Recém-empossado na Secretaria da
Administração Penitenciária (SAP) no segundo mandato do governo Camilo
Santana (PT), o policial civil Luís Mauro Albuquerque afirmou na manhã
desta sexta-feira (25), com exclusividade ao jornalista Roberto Moreira
do Sistema Verdes Mares, que as visitas de familiares de detentos em
presídios onde sejam dados comando para ataques criminosos serão
suspensas até que essas ações cessem no Estado.
“Onde está tendo alguma movimentação de querer dar comando, através de
visitas, pra rua, não tem. Está suspenso até terminarem os ataques”,
afirmou Mauro Albuquerque.
Segundo ele, entretanto, a suspensão de visitas não atinge todos os
presídios. "Algumas unidades estão, outras não. Estamos visualizando
isso", disse. Segundo a SAP, atualmente as visitas estão suspensas em
cinco unidades:
- Unidade Penitenciária Francisco Adalberto de Barros Leal (antigo presídio do Carrapicho), em Caucaia
- Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL I), em Itaitinga
- Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), em Itaitinga
- Unidade Prisional Professor José Jucá Neto (CPPL III), em Itaitinga
- Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim, em Itaitinga
Desde o primeiro fim de semana do ano, dias após o início dos ataques,
duas unidades prisionais tiveram as visitas de familiares suspensas pela
SAP na CPPL I e na CPPL III. Desde então, as outras três foram
acrescentadas.
Fim das regalias
O secretário fez questão de dizer que os presos não possuem mais
regalias. E que, no decorrer do trabalho, o sistema prisional do Ceará
ficará organizado.
“Com as mudanças nos procedimentos foram retiradas um monte de regalias
que existiam. Tipo televisão, rádio, celular, eletricidade nas celas.
Detalhe: não estamos deixando [os presos] no escuro. A iluminação
existe", explicou. A medida de retirar tomadas elétricas de dentro das
celas, segundo ele, é para evitar a recarga da bateria de celulares
"quando conseguem entrar". "Estamos reorganizando o sistema. Neste
sistema, o Estado tem o controle total”, afirmou.
Diário do Nordeste


