Em nota emitida no fim da manhã deste sábado (8), a Secretaria da
Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) não esclareceu a atuação da
Polícia na operação em Milagres, que deixou 14 pessoas mortas. No texto,
a Pasta detalhou apenas as oito prisões já realizadas até este sábado,
sem informar, porém, de onde partiram os tiros que mataram os reféns
durante a ação.
De acordo com o comunicado, “conforme levantamentos policiais, na noite
dessa sexta-feira (7), três homens e duas mulheres estavam em um veículo
Fiat Strada, trafegando pela BR 116 (via que liga os municípios de
Juazeiro do Norte a Milagres), quando foram abordadas por equipes do
Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) da Polícia Militar
do Ceará (PMCE). Com mais essas prisões, sobe para oito o número de
pessoas presas suspeitas de participarem direta ou indiretamente no
crime. Dentro do carro, foi encontrado um carregador municiado de
calibre .40, e cinco pessoas oriundas dos estados de Alagoas e Bahia”.
Ainda segundo o texto, os suspeitos foram levados a uma unidade da
Polícia Civil para realização de flagrante nos crimes de porte ilegal de
arma de fogo de uso restrito, por integrar organização criminosa e por
favorecimento pessoal. Eles foram identificados por Genonilma Serafim da
Silva (44), natural de Delmiro Gouveia-AL e mãe de Mackson Junior
Serafim da Silva (26), morto na troca de tiros com a Polícia nessa sexta
(07); o filho dela, Denilson Moreira da Silva (20), natural de Paulo
Afonso-BA e irmão de Mackson; Jaine Pereira Nogueira (20), também da
cidade de Delmiro Gouveia-AL e companheira de Mackson; Girlan Araujo dos
Santos (29), nascido em Água Branca-AL; e Erivan Jesus da Luz (27),
natural de Catu-BA. Erivan também foi autuado por latrocínio (roubo
seguido de morte), já que há indícios de que ele estaria na companhia do
grupo que atuou na ação criminosa.
“De acordo com a Polícia Civil, os cinco suspeitos estavam circulando no
carro abordado pelos policiais militares na tentativa de resgatar
pessoas envolvidas no crime e que estariam escondidas na região. Os
familiares de Macson haviam comparecido à sede do núcleo da Perícia
Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para reconhecer o corpo. As buscas
por outros suspeitos que participaram direta ou indiretamente no crime
continuam em andamento”, continua o texto.
A nota informa ainda que mais informações serão repassadas em momento oportuno para não comprometer o trabalho investigativo.
O Povo



