentou a morte da jornalista.

"A familiares, amigas/os e companheiras/os de profissão, nós, do curso de Jornalismo da UFC, expressamos nossas condolências, reconhecendo e valorizando a trajetória de Cristiane Sampaio, marcada por competência profissional e comprometimento com os direitos humanos", diz o comunicado. 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF também se manifestaram sobre a morte de Cristiane. 

"Perdemos uma amiga carinhosa, uma companheira de luta exemplar e uma profissional que via no jornalismo uma ferramenta essencial para a defesa dos direitos das pessoas. A diretoria do SJPDF e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF sentem muito a sua partida". 



(Diário do Nordeste)

Veículo furtado em Ipu é localizado e recuperado no estado do Piauí

 




Um veículo furtado no município de Ipu, na Serra da Ibiapaba, foi recuperado na tarde desta segunda-feira (08/06), na cidade de Piracuruca, no Piauí.

O automóvel, um Chevrolet Corsa, havia sido alugado no dia 18/05 e depois dado como furtado, após o homem que estava com o carro deixar de realizar os pagamentos e não devolver o veículo.

Segundo as polícias do Ceará e do Piauí, o carro foi identificado circulando em Batalha (PI) e, após diligências, foi recuperado em Piracuruca.


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(Ipu Notícias.com)

Responsável por petshop onde buldogue morreu diz que veterinária tentou reanimar animal


 


O responsável pela unidade do pet shop Pro Campo onde o buldogue francês Bacon morreu no último sábado (6), em Fortaleza, afirmou, em entrevista ao Diário do Nordeste, na manhã desta segunda-feira (8), que uma médica veterinária tentou reanimar o animal após ele ser encontrado dentro do canil do estabelecimento.

O homem, que não quis se identificar, informou que o cachorro não chegou a passar pelo banho e permaneceu no mesmo canil desde o momento em que foi deixado pelos tutores até o instante em que ocorreu o incidente.

O caso aconteceu em uma unidade localizada na Avenida Padre Antônio Tomás, no bairro Aldeota. O cão havia sido deixado pelos tutores para banho e cuidados de rotina. Após a morte, a família registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) e questionou a versão apresentada pelo estabelecimento.

Segundo o gestor do pet shop, as imagens das câmeras de segurança mostram que Bacon permaneceu sozinho no canil durante todo o período em que esteve no local.

“O que aconteceu lá, a gente puxou as câmeras. O cachorro estava dentro do canil. Quando os meninos viram, tentaram resgatar, chamaram os veterinários, mas não conseguiram dar assistência ou reanimar o animal. A gente mandou o animal para autópsia”, afirmou.

Cão não chegou a tomar banho

De acordo com o responsável pela unidade, o buldogue francês ainda aguardava atendimento quando foi encontrado pelos funcionários.“O cachorro não estava sendo atendido no momento, ele estava no canil”, declarou.

O responsável pela pet shop afirmou que a análise preliminar das imagens indica que Bacon permaneceu no mesmo compartimento desde a chegada ao pet shop. “Pelas imagens que a gente viu, ele ficou no canil desde a hora que chegou até o ocorrido. Ele não chegou a tomar banho”, disse.

Segundo ele, o departamento jurídico da empresa está analisando todas as gravações e deverá encaminhá-las às autoridades responsáveis pela investigação. “São quatro horas de gravação. Eu não assisti por completo. Peguei mais o finalzinho. O jurídico está analisando as câmeras e vai levar para a delegacia”, afirmou.

Resultado da necropsia é aguardado

O responsável pelo pet shop ressaltou que ainda não é possível afirmar a causa da morte do animal e que a empresa aguarda o resultado da necropsia.

“A gente está esperando o resultado. Não tem o resultado ainda para dizer qual foi a causa da morte. Era um cachorro idoso, com problemas respiratórios, que estava até em tratamento”, declarou.

O gestor disse que prefere aguardar a conclusão do exame antes de atribuir a morte a uma causa específica.

“Eu não sei exatamente o que aconteceu de fato. Então, a gente está esperando a autópsia. Não posso dizer que ele morreu asfixiado ou do coração. Pode ter sido por outros motivos”, afirmou.

Segundo ele, quando os funcionários localizaram o animal, ele estava posicionado próximo à bandeja do canil. “Quando os funcionários encontraram o cachorro, ele estava para dentro da bandeja. Então eu não posso garantir que foi asfixia. Quem vai dizer isso é o laudo”, explicou.

'Foi uma fatalidade', afirma responsável

Durante a entrevista, o responsável pela pet shop negou que tenha ocorrido maus-tratos e afirmou que os funcionários agiram imediatamente após perceberem a situação.

