O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad,
afirmou, em Fortaleza, que tem sido “o centro de calúnias” de seu
adversário Jair Bolsonaro (PSL). Ele cobrou providências para que sejam
conduzidas investigações sobre o suposto grupo de empresários que
financiaria o envio em massa de mensagens falsas anti-PT na plataforma
WhatsApp.
Haddad reclamou do que classifica como “Justiça analógica” para apurar o
que chama de “tsunami cibernético”, referindo-se à avalanche de
notícias falsas disseminada nesta campanha eleitoral. O assunto está em
investigação e a Polícia Federal pode ser acionada para apurar.
“Esperamos que com o tranco [de anteontem, 18], essas denúncias tragam
prisão preventiva de algum empresário, para que eles denunciem em
delação o que que aconteceu na campanha dele”, disse aos apoiadores que o
aguardavam no Comitê Cultura, na Praia de Iracema.
Na capital cearense, Haddad participou de um ato político ao lado da
mulher, Ana Estela Haddad, dos deputados federais Luizianne Lins e José
Guimarães, ambos do PT, e do candidato ao governo do Ceará pelo PSOL,
Ailton Lopes. Ele reiterou as críticas ao adversário e ressaltou que
“modéstia à parte, o Brasil precisa mais de um professor que de um
miliciano”.
Na busca por angariar mais votos no Nordeste, onde o PT teve vantagem em
vários estados, Haddad faz hoje (20) caminhada em Fortaleza e segue
para atos organizados em Juazeiro do Norte e Crato, no Ceará.
No início da noite, o candidato segue para o Piauí, onde encontrará
apoiadores na cidade de Picos, localizada a 307 km da capital, Teresina.
No domingo (21), a previsão é ato em São Luís, no Maranhão.
(Agência Brasil)



