Os militares de Israel começam a chegar a Brumadinho, na manhã desta
segunda-feira (28), para auxiliar nas buscas por pessoas desaparecidas
após o desastre da barragem da Vale. Equipamentos que detectam sinal de
aparelhos celulares e sonares serão utilizados. A expectativa das
autoridades brasileiras é que, com o apoio israelense, a chance de
encontrar vítimas seja ampliada.
A atuação dos 136 militares de Israel deve se concentrar na área mais
próxima da barragem Mina do Feijão, em Brumadinho. Quem confirmou a
informação foi o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais,
Tenente Pedro Aihara.
O coronel Golan Vach, que coordena a tropa israelense, chegou à cidade
acompanhado do embaixador de Israel, Yossi Cheli, e do governador de
Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Ele disse que o primeiro esforço dos
militares é encontrar pessoas vivas. Segundo ele, os primeiros
integrantes da delegação acabaram de chegar à região do rio Paraopeba.
O equipamento trazido para a cidade consegue detectar o sinal de
dispositivos eletrônicos que ainda estejam ligados até uma profundidade
cerca quatro metros de profundidade. Entretanto, em alguns pontos, a
lama atingiu cerca de 15 metros.
Os equipamentos trazidos por Israel já vieram em condição de pronto
emprego e adaptação para uso já está sendo feita, inclusive com a ajuda
de militares que estão em Israel.
“A gente tem tanto equipamento tanto em relação a sonares, por isso eles
[israelenses] já solicitaram amostras em relação ao tipo de composição
da lama, para ver se eles conseguem detectar pela sensibilidade desses
sonares a diferença entre o material de lama e o material de um corpo
humano e também equipamentos relacionados à identificação de sinal de
celular. Então, se existe algum sinal de celular emitindo, naquela
profundidade da lama, aqueles equipamentos são capazes de detectar esse
tipo de sinal”, explicou o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro
Aihara.
O trabalho dos israelenses será coordenado com os militares brasileiros e
vai se concentrar, principalmente, próximo à área administrativa da
Vale, onde ficava o refeitório.
Depois da área conhecida por pontilhão, o trabalho continuará sendo
feito pelos 280 bombeiros militares. Segundo o porta-voz dos bombeiros, a
divisão da área é para otimizar os trabalhos.
O tempo que a tropa de Israel permanecerá em Brumadinho ainda não foi
definido. De acordo com Aihara, as buscas devem prosseguir pelas
próximas semanas.
G1