“Levaram até um hospital veterinário junto à loja e tentaram reanimá-lo. Foi uma fatalidade mesmo. Não foi maus-tratos, graças a Deus”, declarou.

O responável pelo estabelecimento afirmou ainda que a estrutura utilizada para acomodar os animais foi inspecionada após o ocorrido. “A gente fez a análise do canil todo. O canil está todo OK, não tem um parafuso solto. Foi realmente uma fatalidade”, disse.

Conforme o responsável pela pet shop, o equipamento é de uma marca reconhecida internacionalmente e considerada referência no segmento pet. “É a melhor marca que tem. Se hoje você tivesse R$ 10 milhões para montar um pet shop, montaria com aquele canil. É um canil novo e da melhor qualidade”, afirmou.

Empresa diz que tentará diálogo com tutores

O gestor do estabelecimento afirmou que a empresa pretendia conversar com os tutores após o ocorrido, mas que o momento de forte abalo emocional dificultou o diálogo.

“A gente queria conversar com o cliente, só que ele estava tão alterado que não deu nem para conversar. E eu entendo ele. Eu tenho um cachorro também. É complicado. Não sei o que eu faria se fosse comigo”, declarou.

A morte de Bacon é investigada pelas autoridades. O corpo do animal foi encaminhado para necropsia, exame que deverá apontar a causa da morte e ajudar a esclarecer as circunstâncias do caso.

Os tutores questionam a versão apresentada pelo estabelecimento, cobram acesso às imagens de segurança e pedem esclarecimentos sobre o monitoramento dos animais enquanto permanecem nas dependências do pet shop.

A Polícia Civil deverá analisar os depoimentos, as imagens do circuito interno de segurança e o resultado da necropsia para determinar se houve negligência ou qualquer irregularidade relacionada ao caso.

Veja nota na íntegra de Pet Shop:

"O Escritório Coelho & Lacerda Assessoria Jurídica, na qualidade de representante legal da Pro Campo, vem a público prestar esclarecimentos acerca do lamentável falecimento de um animal ocorrido recentemente nas dependências da empresa.

Inicialmente, a Pro Campo manifesta seus mais sinceros sentimentos aos tutores pela perda sofrida, reconhecendo a relevância dos animais de estimação como integrantes das famílias brasileiras e lamentando profundamente o ocorrido.

Desde a ciência dos fatos, a empresa adotou todas as providências cabíveis para a preservação das informações pertinentes ao caso, colocando-se integralmente à disposição das autoridades competentes e dos profissionais responsáveis pela apuração técnica dos acontecimentos.

A Pro Campo esclarece que, até o presente momento, não existe qualquer elemento técnico, laudo pericial, parecer veterinário conclusivo ou outro dado objetivo que indique a ocorrência de negligência, imprudência, imperícia, maus-tratos ou descumprimento de protocolos por parte da empresa ou de seus colaboradores.

As causas do óbito ainda estão sendo objeto de investigação e análise técnica especializada, razão pela qual qualquer conclusão antecipada acerca da dinâmica dos fatos ou de eventual atribuição de responsabilidade constituiria mera especulação, incompatível com a seriedade e o rigor que o caso exige.

Importa destacar que o animal envolvido pertencia a uma raça que, segundo a literatura médico-veterinária amplamente reconhecida, apresenta predisposição a intercorrências respiratórias e outras complicações clínicas específicas, circunstância que naturalmente deverá integrar o conjunto de fatores a serem analisados pelos profissionais encarregados da apuração.

A Pro Campo atua há anos no segmento de cuidados e serviços voltados ao bem-estar animal, construindo sua reputação com base em princípios de responsabilidade, ética, respeito aos animais e observância das boas práticas recomendadas para o setor. Durante toda a sua trajetória empresarial, este é o primeiro registro de ocorrência dessa natureza, circunstância que demonstra o histórico de comprometimento da empresa com a segurança e o adequado tratamento dos animais sob seus cuidados.

A empresa reafirma que repudia qualquer forma de maus-tratos ou conduta que coloque em risco a integridade física dos animais, valores que sempre nortearam sua atuação e que permanecem inalterados.

A Pro Campo seguirá colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações e documentos eventualmente solicitados, com o objetivo de assegurar total transparência e contribuir para o completo esclarecimento dos fatos.

Por fim, a empresa permanece aberta ao diálogo e à prestação de esclarecimentos e auxílio aos tutores do animal, caso assim entendam pertinente, reafirmando seu compromisso com a ética, a responsabilidade e o respeito ao bem-estar animal".


