Ao menos 22 pessoas morreram após uma lancha virar na travessia entre
Mar Grande e Salvador, na Baía de Todos-os-Santos, na manhã desta
quinta-feira (24). A informação foi confirmada pela Capitania dos
Portos. Após a morte de um bebê,
a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador informou que o número de
mortos subiu para 23. No entanto, a Capitania dos Portos ainda não
confirma esse número.
Segundo a Marinha, informações passadas pela Associação dos
Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), apontam que a embarcação,
chamada de Cavalo Marinho I, tinha capacidade total de 160 pessoas e
transportava 124, sendo 120 passageiros e quatro tripulantes.
A Marinha diz que resgatou cinco corpos e que as outras 17 vítimas foram resgatadas por embarcações particulares.
Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), 89 pessoas foram
resgatadas com vida até o momento. Dentre os sobreviventes resgatados,
70 estão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Mar Grande; 15 estão
no Hospital Geral de Itaparica; dois estão no Hospital do Subúrbio e
dois no Hospital Geral do Estado (HGE), ambos em Salvador.
De acordo com a Marinha, a embarcação estava regular e um inquérito
administrativo será instaurado para apurar causas, circunstâncias e
responsabilidades do acidente. "Essa informação [do acidente] chegou
7h45. Uma embarcação que trafegava viu o acidente emitiu um pedido de
socorro para Marinha do Brasil. Mobilizamos equipes quatro lanchas da
Capitania [dos Portos] mais quatro navios que estavam atracados na Base
Naval de Aratu. Ao todo, 126 militares estão no local trabalhando no
socorro às vítimas", explicou o comandante e assessor de comunicação da
Marinha, Flávio Almeida.
O Comandante Geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão, informou que um
sargento e dois soldados da PM estavam na embarcação que naufragou e
sobreviveram, Não há mais detalhes sobre o estado de saúde dos
policiais. Em entrevista ao G1, o comandante do Corpo
de Bombeiros, Francisco Telles, disse que havia coletes na embarcação,
mas o órgão apura se a quantidade de equipamentos era suficiente.
"Sabemos que coletes foram distribuídos, mas na situação é preciso investigar como isso aconteceu. É difícil saber agora quando as pessoas
colocaram os coletes".
G1



