Vivemos a cultura da impunidade. As penas não são mais aplicadas, nem as multas são mais cobradas. Delegados de polícia, promotores públicos correm riscos de vida para apurar crimes cabeludos que não dão em nada quando chegam ao judiciário.O Ministério Público está tentando empurrar o escândalo dos banheiros para a esfera federal para impedir que não dê em nada no âmbito estadual. No caso de Quixadá, os responsáveis estão sendo pressionados a devolver r$ 164 mil em superfaturamento. Mas não vão devolver porque, segundo o Tribunal de Contas da União, o país deixou de recolher r$ 25 bilhões em multas não pagas e esquecidas entre 2005 e 2009.
Ninguém cobra e ninguém paga. Está na internet que deputado federal condenado tem a pena prescrita. teve a punição, mas não é punido porque passou do tempo. Outro que disse que estava se lixando para a opinião pública é absolvido por unanimidade pelo supremo, que também não se lixa para a opinião pública.
O crime compensa. o desdém é tamanho que as testemunhas do caso dos “dólares na cueca” deixam de comparecer às audiências e não há nenhuma indignação. O veto à ocupação dos cargos públicos por “fichas-sujas” encontra resistências no ceará, apesar de aprovado noutros estados. depois as pessoas se queixam da banalização dos assaltos aos bancos, aqui em fortaleza e no interior. é resultado dessa cultura de impunidade.
A lei torna-se inútil, e a autoridade desacreditada. Os honestos, os corretos, os éticos, são os únicos punidos duplamente: pelo crime que domina livre, e pela ausência de qualquer proteção. infelizmente, estamos entregues à própria sorte.
Jangadeiro Online