(Diário do Nordeste)

Mulher que fingiu ter 12 anos fez tratamento de saúde mental no CE

Exame de raio-x mostrou que mulher tinha agulhas no corpo, em 2010. — Foto: Reprodução.

 



A cearense Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, que fingiu ter 12 anos para enganar uma família e ser adotada em Santa Catarina, passou por internações psiquiátricas em pelo menos dois hospitais voltados à saúde mental no Ceará e também fez tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), em 2010. 

A informação foi repassada ao g1 pela defensora pública Yamara Alves Lavor Viana, que era delegada da Polícia Civil àquela época e atendeu Amanda Maria em uma delegacia para receber uma denúncia da mulher - que tinha 22 anos e também se passava por uma adolescente de 12 - contra os pais por supostos abusos sexuais e por colocar agulhas no corpo dela durante rituais de "magia negra".

Conforme Yamara Viana, Amanda teria passado pelo Hospital Mental de Messejana e pelo antigo Hospital Mira y López (também voltado para a saúde mental), ambos na capital cearense. A mulher também teria feito tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Yamara atuava como delegada adjunta da Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza à época. Segundo ela, Amanda Maria chegou acompanhada de um adulto na delegacia. Um inquérito foi aberto, e policiais civis chegaram a ouvir a vizinhança do bairro onde ela morava na capital cearense.

Amanda contou, na ocasião, que tinha 12 anos e sofria diversas lesões cometidas pelos pais e era submetida a rituais de "magia negra". Além disso, afirmava que o pai a fazia ter relações com outros homens.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informa que, conforme registros da Polícia Civil, foram lavrados boletins de ocorrência nos anos de 2008 e 2010, em Fortaleza, envolvendo denúncias de crimes de natureza sexual e lesão corporal, apurados por unidades policiais especializadas da instituição.

Além disso, em 2018, segundo a Pasta, foi instaurado procedimento para apurar relatos apresentados pela mulher, que utilizava nomes e informações divergentes sobre identidade e filiação, alegando ser vítima de exploração sexual e maus-tratos familiares.

À época, diligências foram realizadas na tentativa de confirmar a identidade da suposta vítima e dos familiares citados, porém as informações apresentadas não foram confirmadas. "Diante da ausência de elementos capazes de comprovar a autoria dos supostos crimes e a identificação da vítima, o procedimento foi posteriormente arquivado pelo Poder Judiciário", conclui a SSPDS em posicionamento.

Agulhas no corpo


Segundo a denúncia de Amanda na época, os pais colocavam chaves e agulhas no corpo dela. Um exame de raio-x feito à época confirmou a presença de agulhas e uma chave no corpo dela.

“A gente instaurou inquérito policial na época. A investigação foi à casa dela, ouviu a vizinhança, conversou com testemunhas. Os depoimentos da época eram divergentes do que ela mencionava”, pontuou a defensora pública. Segundo Yamara, testemunhas negaram as informações e disseram que os pais eram cristãos e pacatos.

Os pais de Amanda foram ouvidos no inquérito. Eles negaram que a filha fosse adolescente e apresentaram uma certidão de nascimento dando conta que ela, na verdade, tinha 22 anos, em 2010. Conforme Yamara, Amanda rebateu que o documento apresentado pelos pais era falso.

"Ela disse que a certidão foi falsificada pelos pais para que pudesse fazer programas sexuais. Os pais nos trouxeram também um laudo médico indicando que a menina sofreria de problemas psiquiátricos”, afirmou a ex-delegada.

A mulher vivia em uma casa de acolhimento de Florianópolis, na ocasião, e deu entrada na unidade de saúde afirmando que estava com dores abdominais. Não há informações sobre a origem desses itens, nem se os objetos continuam no corpo dela.

Prisão

A ata da audiência de custódia mostra que a investigada se aproximou da família por intermédio de um pastor da igreja. Inicialmente, ela declarou ter 18 anos, experiência em panificação e disse que buscava oportunidade de emprego.

Com o passar do tempo, no entanto, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que motivou o casal a acolhê-la temporariamente em casa.

Após conquistar a confiança da família, a mulher teria alterado sua versão, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ter sido vítima de abusos. Ela ficou com a família durante 14 meses.

O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor dativo da suspeita, confirmou que Amanda vai passar por exames de sanidade mental.


