O piloto de voo livre Ney Albert Murtha, de 46 anos de idade, natural de
Brasília (DF), morreu durante um voo de parapente, na última
sexta-feira (20), na Serra do Urucum, no Distrito de Juatama, na zona
rural deste Município.
A vítima havia acabado de decolar da rampa, a pouco mais de mil metros
de altura, quando a vela do parapente fechou diante da formação rochosa.
A queda livre foi de uma altura de aproximadamente 100 metros, segundo
uma testemunha do acidente, o morador João da Silva Neto, que estava
assistido aos voos.
Várias equipes de resgate dos próprios pilotos seguiram para o local de
mata fechada onde o corpo se encontrava. A Coordenadoria Integrada de
Operações Aéreas (Ciopaer), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(Samu) e o Corpo de Bombeiros de Quixeramobim foram acionados logo em
seguida. Entretanto, quando os socorristas chegaram, o piloto já estava
morto. Na queda, ele sofreu traumatismo cranioencefálico.
Outros pilotos, amigos de Murtha, também compareceram ao local do
acidente e informaram que era o último voo do brasiliense nesta
temporada. Ele havia chegado em Quixadá há duas semanas e tinha mais de
18 anos de experiência em voos com parapente. "Murtha estava feliz,
apesar dos ventos fracos em Quixadá. Ele resolveu testar uma vela nova.
Ainda não entendemos o que provocou o acidente", comentou um piloto, que
preferiu não se identificar.
O secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Quixadá, Pedro
Baquit, que também seguiu ao local do acidente com membros da Associação
de Voo Livre do Sertão Central (AVLSC), informou que estava programado,
para o próximo domingo (22), a abertura oficial da temporada de voo
livre com um café da manhã especial para os pilotos, na rampa do Urucum.
Há duas décadas, nesta época do ano, pilotos de parapente viajam de
todos os cantos do mundo para Quixadá, conhecida como 'Havaí do voo
livre'. "Será um momento de homenagem póstuma", acrescentou Baquit.
O corpo do piloto foi recolhido pela equipe do Núcleo de Perícia Forense
(Pefoce) de Quixeramobim. Os amigos da vítima auxiliarão no translado
do corpo para o Distrito Federal, onde ele residia com a esposa e três
filhos. Murtha era engenheiro da Agencia Nacional de Águas (ANA).
(Colaborou Alex Pimentel)


