Fortaleza viveu mais momentos de terror com a paralisação dos coletivos. E segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) aponta que somente entre os meses de janeiro e março de 2014 foram contabilizados 581 assaltos
a ônibus na capital. Vale ressaltar que esse número pode subir, pois os
números referentes aos meses de abril e maio ainda não foram
contabilizados. Em 2013 o número de assaltos chegou a 2.528.
| Maioria dos assaltos acontece diretamente com o cobrador (FOTO: Márcio Lima/Whatsapp) |
O presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, aponta que a maioria dos assaltos acontece diretamente com o cobrador.
“Muitas vezes os assaltos são feitos por crianças, que querem 20, 30
reais.” Visando aumentar a proteção nos coletivos, o órgão instalou
rastreadores por GPS, câmeras de segurança e cofres. Mas Dimas afirma
que o principal está sendo feito agora, estão sendo instalados
validadores de passes de ônibus, para acabar com o uso do dinheiro
dentro dos veículos.
Reunião
Na manhã desta quinta-feira (29) a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) se reuniu com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará (Sintro) para firmar acordos quanto a melhoria da segurança
dentro dos ônibus. Domingo Neto, presidente do Sintro afirmou que a
secretaria garantiu dar mais atenção as linhas críticas, além de agendar
reuniões mensais entre o Sintro e a secretaria para discutir os números
da violência. “Isso é um ponto positivo, porque os rodoviários vão ter voz nessas reuniões”, pontua Domingos Neto.
O presidente afirmou também que a paralisação continua
nos sete terminais de Fortaleza. Os ônibus que ainda estão circulando,
são os que não passam pelos terminais. Domingos Neto explica que o
Sintro não registrou nenhuma depredação aos coletivos. “Temos diretores
em todos os terminais e nenhum nos informou sobre atos de violência.”
Ainda segundo o presidente os usuários estão de acordo
com a categoria e estão apoiando a paralisação, porque eles também
sofrem com assaltos dentro dos ônibus. “A população cobra mais
segurança”, finaliza.
Tribuna do Ceará


