Concepção
artística do Kepler-186f, em órbita de sua estrela anã. O exoplaneta
mede o equivalente a 1,1 diâmetros da Terra (cerca de 13 a 14 mil km) e
dá uma volta completa em torno de sua estrela a cada 129,9 dias. Ele
possui alternância entre dias e noites, pode ter água em estado líquido e
está a 490 anos-luz do Sistema Solar Imagem: Nasa / Seti
Cientistas descobriram o primeiro planeta fora do Sistema Solar de
tamanho semelhante ao da Terra e onde pode existir água em estado
líquido, o que o torna habitável.
A descoberta reforça a possibilidade de encontrar planetas similares à
Terra na nossa galáxia, a Via Láctea, segundo uma equipe internacional
de astrônomos liderada por um profissional da Nasa. O trabalho foi
publicado na edição desta quinta-feira (17) da revista científica
americana Science.
“O que torna esta descoberta algo particularmente interessante é que
este planeta, batizado de Kepler-186f, tem o tamanho terrestre e está em
órbita ao redor de uma estrela classificada como anã, menor e menos
quente do que o sol, na zona temperada onde a água pode ser líquida”,
destaca Elisa Quintana, astrônoma do centro de pesquisas Ames, da Nasa,
que ficou à frente da pesquisa.
Considera-se que esta zona seja habitável porque a vida como a
conhecemos tem possibilidades de se desenvolver naquele ambiente,
segundo os pesquisadores. Para Fred Adams, professor de Física e
Astronomia da Universidade de Michigan, “trata-de de um passo importante
na busca para descobrir um exoplaneta idêntico à Terra”.
De acordo com o jornalista e blogueiro Salvador Nogueira, do
“Mensageiro Sideral”, o exoplaneta tem, “praticamente o mesmo diâmetro
da Terra — 1,1 vez o do nosso mundo. Até onde se sabe, ele é o quinto a
contar de seu sol e leva 129,9 dias terrestres para completar uma volta
em torno de sua estrela”.
Ele destaca ainda que “a estrela-mãe desse planeta é uma anã vermelha
com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol, localizada a cerca de 490
anos-luz daqui”. Nogueira acrescenta que “o planeta está
suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional”,
ou seja, possui dias e noites alternadas.
Apesar de Kepler-186f estar a uma distância relativamente curta em
termos astronômicos, a viagem até lá levaria 8,5 milhões de anos na
Voyager 1, a nave mais rápida da Terra.
Diário do Nordeste
Com informações: AFP/ Mensageiro Sideral



