Polícia apreende armas, munições e carro suspeito — Foto: Divulgação
A Força Tática, da Polícia Militar do Ceará, apreendeu
uma pistola, uma espingarda calibre 12, 49 munições de diferentes
calibres, um carregador, dois celulares e um veículo com sinais de
adulteração. A apreensão ocorreu durante ação policial na madrugada
desta segunda-feira, 13, na localidade de Calugi, em Itapipoca, no interior do Ceará.
A ocorrência foi atendida inicialmente como perturbação de sossego. No
entanto, durante o deslocamento, os militares se depararam com um
veículo associado a um crime registrado dias antes no município. Os
agentes deram ordem de parada aos ocupantes, que não foram atendidos, e
fugiram.
De acordo com a Polícia Militar do Ceará, houve perseguição. Durante a
fuga, afirma a corporação, o condutor perdeu o controle do veículo.
"Nesse momento, os ocupantes desembarcaram e efetuaram disparos contra a
composição policial, que reagiu à injusta agressão, conforme o uso
progressivo da força."
A PM diz ainda que, após os disparos, os suspeitos fugiram para uma área de mata e não foram localizados.
No local, durante vistoria minuciosa, os policiais apreenderam uma
pistola com numeração suprimida, uma espingarda calibre 12, munições de
diversos calibres, um carregador, dois aparelhos celulares e um veículo
sem placa e com sinais de adulteração.
Todo o material foi apresentado na Delegacia Regional de Itapipoca, onde foi lavrado o procedimento cabível.
A Polícia Militar do Ceará (PMCE), por meio da Força Tática do 14º
Batalhão, apreendeu 35 gramas de cocaína, 48 gramas de maconha, quatro
comprimidos de substância sintética, um simulacro de pistola, uma
balança de precisão, 13 caixas de cigarros de origem não comprovada,
três celulares, um pássaro silvestre, além de materiais utilizados para
embalo de entorpecentes, e prendeu dois homens, de 45 e 20 anos, nesse
domingo (12), no bairro Santo Sátiro, em Maracanaú.
A ação teve início após informações repassadas pelo serviço de
inteligência do batalhão, que indicavam a comercialização de drogas na
região. Diante disso, a equipe policial se deslocou ao endereço
apontado, onde localizou um indivíduo com as características informadas.
Durante a abordagem, foram encontrados comprimidos de substância
sintética em sua posse.
Em continuidade, ao ser indagado, o suspeito informou que havia mais
material ilícito em sua residência. Com autorização, os policiais
realizaram buscas no imóvel, onde localizaram o restante dos
entorpecentes, além de uma balança de precisão, embalagens plásticas
utilizadas para fracionamento, um simulacro de arma de fogo, diversas
caixas de cigarros sem comprovação fiscal, três aparelhos celulares e um
pássaro silvestre mantido em cativeiro.
Diante dos fatos, o suspeito e o pai dele foram conduzidos à
Delegacia Metropolitana de Maracanaú, onde foram autuados por
descaminho. O indivíduo de 20 anos também foi autuado por crime
ambiental e tráfico de drogas.
Um turista argentino, de 72
anos, morreu na manhã desta segunda-feira, 13, vítima de afogamento na
Praia de Iracema, em Fortaleza. A ocorrência foi registrada na orla da
Beira-Mar.
De acordo com o
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, o chamado foi recebido
por volta das 9h40. Equipes de salvamento foram deslocadas imediatamente
ao local, onde encontraram profissionais do Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência já realizando os primeiros atendimentos.
Os
bombeiros passaram a atuar em conjunto com o Samu, dando continuidade
às manobras de reanimação cardiopulmonar. Apesar dos esforços, o óbito
foi constatado por um médico ainda no local, por volta das 10h20.
Em
nota, o Corpo de Bombeiros reforçou a importância de atenção redobrada
em áreas de banho, orientando que banhistas priorizem trechos
supervisionados por guarda-vidas e respeitem as recomendações de
segurança, especialmente em locais com maior incidência de correntezas.
Um princípio de incêndio em uma igreja, registrado na manhã desta
segunda-feira (13), mobilizou moradores da localidade de Ubaúna, zona
rural do município de Coreaú, na região Norte do Ceará. O caso ocorreu
em uma igreja católica da comunidade e gerou repercussão nas redes
sociais.
