O número de capturas de criminosos aumentou no Ceará. Segundo
entrevistas recentes do titular da Secretaria da Segurança Pública e
Defesa Social (SSPDS), André Costa, o Estado vem batendo recordes
seguidos de autos de prisões em flagrante. Porém, há um grupo específico
que continua longe das grades.
Quinze homens figuram na lista dos mais procurados do Ceará. Todos eles
chegaram a tal posição devido às participações em crimes de grande
repercussão e comoção na sociedade. Há quem já tenha sido preso
anteriormente e fugido da prisão e quem desafia constantemente as
autoridades, aparecendo em público mesmo ao saber que o rosto está
estampado com os dizeres "à procura".
Pré-requisitos
Conforme o chefe do gabinete da Polícia Civil do Estado do Ceará,
delegado Sérgio Pereira dos Santos, para ser um dos mais procurados
pelas forças da Segurança Pública, não é necessário ter extensa ficha
criminal. Os critérios na hora da escolha vêm de estudos formulados
pelas Inteligências das Polícias Civil e Militar.
"Tráfico de drogas e assaltos a bancos são os crimes mais comuns dentre
eles. E a verdade é que esses dois delitos se interligam entre si.
Quando falta dinheiro para comprar droga, a forma mais rápida de se
capitalizarem novamente é assaltar bancos", disse Sérgio Pereira.
O delegado conta que na lista não faltam membros de facções criminosas.
Aqueles que já passaram pelo Sistema Penitenciário e se evadiram do
cárcere de forma ilegal são costumeiramente vistos envolvidos em novas
práticas delituosas.
Dos que já estiveram na lista, foram presos e reincidiram estão:
Jeremias Ávila Frota, Olívio Beserra Queiroz, Enilton Cordovil Coelho,
Marcos de Oliveira Silva, Douglas Aparecido Piovesan, Anilson Ricardo
Neys e o paraguaio Pastor Florêncio Cabral Gimenez. Parte fugiu junta,
da Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) I, em Itaitinga, no
mês de março de 2016.
Repercussão
Sérgio Pereira citou que o mais recente a entrar para a lista foi
Francisco Alberto Nobre Calixto Filho. No dia 1º de janeiro de 2018, ele
matou a ex-companheira Stefhani Brito, de 22 anos. Momentos antes de
morrer, ela teria ido para a casa do rapaz a seu pedido, em uma
tentativa de proteger seus familiares.
"O caso desse Calixto é um dos que causou instabilidade na sociedade
diante da repercussão. Consideramos também que essa pessoa pode voltar a
praticar delitos diante do comportamento visto. Na lista, tem vários
faccionados, alguns velhos conhecidos nosso. Divulgamos as imagens para
que a população ajude a identificar, mas a nossa orientação é nunca agir
sozinho, porque todos são muito perigosos", destaca.
Conforme o delegado, há esforços concentrados nas buscas dos 15 mais
procurados. Quando os agentes recebem informações sobre possíveis
paradeiros de algum destes, costumam ser deflagradas as operações.
"Não é sempre que temos notícias deles. Fazemos divulgações de âmbito
nacional, trocamos informações com outras inteligências e se houver
indício que existe possibilidade de se ausentar do País, entramos em
contato com a Polícia Federal e a Interpol. Geralmente, eles permanecem
na lista até serem pegos", acrescentou Pereira.
Diário do Nordeste



