Naufrágio soma seis mortes e 290 desaparecidos

O naufrágio de um navio ferribote na Coreia do Sul, o Sewol, com 462 pessoas a bordo, causou seis mortes e cerca de 290 pessoas ainda estavam desaparecidas ontem. O afundamento aconteceu no trajeto entre a cidade de Inchon e a ilha turística de Jeju.

A embarcação de 6.825 toneladas zarpou de Inchon na terça-feira à noite, mas começou a registrar problemas depois de percorrer 13 milhas (20 quilômetros), diante da ilha de Byungpoong.

As causas do acidente são desconhecidas. Mas, alguns sobreviventes afirmaram que o navio parou de repente, como se tivesse encalhado, apesar das condições meteorológicas favoráveis. O ferribote inclinou mais de 45 graus e, em seguida, virou quase por completo. Apenas uma pequena parte ficou de fora da água.

As autoridades investigam a causa do acidente. De acordo com o Governo, as operações de resgate continuavam, embora prejudicadas pelo mau tempo.

Imagens aéreas transmitidas pela televisão mostraram os passageiros com coletes salva-vidas em botes infláveis. Alguns escorregavam pelo casco da embarcação, totalmente inclinada, enquanto outros eram resgatados por pequenos barcos de pescadores.

Entre os viajantes no Sewol estavam mais de 300 estudantes de férias uma escola secundária de Ansan, uma cidade ao sul da capital Seul. Várias pessoas foram resgatadas por barcos de pesca e navios mercantes que estavam na região antes da chegada da guarda costeira.

Também participaram no resgate mergulhadores e forças especiais da Marinha. A temperatura da água era de 12 graus centígrados.

Os pais dos alunos se reuniram na escola de Ansan à espera de notícias e tentavam obter notícias dos filhos. O tráfego marítimo entre a Coreia do Sul e suas múltiplas ilhas é muito intenso e os acidentes são raros. Mas em outubro de 1993 quase 300 pessoas morreram no naufrágio de outro ferribote.

O passageiro Kim Sung-mook disse que estava tomando café da manhã no salão da embarcação quando sentiu que havia inclinado: “Pensamos que era por causa da mar”. Então, o navio adernou ainda mais e, pelos alto-falantes, a tripulação pediu aos viajantes que continuassem sentados e que qualquer movimentação poderia ser perigosa.

Emissoras de televisão sul-coreanas mostraram imagens de pessoas, além de escalarem a lateral do navio, já parcialmente submerso, tentando chegar às equipes de resgate.

Kim conseguiu entrar em um dos helicópteros de resgate. Ele disse que, quando finalmente conseguiu sair do navio, ao menos 30 pessoas ainda estavam lá dentro.
O Povo

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