De
acordo com relatos colhidos no local, a situação foi percebida no
início da manhã, quando funcionários chegaram para abrir a secretaria da
quase paróquia. Segundo o auxiliar administrativo Adriano, que atua no
local, a equipe inicialmente suspeitou de um problema nos equipamentos
da secretaria. “De início, quando chegamos para abrir a secretaria da
paróquia aqui de Ubaúna, a gente viu muita fumaça. Nós pensávamos que
seriam os computadores da secretaria que tinham pegado fogo”, afirmou.
Com
a chegada de moradores, as portas do templo foram arrombadas para
conter a situação. Ainda conforme Adriano, o interior da igreja já
estava tomado por uma fumaça densa. “Muita fumaça, fumaça densa, preta
mesmo, que não dava pra ver quase nada”, relatou. A suspeita inicial é
de que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito em um
ventilador, que acabou atingindo cadeiras utilizadas nas celebrações
religiosas.
Apesar do susto, a rápida mobilização da comunidade
foi fundamental para evitar danos maiores. Moradores utilizaram
extintores de incêndio e ajudaram a retirar objetos litúrgicos e outros
itens do interior da igreja. “Foi muita fumaça que deixou muito estrago
na pintura da igreja, mas graças a Deus nós tivemos muitos populares que
ajudaram”, destacou o auxiliar.
Padre fala sobre o incêndio que atingiu a igreja em Coreaú, no Ceará
O
padre responsável pela igreja, identificado como Maurílio, também
comentou o ocorrido e reforçou que os danos foram, em sua maioria,
materiais. “Foi só problema que aconteceu na parte elétrica, teve esse
pequeno incidente que chegamos a tempo, mas o dano foi mais material”,
explicou. Ele ressaltou ainda que, caso a resposta tivesse demorado
mais, a situação poderia ter sido mais grave.
Segundo o religioso,
houve momentos de tensão entre os moradores, mas a reação coletiva foi
decisiva. Ele acrescentou que a prioridade agora é organizar a limpeza e
iniciar a recuperação do espaço.
A igreja afetada pelo incêndio é
considerada um importante símbolo para a população local, no interior
do Ceará, com cerca de dois séculos de história. Adriano lamentou o
ocorrido, mas destacou o sentimento de alívio diante da ausência de
vítimas. “É algo triste, né, porque a gente vê uma igreja que é
praticamente bicentenária […] mas ao mesmo tempo nos resta um sentimento
de gratidão a Deus por não ter sido algo pior”, afirmou.
Ainda
segundo ele, os prejuízos mais significativos estão relacionados à
fuligem, que atingiu praticamente toda a estrutura interna, deixando
paredes escurecidas. Uma avaliação técnica deverá ser realizada por
engenheiros civis e elétricos, além do Corpo de Bombeiros Militar do
Estado do Ceará, para mensurar os danos e apontar as causas exatas do
incidente.
Após o ocorrido, o templo foi interditado, com todas as
portas — principais e laterais — fechadas. Imagens registradas no local
indicam que grande parte da estrutura interna foi comprometida pela
fumaça. A comunidade agora se mobiliza para recuperar o espaço e retomar
as atividades religiosas o mais breve possível.
Os antigos proprietários do terreno onde está sendo construído o loteamento de luxo Gran Vellas Jeri, em Jijoca de Jericoacara,
acusam a empresa responsável pelo empreendimento de ter pago apenas R$
1,5 milhão dos R$ 11,5 milhões acordados na venda do imóvel, realizada
em setembro de 2021.
Antes de ser adquirido pela Gran Vellas Urbanismo, Construções e
Loteamento Ltda, o terreno pertencia ao casal de portugueses José
Dionísio Alves e Maria de Jesus da Conceição Alves, residentes em
Portugal. O casal relata ter buscado, ao longo dos últimos cinco anos,
sem sucesso, receber o restante da dívida de forma amigável.
Em 2023, contudo, foi a própria Gran Vellas quem tomou a iniciativa judicial,
processando o casal sob a alegação de que o imóvel não havia sido
entregue "livre e desimpedido" porque cerca de 3,6 hectares estariam
ocupados por terceiros com moradias, supostamente inviabilizando o
projeto.
