O desenvolvimento econômico e social dos municípios cearenses vêm
chamando a atenção das instituições públicas e privadas. Em pesquisa
elaborada pela FDi Intellegence, divisão da jornal inglês Financial
Times, Fortaleza e os municípios de Maracanaú e Sobral são apontadas em
rankings como cidades americanas do futuro 2017/18. Ao todo, 428 cidades
foram analisadas entre os anos de 2012 a 2016 em termos de potencial
econômico, negócios, simpatia, capital humano, estilo de vida, custo
eficácia e conectividade.
Custo
A Capital cearense aparece no ranking de cidades com melhor eficácia de
custo. Ela se posiciona na oitava posição. A cidade de Belém é apontada
no mesmo ranking na sexta posição. Na lista, no primeiro lugar, se
destaca a cidade de Guaiaquil no Equador. Já Sobral e Maracanaú são
apontadas como pequenas futuras cidades americanas colocadas,
respectivamente, em segundo e quinto lugar.
Entre os aspectos analisados em Fortaleza estão dados de salário médio
anual para uma pessoas formada e não formada; aluguel de imóvel; preços
de gasolina por litro; valor da eletricidade; custo da rede hoteleira;
taxa de impostos; paridade do poder de compra dos cidadãos e a taxa de
câmbio.
Para criar os rankings, a FDi Intellegence estudou dados usando
ferramentas on-line de mercado de dados e a FDi Benchmark, plataforma
virtual para comparar a atratividade de investimentos de países e
cidades em mais de 56 setores. As cidades do estudo foram categorizado
de acordo com população. Os municípios com populações abaixo de 100.000
foram registradas como 'micro' locais, dos quais eram 39.
Os municípios "pequenos", 209 cidades, tiveram contabilizadas
populações entre 100 e 350 mil habitantes. Locais de "tamanho médio", do
qual havia 75 locais, tiveram uma população com mais de 200 mil e "Zona
Urbana Maior" de mais de 750 mil pessoas. Do total, foram estudados 56
locais "grandes", com populações com mais de 500 mil habitantes. O
estudo também estabeleceu locais "principais" sendo 49 cidades com mais
750 mil a 4 milhões de habitantes.
Surpresa
O superintendente do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor),
engenheiro Eudoro Santana, avalia com surpresa e orgulho a informação
da Capital no ranking internacional. "Na verdade precisamos conhecer a
pesquisa em profundidade. Dentro de visão de cidades futura da
realidades das cidades americanas Fortaleza tem planejamento para que
isso aconteça", conta.
Na concepção de Santana, a Capital poderia também estar presente em
analises referentes a mobilidade urbana, visto o esforço do município na
implementação de ciclovias, ciclofaixas, viadutos, entre outras
intervenções para melhorar a segurança viária.
Ainda segundo Santana, Fortaleza vem se modernizado graças a elaboração
do Plano Fortaleza 2040, que incluem as questões ambientais, sociais e
econômicas da cidade, de forma integrada. "O Fortaleza 2040 pretender da
uma nova vida para aos fortalezenses, desde a economia familiar a do
mundo. A ideia é solucionar problemas de água, energia e mobilidade",
diz o superintendente do Iplanfor.
Para a professora Doutora Nadia Khaled Zurba, do Centro de Tecnologia
da Universidade Federal do Ceará (UFC), vale contextualizar Fortaleza no
Continente Americano e no panorama mundial. "Tal perspectiva abre as
portas de Fortaleza e outras cidades cearenses para a implementação de
novos projetos empreendedores. Para além das facilidades proporcionadas
pela proximidade alfandegária com a Zona de Processamento de Exportação
(ZPE), é preciso notar todo o setor produtivo, incluindo dos pólos
industriais de Sobral e de Maracanaú, para novos investimentos no
mercado americano e China", avalia.
Espaços
A arquiteta explica que é preciso uma melhor distribuição de recursos
dentro dos espaços públicos da Capital. "É preciso melhorar a ordenação,
infraestrutura e mobilidade urbana. Além disso, há muito a fazer para
que Fortaleza atinja o patamar de cidade acessível para todos", diz
citando censo do IBGE de 2010, que contabilizou cerca de 660 mil pessoas
com deficiências na Capital cearense, sendo que houve um aumento em
relação ao censo de 2000.
A especialista acredita que, em um futuro breve, parte dos
investimentos se concretizem e sejam eficazmente canalizados -
resultando na construção de espaços urbanos acessíveis. "Poderemos,
assim, atingir níveis ainda melhores nos diferentes critérios para
investimentos internacionais e tornar nossas cidades mais acessíveis a
todos".
Diário do Nordeste


