A romeira que morreu ao ser
atingida por um galho de árvore a caminho de Aparecida nesta terça-feira (10)
fazia a peregrinação a pé pela primeira vez, para cumprir uma promessa e
agradecer a cura de uma doença respiratória.
A analista de sistemas Polyana
Abrahão, de 47 anos, saiu de São Paulo e fazia sozinha o trajeto da Rota da
Luz, um dos roteiros utilizados por peregrinos para chegar ao Santuário de
Nossa Senhora Aparecida. O acidente foi por volta de 17h, quando o galho caiu e
atingiu a mulher, na área rural de Pindamonhangaba.
"Ela saiu sozinha aqui de
São Paulo, mas sabemos que ela encontrou alguns grupos e seguia com eles. Na
hora do acidente, não sabemos se ela estava com um grupo, mas sei que viram o
acidente e acionaram o Samu", contou a filha da vítima, Carolina Abrahão.
De acordo com a prefeitura, ela
foi socorrida pelo Samu, mas já chegou morta no pronto-socorro da cidade.
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Polyana morreu durante
peregrinação até Aparecida após ser atingida por um
galho de árvore (Foto: Arquivo
Pessoal)
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Promessa
A filha conta que a mãe fez a
promessa à Nossa Senhora Aparecida no começo do ano para curar as crises de
rinite, que associadas com a alergia que ela tinha, causavam muita falta de ar.
"Ela não conseguia levantar quando tinha essas crises, ela ia para o
hospital e ficou internada muitas vezes. A partir de julho ela melhorou e parou
de ter essas crises, por isso decidiu ir a pé para lá para cumprir a promessa e
agradecer", contou.
Para aguentar o ritmo, há cerca de um mês Polyana começou a fazer caminhadas e se preparar. "Não é fácil, mas ela estava aguentando bem. Nunca esperavámos que isso poderia acontecer. Ela transbordava amor, alegria, compaixão, sabedoria, sempre tinha uma palavra amiga, um conselho, algo que acalentava o coração dos amigos, familiares e até desconhecidos", disse Carolina.
"Ela estava fazendo o
caminho da luz diretamente para a luz de Nossa Senhora Aparecida, que a levou
para perto dela e de Deus', afirmou a filha.
O enterro está previsto para esta
quinta-feira (12) em Bilac (SP), cidade onde a vítima nasceu. Além de Carolina,
ela deixa outros dois filhos.
Peregrinação
Polyana fazia a Rota da Luz a pé,
mas foi 'adotada' por grupos de romeiros durante o trajeto, que a ajudavam
compartilhando a estrutura de apoio e a acompanhando.
A analista normalmente caminhava
em ritmo mais lento, se mantendo um pouco atrás do grupo. Não é possivel
afirmar se havia outras pessoas com ela no momento do acidente, mas os romeiros
que a acompanhavam acreditam que sim.
A Rota da Luz é um trajeto entre
Mogi das Cruzes e Aparecida, que soma 201 quilômetros.
G1




