O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na quarta (23), que o
governo quer reduzir o Imposto de Renda pago pelas empresas do País de
34%, em média, para 15%.Para compensar o corte, Guedes estuda aumentar
os tributos sobre renda e aplicações financeiras que hoje são isentas ou
pagam pouco imposto.
Em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast, no Fórum Econômico
Mundial, ele explicou que a motivação dessa reorganização tributária é
atrair investidores estrangeiros. Declarações do ministro fizeram o
dólar cair 1,13%, a R$ 3,76, e a Bolsa bater o décimo recorde no ano.
A proposta de Guedes, no entanto, deve enfrentar resistência no
Congresso, principalmente por parte de consultores, economistas,
advogados e contadores que podem perder com a mudança.
Micro e pequenas empresas do Simples (modelo simplificado de cobrança de
impostos) também podem ser prejudicadas, se as alíquotas não
acompanharem a redução.
A proposta de Guedes fixa uma alíquota de 15% para o Imposto de Renda
das empresas, mas tributa em 20% os dividendos recebidos pelos sócios,
na pessoa física. Os dividendos são pagos aos acionistas de uma empresa
pelo lucro gerado. Hoje, as empresas pagam 34% sobre seus lucros e,
depois da tributação, os dividendos são distribuídos sem cobrança de
Imposto de Renda sobre esses ganhos.
"Se o Brasil não baixar o imposto para as empresas, elas vão acabar indo para outros lugares", defendeu.
Estadão Conteúdo



