Grupo denuncia que Brasil é
propenso ao tráfico humano
Um verdadeiro exército de freiras
se organiza para resgatar vítimas do tráfico de pessoas. Elas se passam por
prostitutas, infiltrando-se em bordéis para conhecer a realidade. Em alguns
casos, compram crianças mantidas em regime de escravidão.
O nome do ministério é Thalita
Kum, inspirada nas palavras de Jesus em Marcos 5:41. A organização filantrópica
já se expande por 80 países. Organizado em 2004, atualmente o grupo é composto
1100 freiras, mas necessita de mais gente por causa da expansão global do
tráfico de pessoas. Estimam que 1% da população global é cooptado pelo tráfico,
ou quase 73 milhões de pessoas. Dessas, 70% são mulheres com 16 anos ou menos.
John Studzinski, banqueiro e
filantropo que representa o Thalita Kum, disse recentemente: “Não estou
tentando ser sensacionalista, mas quero ressaltar que… as forças do mal estão
por aí”.
“Esses são problemas causados
pela pobreza e pela desigualdade, mas vai muito além disso”, afirmou Studzinski
durante uma Conferência que discute os direitos e o tráfico de mulheres. São
várias as histórias tristes ouvidas das mulheres resgatadas, que ficaram
presas, foram violentadas, torturadas e constantemente acabam como escravas
sexuais.
“Elas [as freiras] não confiam em
ninguém. Não confiam no governo, não confiam nas corporações privadas, nem na
polícia local. Em alguns casos, dizem que não podem confiar sequer no clero”,
por isso estão agindo afirmou Studzinski.
As freiras que ‘viram’
prostitutas trabalham em cooperação com uma rede que atua no combate ao tráfico
de crianças, vendidas como escravas, sobretudo na África, nas Filipinas, no
Brasil e na Índia. As religiosas arrecadam dinheiro de várias maneiras para
tentarem recuperar essas crianças.
Possuem várias ‘casas de
crianças’ espalhada pelo mundo. “São crianças que, se não forem resgatadas,
serão vendidas como escravas, às vezes pelos próprios pais. É chocante, mas é
real”, insiste o representante da organização.
A freira italiana Gabriella
Bottani revela que o Brasil é um país onde todas as fases do percurso das
vítimas de exploração coexistem. É um país de origem, trânsito e destino de
pessoas exploradas, e destacou que a maior parte destas são mulheres jovens,
vindas de famílias pobres e com baixos níveis de escolaridade.
A freira Estrella Castalone, uma
italiana que coordena a rede Talitha Kum no Brasil explicou que, procurando
sair da pobreza, estas meninas “acabam sendo enganadas ou se transformam em
vítimas de diferentes formas de exploração”. Com informações de Christian Today
Rius



