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| Arthur Zanetti comemora o ouro na prova de argola dos Jogos de Londres (Foto: Reuters) |
Da frieza ao ouro. Arthur Zanetti
queria ter a responsabilidade toda em suas mãos, enfaixadas e vermelhas
de tanto esforço. Economizou nas eliminatórias para ser o oitavo a se
apresentar ali, na final. Foi ao ginásio de aquecimento enquanto o maior
dos adversários buscava o bi olímpico. Tudo calculado. Último a se
pendurar nas argolas da Arena de North Greenwich, o baixinho de 1,56m
desceu dela, deu um passo para trás e abriu o sorriso. Nota 15.900.
Tinha desbancado o chinês Yibing Chen, favoritíssimo. A primeira medalha
da história da ginástica brasileira em Olimpíadas era dele, um
estreante. E de ouro.
- Estou muito feliz porque essa é a primeira medalha do meu país para a
ginástica. Trabalhei por muito tempo para conseguir essa medalha -
disse Zanetti, em um inglês ainda arranhado, em sua primeira entrevista
como campeão olímpico.
Zanetti fecha uma campanha de altos e baixos do país na Arena de North Greenwich. Frustração com o fraco desempenho da equipe feminina; alegria com a inédita final e o 10° lugar de Sergio Sasaki no individual geral. Emoções que apenas prepararam a torcida para a segunda-feira de ouro.
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| Arthur Zanetti sobe ao pódio com o chinês e o italiano em Londres (Foto: Getty Images) |
Foi a terceira vez que o Brasil chegou a uma final na ginástica com
chances reais de medalha. Em Atenas 2004, Daiane dos Santos, favorita,
amargou a quinta colocação após não conseguir frear no pouso. Diego
Hypolito, hoje bicampeão mundial do solo, levou o país à primeira final
masculina. Caiu sentado: sexto. Em Londres, não passou à final: outra
queda, desta vez de barriga, nas eliminatórias.
Globo Esporte




