A Justiça do Ceará decidiu aceitar a denúncia do Ministério Público
contra os 15 suspeitos de participar da Chacina das Cajazeiras, que
deixou 14 pessoas mortas em janeiro de 2018, durante uma festa em um
clube conhecido como "Forró do Gago".
O Colegiado de Juízes proferiu a decisão no dia 7 de dezembro, após
considerar presentes indícios suficientes de autoria e prova da
materialidade dos crimes. "A peça delatória expôs, de forma clara e
objetiva, os fatos supostamente delituosos, com todas as circunstâncias
relevantes, indicou as qualificações dos denunciados, classificou os
crimes e forneceu rol de testemunhas, atendendo a todos os requisitos
formais do art. 41 do Código de Processo Penal" , destacou o Colegiado.
Os denuciados terão dez dias para responderem à acusação por escrito,
onde podem alegar o que interesse à sua defesa, apresentar documentos e
justificações. Cada um pode solicitar até oito testemunhas. Caso algum
dos acusados não apresente a resposta à acusação no prazo estabelecido,
os autos serão encaminhados ao defensor público da Vara.
São denunciados Deijair de Souza Silva, Noé de Paula Moreira, Misael de
Paula Moreira, Francisco de Assis Fernandes da Silva, Auricélio Sousa
Freitas, Zaqueu Oliveira da Silva, Ednardo dos Santos Lima, João Paulo
Félix Nogueira, Rennan Gabriel da Silva, Fernando Alves de Santana,
Francisco Kelson Ferreira do Nascimento, Ruan Dantas da Silva, Joel
Anastácio de Freitas, Victor Matos de Freitas e Ayalla Duarte
Cavalcante.
A denúncia aponta contra eles os crimes de homicídio e tentativa de
homicídio (triplamente qualificados por motivo torpe, meio cruel e
recuso que impossibilitou defesa das vítimas), incêndio, tentativa de
uso de gás tóxico, fraude processual e constituição de organização
criminosa (com emprego de arma de fogo e participação de adolescente).
A chacina ocorreu na madrugada de 27 de janeiro deste ano, quando
membros de uma facção invadiram o clube Forró do Gago, no Bairro
Cajazeiras, e disparam vários tiros, matando 14 pessoas. As
investigações apontaram a rivalidade entre facções criminosas como a
motivação do crime.
Diário do Nordeste



