Nova rodada do Datafolha mostra quadro equilibrado na disputa
presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Na
pesquisa, o capitão da reserva mantém-se com 28% das intenções de voto
em relação à sondagem anterior, enquanto o petista cresce seis pontos e
chega a 22%.
A nove dias das eleições, Bolsonaro e Haddad
estão isolados na corrida ao Planalto. Ciro Gomes (PDT) oscilou dois
pontos para baixo, indo a 11%.
O tucano Geraldo Alckmin
movimentou-se positivamente, passando a 10% e deixando a casa de um
dígito pela primeira vez na campanha.
Candidata da Rede,
Marina Silva continua em queda. A ex-ministra decresceu dois pontos,
caindo de 7% para 5%. Em seguida vêm João Amoêdo (Novo), com 3%, à
frente de Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles, do MDB, ambos com
2%.
Vera Lucia (PSTU), Guilherme Boulos (Psol) e Cabo
Daciolo (Patriota) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 10%. Não sabem ou
não responderam são 5%.
De quarta-feira, 26, até ontem, o
Datafolha entrevistou 9 mil eleitores em 343 cidades. A margem de erro é
de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo
jornal Folha de S. Paulo e TV Globo.
O levantamento
também projetou cenários de segundo turno. Neles, Bolsonaro é derrotado
por todos os adversários e empata com Marina. Contra Ciro, o militar
perde de 38% a 48%. Se o oponente é Alckmin, o nome do PSL chega a 38%
contra 45% do ex-governador de São Paulo.
Com Haddad na
briga, Bolsonaro vai a 39% ante 45% do petista. No último levantamento,
divulgado na quinta da semana passada, dia 20, esse enfrentamento
resultava em empate técnico: 41% a 41%.
O melhor
desempenho do capitão da reserva nessa etapa da disputa é contra Marina:
42% a 41% da candidata, hipótese que configura empate técnico.
Os
votos das mulheres e os do Nordeste alavancaram o desempenho de Haddad,
que substituiu o ex-presidente Lula, preso em Curitiba, na chapa
presidencial no dia 11 deste mês.
Entre estados
nordestinos, o ex-prefeito de São Paulo saltou 12 pontos, chegando a
38%. Em segundo lugar na região aparece Bolsonaro, com 16%, em situação
de igualdade com Ciro, que tem 15%.
No segmento feminino,
Haddad melhorou seis pontos, conquistando 22%. Bolsonaro permaneceu com
21%. Até então, o militar sempre havia apresentado crescimento nessa
faixa desde o início da série.
O deputado federal é alvo
de intensa campanha de mulheres. Segundo o Datafolha, 52% delas rejeitam
o candidato, contra 26% de rejeição a Haddad nesse mesmo universo do
eleitorado brasileiro. No conjunto de votantes, as mulheres correspondem
a 52%.
Considerando-se todos os pesquisados, a rejeição
ao parlamentar fluminense foi de 43% para 46% em menos de uma semana. A
de Haddad também sofreu incremento: de 29% para 32% nesse período.
O
instituto mensurou ainda o grau de convicção dos eleitores de cada
postulante. Os níveis mais elevados de adesão pertencem a Bolsonaro e
Haddad: 79% e 78%, respectivamente.
(O Povo)



