Achadas espécies tidas como extintas

 

De acordo com o biólogo e professor de botânica da Universidade Vale do Acaraú (UVA), Elnatan Bezerra, que há cerca de três anos realiza pesquisas na região, "o estado de conservação da Unidade e a preservação das espécies encontradas aqui são impressionantes. Na Unidade, encontramos espécies consideradas extintas em outras regiões, por conta do desmatamento, como é o caso das árvores Aroeira e Angico, muito bem preservadas. Também descobrimos a espécie Marcileia Reflexa, conhecida como Trevo Aquático, que só se tinha registros dessa espécie de planta nos estados do Piauí e Pernambuco, até então".
"Essa descoberta é muito importante para a pesquisa científica na nossa região", comemora o professor, que retornará em breve à Unidade de Conservação para dar continuidade a sua pesquisa botânica.

Quando o assunto é passeio ecológico, as paradas para recuperar o fôlego numa sombra aconchegante são tão importantes, quanto a constante ingestão de água para reidratação. Utilizar um calçado adequado, proteção para a cabeça, roupas mais encorpadas e um protetor solar, também ajudam a manter o corpo em sintonia com o lugar, que exige muita disposição para ser desbravado.
Atração
As visitas ocorrem de janeiro a dezembro, quando, em média, 180 pessoas circulam pela área anualmente. Uma atração à parte é o formato inusitado de algumas rochas, que levam nomes bem característicos como a "Pedra do Urso Polar", "Pedra da Baleia", e a "Pedra do Sofá", com estruturas que aguçam a imaginação, dependendo do ângulo em que são observadas.
O bibliotecário sobralense Régis Oliveira resolveu conhecer a Reserva, após ouvir falar das belezas do lugar, que também possui um forte apelo à pesquisa científica. De acordo com o bibliotecário, "a região é deveras encantadora".
Frutos
Segundo ele, "durante a caminhada, a gente vai percebendo o quanto a vegetação é bela. As pedras, com suas formas diferenciadas, chamam bastante atenção, assim como a Pedra da Andorinha, que prende o olhar da gente. Nas trilhas, nos deparamos com restos de frutos silvestres, que, segundo o guia, são deixados por macacos que moram na Reserva".
Para Régis de Oliveira, as cavernas também têm um ar de mistério. "Eu quero voltar aqui em breve. Dessa feita, na companhia dos meus pais, para ver a revoada das andorinhas, que acabei perdendo por causa do horário", lamentou.

Diário do Nordeste

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