O governador Camilo Santana (PT) iniciou os esforços de aproximação com a
equipe do governo de Jair Bolsonaro (PSL), de olho no segundo mandato
que assume à frente do Estado, a partir de janeiro. “Calcanhar de
Aquiles” da sua gestão até aqui, a Segurança Pública foi a porta de
entrada do governador na nova equipe presidencial: o futuro ministro da
Justiça Sérgio Moro e general Theophilo, que deve ocupar o cargo de
secretário Nacional de Segurança Pública, curiosamente, adversário do
petista na campanha.
O encontro, segundo Camilo, foi cordial e teve pedido de ambas as
partes. A Moro, Camilo fez um apelo para que ele escute os governadores
na formulação das políticas públicas para a Segurança e que dialogue
antes de mandar ao Congresso o pacote de mudanças que dependem da
aprovação dos parlamentares.
De Theophilo, Camilo ouviu pedido de liberação de militares do Ceará
para compor a Força Nacional de Segurança, pedido também prontamente
atendido pelo governador. “Foi um diálogo muito bom. A Segurança é uma
área que precisa de mais investimentos e o diálogo neste momento é
fundamental”, disse o chefe do Executivo cearense.
O primeiro contato com membros do governo - Camilo ainda não se
encontrou com Jair Bolsonaro após a eleição - foi positivo. Entretanto,
quando o assunto é a formação de uma interlocução direta com o Planalto,
o governador demonstra que ainda não há decisão sobre o assunto. “Ainda
está muito cedo. Vamos aguardar, né?”, afirmou.
Diário do Nordeste



