Você está em: NACIONAL // Notícia de Fagner Freire // 4 de dezembro de 2018


Em uma comemoração pelo aniversário de 80 anos do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) nesta segunda-feira, o atual ministro da pasta, general Sérgio Etchegoyen, defendeu cautela e "cuidados mais intensos" nas decisões relacionadas à posse e segurança do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Segundo ele, o futuro presidente sofreu novas ameaças nos últimos 15 dias.

"Eu posso te falar que até 15 dias houve mais ameaças sim. Em relação ao desfile em carro aberto, essa decisão ainda não foi tomada. Óbvio que a segurança sempre assessora, mas a decisão será do presidente", respondeu

O general destacou que é uma situação que "exige mais cuidado".
"Nós temos um presidente que sofreu um atentado, que vem sofrendo agressões frequentes, basta ver nas redes sociais, e a quem tem de ser dado a garantia das melhores condições de governo. Certamente a segurança do presidente eleito exigirá cuidados mais intensos. Eu presidiria tudo com cautela", afirmou Etchegoyen.

O evento ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do futuro ministro do GSI, general Augusto Heleno, que ao final da cerimônia elogiou a atual gestão do ministério e sinalizou que, pelo menos no início do novo governo, não deve haver muitas trocas de nomes na pasta:

"Não tem também muita coisa para mexer. Vocês viram aí o prestígio do GSI, as inúmeras missões, a necessidade da proximidade do GSI com o presidente, então isso me preocupa muito mais do que mexer em gente. No nosso meio, tanto GSI quanto ministério da Defesa, são dois ministérios que já vinham bastante arrumados", defendeu Augusto Heleno.

O general do Exército Luiz Fernando Estorilho Baganha será o responsável por chefiar a segurança do presidente eleito Jair Bolsonaro a partir do dia 1º de janeiro, quando ele tomar posse. A indicação dele foi citada e confirmada na manhã desta segunda-feira pelo atual ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen.

"A segurança do presidente é da Secretaria de Coordenação e Segurança, que é o general Moreno hoje mas já tem até substituto nomeado, que é o general Baganha. E certamente a segurança do presidente eleito e da nova administração exigirá cuidados mais intensos e precisos",  afirmou Etchegoyen após um evento no Palácio do Planalto.

Baganha assumirá o cargo de Secretário de Segurança e Coordenação Presidencial, pasta que é ligada ao GSI. Hoje o posto é ocupado Nilton Moreno, que também é general.

Baganha é o atual Diretor de Avaliação e Promoções do Exército Brasileiro. Nasceu em Curitiba mas ingressou na carreira de militar no Rio de Janeiro, em 1983.



(Diário do Nordeste)
Caderno: NACIONAL
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