Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo // 18 de março de 2019




Para além da poluição urbana e obstrução das calçadas, o acúmulo de lixo em espaços públicos potencializa os riscos para a saúde, especialmente durante o período chuvoso. Conforme escoa pelas ruas, a água oriunda das precipitações pode carregar consigo bactérias que se proliferam em meio aos dejetos, aumentando as chances de infecção. 


Em sacolas de lixo comumente descartadas por domicílios e comércios, pode ser observada a presença de bactérias que se desenvolvem naturalmente neste meio. No caso de contato direto com os materiais — como é o caso de catadores de lixo —, é preciso realizar a higiene adequada das mãos. 
Dentre os microorganismos contidos nos dejetos, destaca-se a bactéria da leptospirose. “Ela consegue ter uma sobrevida durante muito tempo no meio ambiente, e se tiver uma chuva muito forte com alagamento, lavando a área contaminada, a bactéria é levada também”, explica Rui de Gouveia, coordenador das redes de Atenção Primária e Psicossocial da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). 



Com as chuvas e, consequentemente, os alagamentos, o risco da contaminação pela leptospirose aumenta naturalmente. Normalmente, a bactéria penetra pela pele lesionada, mas caso uma pessoa permaneça longos períodos com o pé submerso em água contaminada, há um risco maior de infecção. Caso haja um breve contato com poças de água da chuva, não há motivo para preocupação. Recomenda-se, porém, que lave e seque os pés quando for possível. 


Sintomas 


“Quando a bactéria da leptospirose penetra no organismo, ela cai na circulação sanguínea e causa, em sua fase inicial, um quadro muito semelhante ao da dengue. Mal-estar, febre alta, dor no corpo, dor de cabeça”, ressalta o coordenador. Contudo, segundo ele, a patologia possui uma característica notável que a difere do diagnóstico de dengue: dor no músculo da panturrilha. 



Após a fase inicial da doença, geralmente, o paciente se recupera. “Mas a leptospirose pode ter uma segunda etapa, que caso a pessoa progrida para ela, é preciso internar. É uma fase que pode afetar os rins e o fígado. É mais crítica, e tem uma letalidade de 40%”, diz Gouveia. Por isso, é indicado procurar um médico o quanto antes. 


Outras bactérias comuns em meio ao lixo são os coliformes fecais. Mesmo sem possuir a mesma facilidade de infecção observada na leptospirose, os microorganismos podem causar diarreia ou uma inflamação no intestino grosso, em casos mais graves. Para evitá-los, é preciso lavar bem as mãos e manusear os alimentos também com os devidos cuidados de higiene. 


Diário do Nordeste
Caderno: CEARA
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