A empresa também alegou que os vendedores teriam violado uma cláusula
de confidencialidade ao tratar de assuntos do contrato com pessoas não
autorizadas.
Em entrevista, o advogado Klaus Borges afirmou que a empresa
não reconhece a dívida no valor alegado pelos antigos proprietários e
que já teria sido pago aproximadamente R$ 2 milhões, e não apenas R$ 500
mil.
Além disso, ele destacou que esse "desentendimento" não oferece risco
aos compradores dos lotes. "Temos investidores fortíssimos que garantem
a solidez do empreendimento. (...) Como estamos vendo, o projeto está
andando sem nenhum problema", afirmou. (Leia o posicionamento da empresa abaixo).
Processo judicial
O Diário do Nordeste teve acesso ao processo, que
tramita na 34ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza. Na decisão proferida
em dezembro de 2025, dois anos após o início do processo, o juiz Jorge
Di Ciero Miranda condenou o Gran Vellas por entender que a empresa agiu
de má-fé para ganhar tempo.
No processo, o magistrado concluiu que a empresa alterou a verdade
dos fatos e utilizou o processo como mecanismo para protelar o pagamento
de uma dívida que sabia ser devida.
"Em vez de cumprir sua obrigação de pagamento, ajuizou a presente
ação, alegando supostos descumprimentos contratuais por parte dos réus,
sem apresentar provas concretas e com argumentos que se mostraram
inconsistentes diante dos fatos e do direito", diz a decisão.
O juiz acrescentou que "a conduta de utilizar o processo judicial
como subterfúgio para justificar o próprio inadimplemento e retardar o
pagamento de uma dívida que sabe ser devida configura litigância de
má-fé, nos termos do artigo 80, incisos II e V, do Código de Processo
Civil".
De autor a condenado
Com a virada do jogo, o grupo Vellas foi derrotado em todas as frentes. O juiz julgou improcedentes todos os pedidos feitos pela empresa e, por entender que ela agiu de má-fé, aplicou várias penalidades.
A empresa deverá pagar multa de 2% sobre o valor corrigido da causa
em favor dos vendedores e também terá de indenizá-los pelos prejuízos
sofridos ao longo do processo, cujo valor exato será definido futuramente em fase de liquidação de sentença.
A empresa também foi condenada a arcar com os honorários advocatícios
dos réus, fixados em 10% sobre o valor corrigido da causa e com as
custas processuais.
A Gran Vellas recorreu em segunda instância.
O Gran Vellas Jeri, situado no terreno envolvido no imbróglio
judicial, é comercializado como um condomínio fechado ao lado da Lagoa
do Paraíso, um dos principais pontos turísticos de Jeri.
São oferecidos lotes a partir de 250 m², além de casas de dois, três
ou quatro quartos. Segundo o site do empreendimento, as obras estão em
ritmo acelerado, com muro, terraplanagem e sistema de águas pluviais já
concluídos.
Gran Vellas atribui impasse a invasões e nega má-fé
O advogado Klaus Borges, que representa a Gran Vellas, afirmou que,
na compra, foi feito o pagamento de aproximadamente R$ 2 milhões e que,
após o início das obras, foi percebido que havia invasões no terreno.
Por isso, ele destaca a necessidade de recalcular o valor
devido, levando em consideração o que já foi pago e as terras que, por
conta das invasões, não poderão ser aproveitadas para o empreendimento.
Ele também negou que a empresa tenha utilizado o Poder Judiciário para
retardar o pagamento da dívida.
Foi uma questão contratual e a solução que temos é bater às portas do
Judiciário. (...) Essa ação é uma mera tentativa de exercer nosso
direito em relação às terras invadidas. Assim que for resolvido, o valor
vai ser pago.
O advogado também alega que, anteriormente, os donos da Gran Vellas e
os antigos proprietários tinham um relacionamento de confiança. Com o
"desentendimento", porém, a empresa teria tentado um acordo que foi
declinado, com a devolução de um valor pago ao casal. Apesar disso, ele
destacou que a empresa continua aberta a um acordo.
Borges ainda pontuou que não houve nenhum comunicado oficial da empresa aos compradores dos lotes, porque não há riscos para os clientes.
"Essa questão não afeta em nada a solidez do projeto. Inclusive, o
terreno já foi transferido, já é de posse e propriedade definitiva do
Gran Vellas", pontuou.