(g1) 

Polícia Militar prende casal com drogas e arma de fogo em Boa Viagem

 




Uma ação da Polícia Militar do Ceará (PMCE) resultou na prisão de um casal e na apreensão de um revólver calibre .38, munições e entorpecentes. As capturas ocorreram na noite desse domingo (7), no bairro Alto do Motor, em Boa Viagem – Área Integrada de Segurança Pública 4 (AIS 4). A ação foi realizada por policiais militares do 3º Pelotão da 3ª Companhia do 3º Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (3º Pel/3ª Cia/3º CPRaio).

A ocorrência teve início após informações indicarem que um homem estaria realizando entregas de drogas para pontos de comercialização de entorpecentes no município. Durante diligências no endereço informado, a equipe policial visualizou o suspeito recebendo uma sacola de uma mulher em frente a uma residência.

Ao perceber a aproximação dos policiais, o homem tentou fugir, mas foi alcançado e abordado. Conforme o relato policial, ele ainda tentou sacar uma arma de fogo que portava na cintura, sendo imediatamente contido pelos agentes.

Durante a busca pessoal, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 municiado com seis cartuchos intactos, aproximadamente um grama de crack, um aparelho celular e dinheiro em espécie. Em continuidade às diligências, a mulher, de 33 anos, também foi abordada. Com ela, foram encontrados dois papelotes de maconha e um aparelho celular.

Os suspeitos, um homem de 37 anos e uma mulher de 33 anos, ambos com antecedentes por tráfico ilícito de drogas, foram conduzidos, juntamente com todo o material apreendido, à Delegacia de Polícia Civil de Boa Viagem. Na unidade policial, o casal foi autuado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

PF e CGU investigam esquema de R$ 29 milhões em licitações de prefeituras do Ceará


 



A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira (9) a Operação Rota Fantasma para aprofundar investigações sobre suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos federais em municípios do interior do Ceará. Segundo a investigação, empresas sob suspeita movimentaram cerca de R$ 29 milhões em contratos públicos entre 2017 e 2023. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão autorizados pela 18ª Vara da Justiça Federal.

As apurações envolvem contratos de locação de veículos e execução de obras destinados a diversas secretarias municipais de Jaguaretama, Acopiara, Abaiara, Iracema e Jaguaribe. Os mandados foram cumpridos em endereços localizados em Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema.

De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações, além de identificar a participação individual dos suspeitos e rastrear a destinação dos recursos públicos federais repassados aos municípios investigados.

Operação Rota Fantasma investiga fraudes em licitações no Ceará

Segundo a PF, a investigação teve início em 2025 após uma comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As informações apontavam movimentações financeiras incompatíveis com a estrutura operacional e a capacidade econômica de determinadas empresas participantes de processos licitatórios.

Conforme os investigadores, essas empresas teriam recebido recursos provenientes de contratos firmados com entes públicos, apesar de apresentarem indícios de não possuir capacidade logística e operacional compatível com os serviços contratados.

A suspeita é de que parte dos valores recebidos tenha sido destinada a possíveis servidores públicos envolvidos nos processos licitatórios, hipótese que será analisada a partir do material apreendido durante a operação.

PF cumpre mandados em seis municípios cearenses

Os mandados de busca e apreensão foram executados nas cidades de Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema. Segundo a Polícia Federal, as diligências têm como finalidade fortalecer o conjunto de provas reunidas até o momento. Os investigadores pretendem identificar o fluxo dos recursos públicos, eventuais conexões entre empresas e agentes públicos e a possível existência de um esquema estruturado para fraudar licitações. Até o momento, a corporação não divulgou a identidade dos investigados nem informou sobre afastamentos de servidores públicos relacionados à operação.

Empresas investigadas movimentaram R$ 29 milhões

As investigações indicam que as empresas suspeitas participaram de processos licitatórios realizados entre 2017 e 2023, período em que movimentaram aproximadamente R$ 29 milhões em recursos provenientes de contratos com a administração pública.

A análise do material apreendido deverá auxiliar na identificação da destinação desses valores e na verificação de possíveis desvios ou apropriações indevidas de recursos federais. A atuação conjunta entre PF e CGU busca ampliar os mecanismos de controle sobre a aplicação do dinheiro público e responsabilizar eventuais envolvidos caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo da investigação.

Quais crimes estão sendo apurados pela Polícia Federal

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, previstos nos artigos 333 e 317 do Código Penal. Também são apurados possíveis crimes de fraude em licitações, previstos nos artigos 337-E e 337-F do Código Penal, além de lavagem de capitais, conforme a Lei nº 9.613/1998.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que o conteúdo apreendido durante o cumprimento dos mandados será submetido à análise técnica para subsidiar os próximos desdobramentos do caso. Como a investigação está em andamento, eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito policial e do oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.


(GC+)

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