Uma copeira foi internada em estado grave no Hospital Cajuru, em Curitiba,
depois de levar um tiro na cabeça. Quem atirou foi uma policial civil
que, irritada com o barulho da festa em que a vítima de 45 anos estava,
disparou. O caso ocorreu na madrugada de sexta-feira (23).
Segundo a Polícia Civil, a investigadora do Núcleo de Proteção à
Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) estava na casa em
que mora quando atirou em direção ao estacionamento do restaurante em
que era realizada a festa de confraternização de uma empresa, no Centro
Cívico.
Com o disparo, a convidada perdeu massa encefálica e, desde o crime,
está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A vítima corre
risco de morte.
Depois do ocorrido, no fim de semana, o advogado da policial civil
procurou a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e informou
que a cliente iria à polícia. Na segunda-feira (27), ela se apresentou.
Em depoimento, a investigadora contou que efetuou, sim, um disparo, mas
que não tinha a intenção de atingir a vítima. Disse ainda que atirou
para cima, mas que a bala ricocheteou e atingiu a copeira.
Sobre o motivo de ter disparado, a policial afirmou que o barulho
estava incomodando a sua mãe, que está de cama por causa da morte
recente do marido, e também outros parentes que estavam na casa.
Depois da perícia e das oitivas das testemunhas, a Polícia Civil
concluiu que o disparo partiu mesmo da casa de onde a policial mora.
A investigadora deve responder por tentativa de homicídio em dolo
eventual (quando não há a intenção de matar, mas o autor assume o
risco). Um procedimento para apurar a transgressão disciplinar da
policial também deve ser instaurado na Corregedoria Geral da Polícia
Civil.
A policial foi liberada logo depois de prestar depoimento e está à
disposição da unidade a qual pertence, fazendo serviços administrativos.
G1



