A 8ª Vara da Justiça Federal no Ceará julgará até amanhã ação
protocolada pelo Ministério Público Federal (MPF) pedindo a suspensão do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O procurador da República Oscar
Costa Filho, autor da ação, argumenta que a isonomia da prova é ferida
com a decisão que adiou a aplicação do exame para parte dos candidatos.
Estudantes e professores relatam apreensão com incertezas na reta final
de preparação.
O
cronograma prevê que o exame ocorra para os 8,6 milhões de inscritos
neste fim de semana. Contudo, na última terça-feira, 1º, o Ministério da
Educação (MEC) transferiu para os dias 3 e 4 de dezembro a aplicação da
prova para 191 mil candidatos, em razão da ocupação de escolas e
universidades onde eles se submeteriam ao Enem.
O procurador
questiona a aplicação de tema diferente na Redação para quem for fazer o
exame só no próximo mês. Segundo ele, como a prova objetiva segue a
Teoria da Resposta ao Item (TRI), não há problema em serem aplicadas
questões diferentes, já que a nota é dada pelo nível de dificuldade. “A
Redação é que não pode ser diferente. Ela é a parte absoluta da prova.
Se for aplicada com temas diferentes, viola o princípio da igualdade”,
defende.
Para Oscar, a Justiça deve adiar a prova de todos os
estudantes ou somente a Redação dos candidatos que farão o exame neste
fim de semana. “Se os alunos já vão à Justiça discutir a nota, imagine
se for aplicado tema diferente na Redação”, projetou.
O Povo