Casal quer apenas o que foi acordado, diz advogado
No processo, a Gran Vellas processa o casal de portugueses,
representado no Brasil pelo advogado Caio Cabral, que afirma querer
apenas o cumprimento do acordo firmado há quase cinco anos.
"Meu cliente vendeu o terreno para o Grupo Gran Vellas e não recebeu o
valor integral. Na verdade, recebeu um valor muito baixo. Não foi paga a
diferença sob alegação de que tinha sido recebido um terreno menor",
aponta.
"Logo depois que houve a venda, combinaram de fazer os pagamentos,
mas não faziam. O imóvel foi transferido para o Grupo Gran Vellas. Como
meus clientes passaram o imóvel, iam ficar praticamente sem garantias.
Na hora que foi transferido, foram feitas as transferências das
matrículas com as notas promissoras para garantir o negócio",
acrescenta.
Essas notas promissórias previam o pagamento em três parcelas: em
dezembro de 2022, 12 meses após a assinatura do acordo; em dezembro de
2023, 24 meses após; e em dezembro de 2024, 36 meses após.
Conforme Cabral, as parcelas "já estavam vencidas há muito tempo",
mas a situação dos antigos donos mudou a ponto de tornar a cobrança
necessária, mesmo após diversas tentativas de acordo amigável.
"Meu cliente começou a precisar do dinheiro, não via a situação andar
e nos procurou para resolver a situação. Eles não se colocam na posição
de pagar, querem fazer outro tipo de negócio, mas o negócio era pago em
dinheiro", considera.
O advogado explica que, do total devido, apenas R$ 500 mil foram
pagos em dinheiro. O R$ 1 milhão restante foi quitado em um acordo entre
os portugueses e a empresa para amortizar a dívida.
"Alegação de invasão foi pretexto para não pagar", diz a outra parte
Sobre a acusação de que o terreno estava ocupado, Cabral afirma que
se trata de uma estratégia para driblar o pagamento. "O Grupo Gran
Vellas alega, para não pagar o restante, que o terreno não foi entregue
integralmente, mas foi. Eles conferiram o terreno, fizeram o
desmembramento, as aprovações do empreendimento e começaram a vender. Só
depois vieram com essa alegação", comenta.
Na decisão, o juiz determinou que, como o Grupo Gran Vellas tinha a
posse do terreno desde setembro de 2021, a responsabilidade pela
manutenção, vigilância e desocupação de eventuais invasões posteriores a
essa data é da própria compradora, não dos vendedores.
Foto:Gran Vellas Jeri/Divulgação.
Gran Vellas teria oferecido lotes em vez de dinheiro para quitar dívida, diz advogado
O advogado do casal afirma que outro representante dos portugueses
entrou em contato com os sócios do Grupo Vellas, que teria admitido a
dívida e apontado como solução devolver uma parte do terreno para José Dionísio e Maria da Conceição.
Sempre alegam que a gente não entregou o terreno do tamanho certo.
Até fazem uma proposta, mas não é em dinheiro, é com partes do terreno
que eles compraram. Como se paga 10% do terreno usando mais de 90%? Esse
tempo todo é de um empreendimento dito de sucesso".
Sávio Queiroz, advogado especialista em Direito Privado, avalia que a sentença do juiz foi pedagógica ao decidir que a posse e a responsabilidade do terreno, desde 2021 sob propriedade da Gran Vellas, pertencem à empresa.
"Para o mercado imobiliário, isso reforça que, uma vez detendo o
controle físico da área, o adquirente assume o dever de vigilância e
proteção contra invasões, não podendo, anos depois, transferir esse
risco ao antigo proprietário sem provas robustas de preexistência do
problema", avalia o especialista.
"A decisão consolida o entendimento de que o adquirente deve ser
diligente não apenas na auditoria prévia, mas principalmente na
vigilância imediata após a posse", completa.
No processo, o juiz menciona que o negócio estava "em plena
atividade, com obras e negociações, e a entrada de um novo sócio
investidor de renome (Zezé Di Camargo)".
Casal comprou o terreno em 1990
Comissário de bordo aposentado, José Dionísio Alves, de 84 anos,
conta que a compra do terreno aconteceu no início dos anos 1990, durante
uma das vindas de férias ao Ceará, quando Jijoca de Jericoacara ainda
pertencia ao município de Cruz.
