O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin rejeitou nesta
quarta-feira (20) mais um pedido de liberdade apresentado pela defesa
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde que ele foi preso, em abril do ano passado, diversos pedidos de
liberdade já foram rejeitados em diversas instâncias da Justiça,
inclusive no STF.
O ex-presidente foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do caso do triplex do Guarujá
a 12 anos e 1 mês de prisão. A sentença foi do Tribunal Regional
Federal (TRF) da 4ª Região, que ampliou a pena originalmente determinada
por Moro (9 anos e 6 meses de prisão).
Desta vez, o argumento da defesa era de nulidades no processo. A defesa
argumentou que o relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça,
Felix Fischer, não poderia ter negado em decisão individual o recurso de
Lula para tentar reverter a condenação do caso triplex. Para os
advogados, o recurso deveria ser julgado pelo colegiado.
Lula já recorreu no próprio STJ e aguarda resultado. Depois, um recurso contra a condenação ainda deverá ser analisado no STF.
Fachin negou seguimento ao novo pedido, ou seja, arquivou por considerar que não houve ilegalidade na decisão de Fischer.
Ele afirmou considerar “sempre desejável, recomendável ou mesmo
necessário” que um ministro não decida sozinho sobre esse tipo de
recurso, mas frisou que isso é previsto no regimento e que a defesa já
recorreu ao próprio STJ, que vai analisar o caso.
“A decisão atacada foi proferida monocraticamente pelo Relator no STJ; a
colegialidade é sempre desejável, recomendável ou mesmo necessária; de
qualquer modo, o proceder está regimentalmente autorizado e o recurso
respectivo será colegiadamente apreciado.”
O pedido da defesa foi apresentado no inicio de dezembro do ano
passado. Por causa dele, os advogados de Lula pediram para adiar o
julgamento - que já estava em andamento na segunda Turma - de outro pedido de liberdade que tinha como principal alegação a nulidade de todos os processos nos quais o ex-juiz Sérgio Moro havia atuado depois que ele aceitou ser ministro do governo Jair Bolsonaro.
Na ocasião, os ministros Fachin e Carmen Lúcia já haviam votado contra a
liberdade, mas Gilmar Mendes pediu mais tempo para analisar e ainda não
há previsão de data para retomada do julgamento.
(G1)



