Lenda da esquerda latino-americana, Fidel Castro, morreu no fim da noite de sexta-feira, informou seu irmão e atual presidente Raúl Castro. Fidel foi o líder histórico da revolução cubana, que, mais de cinco décadas depois de seu triunfo, sobrevive como um dos últimos regimes comunistas do mundo.
Único nome ainda vivo dos grandes protagonistas da Guerra Fria,
Fidel encarnou o símbolo do desafio a Washington: o guerrilheiro de
barba e uniforme verde oliva, que fez uma revolução socialista,
marxista-leninista, a apenas 150 km do litoral dos Estados Unidos.
Fidel governou por 48 anos a ilha, mas continuou sendo o líder máximo e
guia ideológico da revolução mesmo quando, doente, delegou o poder a
seu irmão Raúl, cinco anos mais velho, em 31 de julho de 2006.
No dia 1 de janeiro de 1959, Fidel Castro, à frente do em exército de
"barbudos", derrotou o ditador Fulgêncio Batista, após 25 meses de luta
nas montanhas de Sierra Maestra. Este dia foi o começo de um pesadelo
para Washington e uma era de polarização na América Latina.
Em seu comando, Cuba participou do momento mais quente da Guerra Fria,
converteu-se em santuário da esquerda, inspiração e sustentação de
grupos armados que enfrentaram regimes de direita e sangrentas
ditaduras, na época financiadas pelos Estados Unidos em seu afã de frear
o avanço do comunismo.
Diário do Nordeste



