Os pacientes se queixam quanto a não existência de um centro de referência regional para atender à demanda
Sobral. No Dia Mundial da Diabetes, o município
realizou o I Encontro de Pacientes com Diabetes de Sobral. O encontro
favoreceu a abertura de uma rede de ações que a Secretaria de Saúde
estará realizando por meio da Coordenação de Doenças Crônicas
Não-Transmissiveis irá realizar nos Centros de Saúde da Família (CSF).
Segundo a enfermeira técnica responsável, Kely Bruno, a rede pública de saúde do Município atende hoje 5.171 pacientes com diabetes. Destes, 250 participaram do evento de ontem.
Ela explica também que este não é o número total de portadores. "Esses são apenas os pacientes acompanhados pelos agentes de saúde. Temos ainda os pacientes que preferem fazer o tratamento na rede particular e os que ainda não foram diagnosticados", aponta.
Cuidados
O Encontro teve início às 7h30, com um café da manhã balanceado e apresentação do Coral de Idosos do bairro Sumaré, seguida pela palestra "O que é Diabetes Mellitus", proferida pelo médico nefrologista Cristiano Araújo Costa. Depois, a estomaterapeuta Cláudia Galdino proferiu uma palestra sobre os cuidados com os pés, apontada como a área do corpo mais propensa a sentir os efeitos da diabetes.
Essa foi a primeira vez que a Prefeitura realizou um evento voltado para os pacientes, tendo sempre feito uma programação preventiva com a população em escolas e praças.
A coordenadora explica que a secretaria buscou a criação de um grupo geral de pacientes. . "Como o evento simbolizou a abertura dessas novas possibilidades e do trabalho que iremos fazer nos postos de saúde, porque não criar um grupo que reúna a todos? O trabalho estará tendo continuidade sempre", disse Kely Bruno.
Amputações
De acordo com ela, o número de amputações na cidade ainda é alto, pois o portador não tem consciência dos cuidados básicos necessários como os pés. Ela explica que o cuidado vai desde massagens até o calçado escolhido. "Essa é uma área muito frágil, pois pode inchar e trazer maiores complicações. Calçados devem ser confortáveis, as caminhadas devem ser feitas em locais adequados e as mulheres não devem retirar a cutícula quando forem fazer as unhas".
A maioria dos pacientes cadastrados são mulheres, segundo a coordenadora, pois ainda há muita resistência por parte dos homens. "Isso acontece porque as mulheres possuem uma abertura maior para procurar assistência médica do que os homens. Para eles, o médico só deve ser procurado quando não aguentam mais", explica.
Para ela, uma das maiores dificuldades encontradas para o controle da diabetes é a adaptação do paciente, que deve abrir mão de comidas e hábitos que o agradam. "O paciente que tem diabetes não deve consumir bebidas alcoólicas ou fumar, não podem tomar refrigerante ou comer doces em excesso. Devem praticar um exercício físico. Tudo isso significa uma mudança de hábitos", salientou.
Centro de Referência
A dificuldade de adaptação, segundo Kely, ocorre devido a idade em que o paciente descobre ser diabético. "A maioria deles possui uma média entre 45 e 75 anos, e isso faz com que a mudança de hábitos seja mais difícil", ressaltou.
Atualmente, uma das metas da coordenação é a construção de um Centro de Referência em Diabetes, para a integração dos atendimentos necessários aos pacientes. De acordo com Kely, hoje a rede municipal conta com apenas com um endrocrinologista, cirurgião vascular e um clinico geral que, como destacou, se ficassem nesse Centro já melhoraria o acompanhamento dos pacientes diabéticos.
Distribuição
Os medicamentos são distribuídos integralmente pela rede de saúde pública, não sendo normal haver faltas. "Mesmo os pacientes que se consultam com médicos particulares recebem seus medicamentos na central do município", informou.
Essa distribuição é o que torna possível o tratamento da aposentada Maria Ivone Marques, que diz que não teria condições de adquirir em farmácias. "Além da diabetes, tenho ainda hipertensão e não teria como comprar todos os medicamentos necessários", afirmou Ivone.
A estudante de enfermagem Niele Duarte tem 18 anos e conta que descobriu a doença há mais de seis meses. A descoberta fez com que mudasse toda a sua rotina, se adaptando a um novo de vida, e que até então era impensável no seu cotidiano. Apesar das dificuldades iniciais, conta que tem convivido bem com a doença diagnosticada.
Para ela, a adaptação tem sido difícil, pois todos os dias tem que tomar insulina. "Além disso, pra onde eu vou tenho que levar um kit de remédios. Se tornou mais indispensável do que maquiagem em minha bolsa. Meu corpo mudou e eu tive que deixar de comer muita coisa que eu gostava", comentou.
