O vice-governador Domingos Filho afirmou ontem em visita à Assembleia
Legislativa que o Pros nacional não irá intervir nas decisões tomadas
pelo partido no Estado, inclusive na escolha do candidato a sucessão de
Cid Gomes. Segundo ele, o partido tem linhas mestres a seguir como o
apoio a reeleição da presidente Dilma Rousseff, mas que respeitam as
instâncias locais.
“Não há uma intervenção nacional nas decisões locais. Há uma posição
muito clara do Pros de respeitar a decisão aqui do Ceará”. Membros do
PMDB dão conta que a cúpula nacional do Pros deseja apoiar o senador
Eunício Oliveira para concorrer ao governo do Estado e que um encontro
deve acontecer em breve.
De acordo com Domingos Filho, o Pros no Ceará tem ampla liberdade
para formar suas convicções com os partidos que compõe a composição
nacional e com aqueles que não compõe. “O Pros nacional tem uma posição
clara com relação ao estado do Ceará, nós fomos convidados para
ingressar no partido com uma decisão objetiva do partido de que estaria
ao lado da presidente Dilma”. O vice-governador ainda ressaltou que caso
a relação não fosse livre, os partidos que não estivessem coligados
nacionalmente não poderiam apoiar o Pros no Estado.
“Nós temos 26 estados e um Distrito Federal, se todas as composições
de cima se repetissem em todos os estados basicamente nós iríamos ter
três candidaturas. Essas configurações não são completamente
proporcionais, vide as eleições municipais”.
Conforme Domingos Filho, existe um diálogo e uma relação entre o
partido nacional e estadual por se tratar de eleições gerais, pois todos
os cargos estão no processo, menos os municipais.
Questionado se estaria pronto para ser o candidato escolhido pelo
Pros, Domingos Filho garantiu ter se preparado para isto e estar muito
animado para assumir o desafio. “Se essa for a escolha do meu partido e
dos coligados estou pronto para o grande debate no Ceará”. Para o
vice-governador, o Pros ter muitos possíveis pré-candidatos significa
que o partido tem o que mostrar. “Primeiro democraticamente todos têm
essa pretensão e segundo porque temos animação e sucesso”.
Quanto a demora da escolha ao nome do candidato do Pros, Domingos
Filho afirmou que nenhum partido lançou definitivamente um pré-candidato
que contenha a estrutura necessária como a definição do
vice-governador, senador, as chapas montadas e parceiros. Segundo ele, a
oposição é quem deve se preocupar em lançar um candidato e isto ainda
não foi feito, mesmo com nomes como Eunício Oliveira (PMDB), Roberto
Pessoa (PV) e Nicole Barbosa (PSB) terem demonstrado disposição para
concorrer ao pleito para governador.
“A lei estabelece que as candidaturas só podem ser homologadas pelos
partidos entre o dia 10 e 30 de junho. Qual é o nome que está lançado
até agora definitivamente? Não tem nenhum”.
Na Assembleia, o vice-governador foi assediado não só pela imprensa,
como também por deputados que compõe a base aliada e a oposição.
Domingos Filho conversou por alguns instantes com o deputado estadual
Danniel Oliveira, líder do PMDB na Casa, e com João Jaime (DEM). Nos
corredores da Assembleia comentava-se que o vice-governador está muito
bem articulado para assumir a disputa.
Diário do Nordeste