Conforme relatou ao Diário do Nordeste, sua esposa ficou encantada
com as belezas da Lagoa do Paraíso e de Jericoacoara. Aos poucos, o
terreno foi sendo ampliado até chegar aos 36 hectares. Problemas de
saúde, no entanto, forçaram a decisão de vender a propriedade.
As tratativas começaram e, em setembro de 2021, o negócio foi firmado com a assinatura de notas promissórias.
"Já queria vender. Apareceu gente dizendo que tinha interesse em
construir. Chegamos em um acordo, facilitei o pagamento, assinamos
promissórias, mas não foram cumpridas. Fui deixando passar, até acabaram
por dar uma compensação pelo atraso. Agora não pagaram nenhuma
promissória", relata o português.
Com a idade que tenho, já me fizeram a proposta de me dar não sei
quantos lotes. Não sou corretor de imóveis nem vendedor de lotes. O
contrato que fiz foi pura e simplesmente venda. O que quero e sempre
quis é que o contrato seja cumprido. Tenho 84 anos, e o tempo que eu
tenho a cada dia mais se escassa".
O comissário aposentado afirma que, no contrato de venda firmado com
os sócios do Gran Vellas Jeri, um pedaço do terreno nas áreas laterais
estava cedido para outras pessoas, mas que não chegava a dois hectares.
"Deixei bem claro no contrato que já tinha cedido um pedaço nas áreas
laterais, com casas feitas. Está escrito em uma das cláusulas dos
contratos que fica a cargo dos compradores para ver a área disponível
para o que eles queriam fazer", diz.
Um furto de bicicleta foi registrado neste domingo, 12/04, por volta das 14h12, na Avenida Abdoral Timbó, no bairro Nova Aldeota, em Ipu.
Segundo as informações, um homem de roupas claras entrou em uma garagem, pegou a bicicleta e fugiu em direção ao Hospital Municipal de Ipu, seguindo sentido Centro. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
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O corpo do empresário ipuense Alisson Corsino de Mesquita foi sepultado na manhã desta segunda-feira (13/04), em Ipu. Ele faleceu no domingo (12/04), aos 44 anos, após enfrentar por mais de 20 anos um tumor na cabeça.
O velório aconteceu na residência da família, no Loteamento Brisa da Mina, no bairro da Mina. Antes do sepultamento, o cortejo passou pela empresa do comerciante, próxima à Casa de Cultura.
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Na madrugada desta segunda-feira (13),
moradores da comunidade Vila Gomes, em Fortaleza, viveram momentos de
medo após parte do muro do Aeroporto Internacional Pinto Martins
desabar durante as fortes chuvas. A estrutura cedeu justamente na área
onde ocorre o desmatamento da chamada “Floresta do Aeroporto” e atingiu
diversas residências, provocando alagamentos e prejuízos materiais.
De acordo com relatos
de moradores, a água invadiu rapidamente as casas logo após a queda do
muro. Móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais foram danificados.
Famílias tiveram que agir às pressas para conter a entrada da água e
evitar perdas ainda maiores. A situação expôs a fragilidade da região,
especialmente após a retirada da vegetação que, segundo especialistas,
ajudava na absorção da água da chuva e na proteção do solo.
O
desabamento ocorre em meio a uma polêmica envolvendo o desmatamento da
área para a construção de um complexo logístico privado. O projeto
envolve a empresa Aerotrópolis Empreendimentos e a concessionária Fraport Brasil, responsável pela administração do aeroporto.
A
retirada de dezenas de hectares de vegetação vem sendo alvo de críticas
de ambientalistas e órgãos de fiscalização. Técnicos apontam que a
vegetação exercia papel essencial na drenagem da água da chuva,
reduzindo riscos de alagamentos e deslizamentos. Sem essa proteção
natural, o solo se torna mais vulnerável, aumentando o impacto das
chuvas intensas, cenário que pode ter contribuído para o desabamento do
muro.
Moradores afirmam que
situações de alagamento se tornaram mais frequentes após o início das
intervenções na área. “A água nunca entrava assim. Depois que começaram a
derrubar tudo, qualquer chuva mais forte já causa transtorno”, relatou
uma moradora que teve a casa atingida.
