O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, recebeu hoje (30), em São Paulo, sugestões de cinco governadores para o projeto de reforma da Previdência que será enviado ao Congresso Nacional. Marinho reafirmou que a proposta deve ser encaminhada aos parlamentares na segunda ou terceira semana de fevereiro.
Participaram da reunião presencialmente os governadores João Doria, de
São Paulo, Helder Barbalho, do Pará, e Eduardo Leite, Rio Grande do Sul.
Os governadores Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de
Goiás, apresentaram suas sugestões por videoconferência.
Marinho confirmou que foram tratados no encontro temas como idade mínima
e capitalização e a repercussão da reforma nos estados, mas não
antecipou aos jornalistas o teor da proposta. O secretário disse que a
decisão do governo é aguardar o retorno dos parlamentares. Segundo
Marinho, não foram apresentados nesta quarta-feira detalhes, mas, sim,
os princípios que norteiam a proposta a partir do foi demandado pelo
governo.
“Quem tem mais, vai pagar mais, quem tem menos vai ser menos impactado;
[nos foi pedido que] tivesse uma repercussão fiscal importante, porque
precisamos organizar o país para os próximos anos (…) e uma preocupação
forte de fazermos um sistema rígido que permita que o sistema
previdenciário possa garantir o pagamento daqueles que ao longo de toda
uma vida contribuíram”, afirmou o secretário.
Sobre a amplitude da reforma, Marinho ressaltou que a recomendação do
governo federal é que todos participem desse esforço. “Não é possível
fazermos uma reestruturação do sistema previdenciário do país em que
haverá exceções. Então o ataque a privilégios e a participação de todos
os entes, todos aqueles que estão incluídos é a tônica [desse esforço]”,
declarou.
João Doria destacou que o governo de São Paulo apoia a reforma, inclusive os termos que foram apresentados por Marinho.
“Isso refletirá no desenvolvimento econômico e, através dele, na geração
de emprego, de renda e na diminuição da pobreza no país. E a
contribuição que também vai oferecer aos estados, indistintamente. Os
estados que têm endividamento maior, os estados que têm endividamento
menor, o reflexo e o impacto da reforma da Previdência ajudará aos
governadores na gestão fiscal dos seus respectivos estados”, afirmou.
Agência Brasil



