A suspensão das visitas, que culminou na rebelião ocorrida na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III), na madrugada de segunda-feira (10), aconteceu em caráter disciplinar, segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). Durante o tumulto, 12 pessoas ficaram feridas, incluindo policiais militares, um bombeiro militar e um agente penitenciário.
"A Sejus ressalta que a suspensão das visitas ocorreu após a descoberta
de um túnel em escavação pelos internos na sexta, e após um interno ter
sido encontrado morto em outro túnel em escavação, na última
quinta-feira. A suspensão foi dada em caráter de medida disciplinar e
será adotada sempre que necessário", informou a Pasta.
A Instituição disse, também, que deu continuidade, nessa terça-feira
(11), às obras de reparo que já vinham acontecendo na unidade. "A
rebelião ocorrida na madrugada de segunda (10) atingiu somente a parte
elétrica, sem destruir qualquer vivência", afirmou, por meio de nota.
Equipamentos
Ainda conforme a Sejus, os equipamentos que aparecem em fotos, que
embasaram uma denúncia à Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará
(OAB-CE), não foram encontrados em nenhuma penitenciária do Ceará. "A
Sejus nega que sejam colocadas escutas nos colchões ou em qualquer outro
material entregue aos internos".
A denúncia foi feita pelo advogado criminalista Alexandre Sales. Ele
disse que detentos afirmam que os dispositivos eram escutas instaladas
em colchões distribuídos pela Sejus para os detentos. Dois servidores da
Pasta falaram com a reportagem e confirmaram que os equipamentos foram
encontrados na CPPL III. Porém, disseram que não sabem quem autorizou a
instalação, nem se seriam escutas.
Diário do Nordeste