Disputa judicial e investigação ambiental
O caso também está no centro de uma disputa judicial. A Justiça Federal do Brasil chegou a determinar a suspensão das obras por meio de uma liminar, após ação popular movida pelo vereador Gabriel Aguiar (PSOL). A decisão considerava possíveis irregularidades no licenciamento ambiental e os impactos do desmatamento.
No entanto, a medida foi posteriormente derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que autorizou a retomada das obras. Paralelamente, o Ministério Público Federal instaurou um procedimento para investigar o caso e acionou a Polícia Federal do Brasil, que apura possíveis crimes ambientais e irregularidades no projeto.
Órgãos
ambientais estaduais já haviam identificado problemas como supressão de
vegetação além do permitido, intervenção em áreas de preservação
permanente (APP) e falhas no manejo da fauna. Em momentos anteriores,
essas irregularidades chegaram a motivar a suspensão da licença
ambiental.
Para o vereador
Gabriel Aguiar, o episódio desta segunda-feira evidencia os efeitos
diretos da intervenção ambiental. Segundo ele, a floresta desempenhava
papel fundamental na proteção da área. “O que estamos vendo agora é o
resultado: famílias sendo atingidas dentro de suas próprias casas”,
afirmou.
Diante
do ocorrido, moradores e autoridades cobram medidas urgentes, como
assistência imediata às famílias afetadas, apuração das
responsabilidades pelo desabamento e a suspensão das obras até que todos
os impactos ambientais e urbanos sejam devidamente avaliados.
A Defesa Civil de Fortaleza informou que interditou 11 imóveis
comerciais após atender a uma ocorrência de desabamento de marquise
registrada neste sábado (11), na rua Castro e Silva, localizada no
Centro de Fortaleza. A ação foi adotada como medida preventiva para
garantir a segurança de pedestres, comerciantes e trabalhadores que
circulam pela área.
De
acordo com o órgão, o incidente envolveu o desabamento das paredes
frontais de dois estabelecimentos comerciais, o que motivou a ampliação
das medidas de segurança no entorno. Equipes técnicas foram mobilizadas
logo após o ocorrido para avaliar a situação estrutural dos imóveis
vizinhos e reduzir possíveis riscos.
Área foi isolada após avaliação técnica inicial
Após
a ocorrência, agentes da Defesa Civil realizaram o isolamento da área
afetada, com o apoio de técnicos da Regional 12 e da Secretaria
Municipal da Infraestrutura de Fortaleza. A interdição dos imóveis
comerciais foi definida com base em critérios técnicos, visando evitar
novos desabamentos ou acidentes no local.
A medida abrange imóveis
localizados nas proximidades do ponto onde houve o colapso estrutural.
Segundo a Defesa Civil, a decisão de interditar os estabelecimentos foi
necessária diante da possibilidade de comprometimento de outras
estruturas próximas, ainda que de forma preventiva.
Durante as
inspeções iniciais, um prédio residencial situado nas imediações também
foi vistoriado pelas equipes técnicas. No entanto, de acordo com os
agentes, não foram identificadas manifestações patológicas, como
fissuras, rachaduras, trincas ou desplacamento de revestimentos que
indicassem risco estrutural à edificação.
Interdição de imóveis após desabamento de marquise será reavaliada
A
Defesa Civil de Fortaleza informou que uma nova vistoria conjunta está
programada para a próxima terça-feira (14). A ação contará com a
participação de equipes da própria Defesa Civil, da Secretaria Municipal
da Infraestrutura e da Regional 12, com o objetivo de realizar uma
análise mais detalhada das condições estruturais de cada imóvel
interditado.
Durante essa etapa, os técnicos deverão definir quais
intervenções serão necessárias em cada edificação, considerando o nível
de comprometimento identificado nas estruturas. A análise técnica será
fundamental para orientar os próximos passos, incluindo possíveis obras
de reparo ou reforço estrutural.
Após a realização das vistorias,
serão elaborados relatórios técnicos que serão encaminhados aos
responsáveis pelos imóveis. Junto aos documentos, também serão emitidas
notificações com orientações sobre as medidas que deverão ser adotadas
para garantir a segurança das edificações e possibilitar, futuramente, a
liberação das áreas interditadas.
