A campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) em 2014 pagou o salário de assessores pessoais de seu vice na chapa e hoje presidente da República, Michel Temer.
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a chefe de gabinete de
Temer e o atual secretário de Comunicação da Presidência foram, por
exemplo, remunerados pela "candidata Dilma Rousseff" durante a disputa
presidencial, embora o peemedebista tenha registrado uma conta própria
na Justiça Eleitoral.
Os dados do TSE colidem com um dos argumentos da defesa de Temer contra o
pedido de cassação da chapa pela qual foi eleito: a de que, com uma
conta independente, ele não pode ser responsabilizado por eventuais
irregularidades cometidas durante a campanha.
Derrotados no segundo turno, o PSDB e seus coligados entraram com três
ações de impugnação da chapa Dilma/Temer por abuso de poder político e
econômico nas eleições. Nas ações, requerem a posse dos senadores
tucanos Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP) como presidente e
vice.
O processo passa agora por uma fase de complementação de provas. A
expectativa é que vá a julgamento pelo plenário do TSE no primeiro
trimestre de 2017.
Folha de S.Paulo


