O governo federal empenhou 96,6% das emendas já autorizadas ao longo de
2017 nos dois meses anteriores à votação da denúncia contra o presidente
Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados, que rejeitou a
continuidade das investigações.
Em junho e julho, foram empenhados R$ 4,03 bilhões dos R$ 4,17 bilhões
liberados de 1º de janeiro até 4 de agosto. O período coincide com a
tramitação da denúncia por corrupção passiva apresentada pela PGR
(Procuradoria-Geral da República) contra Temer na Casa.
Ao todo, R$ 6,14 bilhões estão previstos para 2017 em emendas
individuais de deputados e senadores. Os dados são da Consultoria de
Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados. Assim, o
Planalto conta agora com R$ 1,97 bilhão até dezembro. Ou seja, 32% dos
recursos disponíveis para os últimos cinco meses do ano.