Mais informações:
Secretaria de Saúde do Município
Av. John Sanford, 1320
Bairro Junco - Sobral
(88) 3611.7758
Segundo a enfermeira técnica responsável, Kely Bruno, a rede pública de saúde do Município atende hoje 5.171 pacientes com diabetes. Destes, 250 participaram do evento de ontem.
Ela explica também que este não é o número total de portadores. "Esses são apenas os pacientes acompanhados pelos agentes de saúde. Temos ainda os pacientes que preferem fazer o tratamento na rede particular e os que ainda não foram diagnosticados", aponta.
Cuidados
O Encontro teve início às 7h30, com um café da manhã balanceado e apresentação do Coral de Idosos do bairro Sumaré, seguida pela palestra "O que é Diabetes Mellitus", proferida pelo médico nefrologista Cristiano Araújo Costa. Depois, a estomaterapeuta Cláudia Galdino proferiu uma palestra sobre os cuidados com os pés, apontada como a área do corpo mais propensa a sentir os efeitos da diabetes.
Essa foi a primeira vez que a Prefeitura realizou um evento voltado para os pacientes, tendo sempre feito uma programação preventiva com a população em escolas e praças.
A coordenadora explica que a secretaria buscou a criação de um grupo geral de pacientes. . "Como o evento simbolizou a abertura dessas novas possibilidades e do trabalho que iremos fazer nos postos de saúde, porque não criar um grupo que reúna a todos? O trabalho estará tendo continuidade sempre", disse Kely Bruno.
Amputações
De acordo com ela, o número de amputações na cidade ainda é alto, pois o portador não tem consciência dos cuidados básicos necessários como os pés. Ela explica que o cuidado vai desde massagens até o calçado escolhido. "Essa é uma área muito frágil, pois pode inchar e trazer maiores complicações. Calçados devem ser confortáveis, as caminhadas devem ser feitas em locais adequados e as mulheres não devem retirar a cutícula quando forem fazer as unhas".
A maioria dos pacientes cadastrados são mulheres, segundo a coordenadora, pois ainda há muita resistência por parte dos homens. "Isso acontece porque as mulheres possuem uma abertura maior para procurar assistência médica do que os homens. Para eles, o médico só deve ser procurado quando não aguentam mais", explica.
Para ela, uma das maiores dificuldades encontradas para o controle da diabetes é a adaptação do paciente, que deve abrir mão de comidas e hábitos que o agradam. "O paciente que tem diabetes não deve consumir bebidas alcoólicas ou fumar, não podem tomar refrigerante ou comer doces em excesso. Devem praticar um exercício físico. Tudo isso significa uma mudança de hábitos", salientou.
Centro de Referência
A dificuldade de adaptação, segundo Kely, ocorre devido a idade em que o paciente descobre ser diabético. "A maioria deles possui uma média entre 45 e 75 anos, e isso faz com que a mudança de hábitos seja mais difícil", ressaltou.
Atualmente, uma das metas da coordenação é a construção de um Centro de Referência em Diabetes, para a integração dos atendimentos necessários aos pacientes. De acordo com Kely, hoje a rede municipal conta com apenas com um endrocrinologista, cirurgião vascular e um clinico geral que, como destacou, se ficassem nesse Centro já melhoraria o acompanhamento dos pacientes diabéticos.
Distribuição
Os medicamentos são distribuídos integralmente pela rede de saúde pública, não sendo normal haver faltas. "Mesmo os pacientes que se consultam com médicos particulares recebem seus medicamentos na central do município", informou.
Essa distribuição é o que torna possível o tratamento da aposentada Maria Ivone Marques, que diz que não teria condições de adquirir em farmácias. "Além da diabetes, tenho ainda hipertensão e não teria como comprar todos os medicamentos necessários", afirmou Ivone.
A estudante de enfermagem Niele Duarte tem 18 anos e conta que descobriu a doença há mais de seis meses. A descoberta fez com que mudasse toda a sua rotina, se adaptando a um novo de vida, e que até então era impensável no seu cotidiano. Apesar das dificuldades iniciais, conta que tem convivido bem com a doença diagnosticada.
Para ela, a adaptação tem sido difícil, pois todos os dias tem que tomar insulina. "Além disso, pra onde eu vou tenho que levar um kit de remédios. Se tornou mais indispensável do que maquiagem em minha bolsa. Meu corpo mudou e eu tive que deixar de comer muita coisa que eu gostava", comentou.
Mais informações:
Secretaria de Saúde do Município
Av. John Sanford, 1320
Bairro Junco - Sobral
(88) 3611.7758
Diário do Nordeste


