Depois de se envolver em algumas polêmicas durante este ano de 2015, o
ex-jogador de futebol e atual deputado estadual no Rio Grande do Sul,
Mário Jardel, 42, foi afastado do cargo legislativo por 180 dias, a
partir desta segunda-feira (30), conforme noticiou o jornal local Zero
Hora. Cearense de Fortaleza, ele preferiu fazer carreira política no
estado do Sul por ter se tornado ídolo do Grêmio.
Jardel foi investigado por mais de 2 meses pela Operação Gol Contra,
realizada pelo Ministério Público. A investigação apurou indícios de
participação do político em crimes como concussão, peculato, falsidade
documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e possível
financiamento ao tráfico de drogas.
A operação se baseou em gravações de ligações de Jardel. Nesta segunda
(30), estão sendo cumpridas buscas na casa e no gabinete parlamentar do
ex-jogador.
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O Ministério Público acredita que o cearense contratava funcionários
fantasmas e lucrava uma porcentagem do seu salário, ganhando entre R$ 30
mil e R$ 50 mil por mês apenas desta forma. Outras fraudes cometidas
pelo parlamentar seriam com diárias de viagem e valores de indenização
veicular.
Revelado pelo Ferroviário, o ex-atacante passou pelo Vasco antes de se
consagrar como ídolo do Grêmio e conquistar o Campeonato Brasileiro e a
Libertadores, transferindo-se depois para o futebol português e chegando
a ser convocado para a Seleção Brasileira.


