A Polícia Civil procura Josivan Alves de Araújo, 23 anos, mandante do homicídio do soldado da reserva da Polícia Militar
(PM) Petronilo Leonardo da Silva Neto, 63 anos. O crime ocorreu por
volta das 17h30min do último sábado, 20, no bairro Conjunto Esperança.
Nessa segunda-feira, 22, o adolescente se apresentou na Delegacia da
Criança e do Adolescente (DCA) acompanhado da mãe.
"As investigações apontam que Josivan é o mandante. Ele forneceu a
arma para o adolescente procurar o soldado e matá-lo. Sem a intenção de
subtrair qualquer objeto", afirma o delegado Renato Almeida, da 11ª
delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O adolescente conta outra versão. "A arma, ele diz que a comprou em 2015 e que a vendeu depois do crime na feira da Parangaba por R$ 1 mil. É uma incoerência porque ele diz que ficou escondido em matagal durante todo o domingo (21)", destacou. "A feira é um local que tem muita fiscalização, muita polícia. Pelas circunstâncias, seria impossível disso acontecer e nenhum policial na área ficar sabendo".
O adolescente conta outra versão. "A arma, ele diz que a comprou em 2015 e que a vendeu depois do crime na feira da Parangaba por R$ 1 mil. É uma incoerência porque ele diz que ficou escondido em matagal durante todo o domingo (21)", destacou. "A feira é um local que tem muita fiscalização, muita polícia. Pelas circunstâncias, seria impossível disso acontecer e nenhum policial na área ficar sabendo".
Petronilo
estava caminhando nas proximidades da praça do bairro quando foi
abordado. O adolescente seguia a vítima de bicicleta, desceu do veículo e
apontou a arma na nuca do soldado. Após matar Petronilo, o adolescente
voltou para casa.
Em depoimento à DCA e DHPP, o
adolescente disse que o crime seria uma tentativa de latrocínio,
mas imagens obtidas pela Polícia apontam que nada foi roubado. O
adolescente chegou a dizer que atirou porque o soldado fez gesto para
tirar arma da cintura, mas a Perícia constatou que Petronilo não estava
armado. O jovem teria sido convencido pela mãe a confessar o crime.
A
Polícia Civil acredita que Josivan, que já tinha duas passagens pela
Polícia (tráfico de drogas e homicídio), exerce papel de liderança na
comunidade do Beco da Morte. A motivação do crime ainda não foi
descoberta, mas uma das hipóteses trabalhadas é de um batismo em uma
facção criminosa. Outra hipótese levantada seria uma possível desavença
do policial militar com pessoas ligadas a um grupo criminoso.
O Povo