O caso segue sendo acompanhado
pelos órgãos municipais, que permanecem monitorando a situação para
prevenir novos incidentes e assegurar a integridade das construções e da
população que circula na região central da capital cearense.
O Papa Leão XIV discursa para jornalistas durante o voo para Argélia — Foto: ALBERTO PIZZOLI/Pool via REUTERS
O papa Leão XIV rebateu as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as declarações dadas por ele sobre guerra no Irã, dizendo a jornalistas nesta segunda-feira (13) que os apelos do Vaticano pela paz e reconciliação têm raízes no Evangelho e que ele não teme o governo Trump.
Cidadão americano, o pontífice afirmou que não estava fazendo um ataque direto contra Trump ou qualquer outra pessoa com seu apelo geral pela paz e críticas à "ilusão de onipotência" que está alimentando as guerras com o Irã e outros conflitos ao redor do mundo.
"Colocar
minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui,
creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho, e lamento
ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no
mundo hoje. Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em
convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de
paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que
possível”, disse Leão à agência de notícias AP a bordo do avião papal a
caminho da Argélia.
Em declarações a outros jornalistas, acrescentou: "Não tenho medo do governo Trump".
"O
papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa
(...) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma
nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos
tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o
presidente dos Estados Unidos", publicou Trump no Truth Social.
Apesar das falas do presidente dos EUA, não há registros de que o papa Leão XIV tenha consentido que o Irã tenha uma arma nuclear.
Trump ainda disse que o papa só ocupa essa posição pois ele é o atual presidente dos EUA, e que Leão XIV deveria ser grato a isso.
"Leão
deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa
chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi
colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a
melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não
estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano."
Alguns minutos depois, Trump publicou uma imagem gerada por
inteligência artificial em que retrata ele com uma túnica branca
abençoando um homem doente. A imagem ainda mostra a bandeira dos Estados
Unidos, a Estátua da Liberdade, caças de guerra, uma aeronave espacial e
gaviões.
Postagem de Donald Trump no domingo, 12 de abril — Foto: Reprodução/Truth Social
Papa pede cessar-fogo no Líbano
Falando após a oração Regina Caeli —que substitui a oração Angelus
durante o período pascal— o papa disse que havia "uma obrigação moral de
proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra".
Presidente Donald Trump e o Papa leão XIV — Foto: Reuters / EPA
Ele também lembrou a guerra na Ucrânia, expressando esperança de que a
atenção da comunidade internacional sobre o conflito não vacilasse.
O pontífice também abordou o conflito no Sudão antes de sua próxima
viagem de 10 dias à África, apelando às partes para que iniciem um
"diálogo sincero". O papa Leão XIV parte na segunda-feira, 13 de abril
para uma visita a quatro países africanos, em uma ambiciosa viagem para
instar os líderes mundiais a atenderem às necessidades do continente,
onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo, em sua primeira
grande viagem internacional de 2026
Veja íntegra do que Trump disse:
"O
papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa.
Ele fala sobre o “medo” do governo Trump, mas não menciona o MEDO que a
Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs tiveram durante a
COVID, quando estavam prendendo padres, pastores e todo mundo por
realizar cultos — mesmo ao ar livre e mantendo distância de três a seis
metros entre as pessoas.
Eu gosto muito mais do irmão dele, Louis, do que dele, porque Louis é totalmente MAGA. Ele entende — e Leão não!
Eu
não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não
quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a
Venezuela, um país que estava enviando enormes quantidades de drogas
para os EUA e, pior ainda, esvaziando suas prisões — incluindo
assassinos, traficantes e criminosos — para dentro do nosso país.
E
não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos por eu
estar fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, COM UMA VITÓRIA
ARRASADORA: reduzir o crime a níveis recordes e criar o maior mercado de
ações da história.
Leão
deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa
chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi
colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a
melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não
estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano.
Infelizmente,
Leão é fraco no combate ao crime e fraco em relação a armas nucleares —
e isso não me agrada. Também não me agrada o fato de ele se reunir com
simpatizantes de Obama, como David Axelrod, um PERDEDOR da esquerda, que
é um daqueles que queriam que fiéis e membros do clero fossem presos.
Leão
deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de agradar a
esquerda radical e focar em ser um grande papa — não um político. Isso
está prejudicando muito ele e, mais importante, está prejudicando a
Igreja Católica."