Cemitério Parque da Paz, no bairro Passaré, na Capital.
Familiares e amigos dos pais de Gustavo Guedes, de 1 ano e 4 meses,
estiveram presentes no sepultamento do corpo do bebê no início da tarde
desta segunda-feira (2). O enterro aconteceu no
O garoto morreu no último domingo (1º), em Brasília, por complicações de uma doença rara que causa convulsões e necessitava de tratamento com a substância canabidiol (CBD), derivada da maconha.
A doença que acometeu a criança chama-se Síndrome de Dravet e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia liberado a importação do medicamento derivado da droga pelos pais, afirmou um familiar durante o enterro.
Pais teriam aguardado 40 dias pelo medicamento
As primeiras convulsões surgiram quando Gustavo tinha apenas 4 meses de
vida. O bebê, no entanto, só começou a ser tratado com o canabidiol há
10 dias. Houve atraso no acesso ao medicamento e os pais tiveram de
aguardá-lo por 40 dias devido a problemas com a Receita Federal, segundo o familiar.
A nutricionista Camila Guedes e o militar Cristiano Garcia, pais do
garoto, lutavam para a liberação do canabidiol pela Anvisa. Na última
semana, a diretoria da Anvisa discutiu a alteração na classificação do
canabidiol, com a expectativa de que a mudança facilitasse a importação
da droga.
A substância derivada da maconha tem sido usado com pacientes com
síndromes epiléticas graves e outros quadros, como doença de Parkinson,
como uma alternativa a tratamentos tradicionais que não apresentam os
efeitos desejados e como forma de atenuar quadros muito graves.
Diário do Nordeste



