O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (12) que o problema
fiscal do país só se resolve enfrentando o aumento dos gastos públicos,
acrescentando ser necessário e urgente aprovar a reforma da Previdência.
“É muito importante priorizar os temas pela urgência que têm para o
país. O que é urgente e absolutamente necessário é aprovar a reforma da
Previdência. Não resolve o problema fiscal com a privatização, resolve o
problema fiscal enfrentando o problema do gasto”, disse ao ser
questionado se a proposta do próximo governo de conseguir recursos com
privatizações de estatais é viável.
Além de reduzir os gastos públicos, o ministro disse que a reforma tem o
objetivo de fazer “justiça social, porque hoje existem regras
desiguais” para os setores público e privado.
Crescimento
Questionado sobre o motivo de o país não ter crescido tanto quanto o
governo esperava, Guardia citou uma série de fatores que ocorreram ao
longo deste ano. “Em primeiro lugar, a partir do início do segundo
trimestre deste ano, começa a ter maior preocupação com o comportamento
da economia mundial”, como o aumento da taxa de juros dos Estados
Unidos, o que atrai investidores para aquele país que aplicam em países
emergentes como o Brasil, e os conflitos comerciais.
Depois, em maio, disse o ministro, veio a greve dos caminhoneiros, com a
paralisação da economia e deteriorização das condições financeiras do
país. Outro fator citado por Guardia foi o debate eleitoral, com dúvidas
sobre qual rumo o país iria tomar. “Isso tudo agregou maior
volatilidade ao longo desse período”, disse.
Reforma do PIS/Cofins
Guardia disse que o ministério tem um projeto pronto que prevê a
simplificação do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social). O ministro havia anunciado a
intenção de reformas nessas contribuições em março deste ano.
Entretanto, disse que não seria oportuno enviar um projeto agora para o
Congresso pela inviabilidade de aprovação. “Isso tem que ser decidido
pela nova equipe. Tem um novo governo eleito, um novo ministro
indicado”, disse.
Agência Brasil



