Grande estrela da noite, Jon
Jones fez mais do mesmo. Pragmático no octógono, o americano voltou a dominar
seu rival, manteve o cinturão dos meio-pesados (93 kg) e deixou claro que
poucos atletas terão uma chance real de derrota-lo no UFC. E Anthony Smith não
é um deles.
Acuado desde o início, o
desafiante foi "cozinhado" por Jones, que alternou chutes altos com
chutes no corpo e cruzados de direita. E embora pouco efetivo no primeiro
assalto, Jon controlou tanto as ações que pouco se viu uma tentativa de ataque
do oponente.
Na segunda etapa, um novo domínio
territorial e no volume de golpes chegaram a dar a impressão que a disputa
poderia acabar a qualquer momento. No entanto, Jones preferiu cadenciar o ritmo
como de costume e tratou de jogar no erro de jogo de pernas de Smith.
O excesso de zelo, porém, também
mostrou a insatisfação da torcida que, a partir do terceiro assalto, vaiou os
rivais pedindo por um duelo com mais ação. Por isso, na etapa seguinte, o
campeão trouxe mais contundência em seus golpes e com cotoveladas, joelhadas e
muitos socos deixou Smith praticamente nocauteado, até que conectou uma
joelhada ilegal.
Sem pensar duas vezes, o árbitro
Herb Dean retirou dois pontos do campeão, que ao ver a ampla diferença de
pontos caía tanto, optou por garantir mais
um triunfo para o seu cartel. Aos 31 anos, Jones acumula cartel com 24
vitórias, uma derrota e um 'no contest' (luta sem vencedor).
Primeiro campeão africano
O que acontece quando dois
wrestlers fortes, explosivos e nocauteadores se encontram em um octógono? Ao
que tudo indica, a resposta depende do que está em jogo para o vencedor, o que
torna o confronto uma caixinha de surpresas, como foi visto no co-main event do
UFC 235.
Realizado neste sábado (2), em
Las Vegas (EUA), o show contou com o embate entre Tyron Woodley e Kamaru Usman
no co-main event da noite e, com poucos lampejos de agressividade esperado
pelos atletas, o que se viu foi uma luta estudada e monótona que por vezes
chegou a ser vaiada pela torcida presente.
Melhor desde o início, Usman
andou para frente e tomou conta das ações. Mais forte e pesado, o atleta
nigeriano derrubou o então campeão consistentemente e garantiu vantagem no
placar para se tornar o primeiro campeão da história do UFC a ter nascido do
continente africano.
No quarto assalto, diante de um
cansado oponente, o meio-médio (77 kg) nigeriano partiu com tudo para o ataque
junto à grande e chegou a balançar Woodley em duas oportunidades. No entanto,
enquanto a torcida ia a loucura, o agora campeão preferiu voltar a jogar
de forma segura e, com nova queda, arrancou vaias da plateia.
Acompanhe os resultados do UFC
235:
Jon Jones venceu Anthony
Smith por decisão unânime;
Kamaru Usman venceu Tyron Woodley por decisão unânime;
Ben Askren finalizou Robbie Lawler no 1º round;
Weili Zhang venceu Tecia Torres por decisão unânime;
Pedro Munhoz nocauteou Cody Garbrandt no 1º round;
Zabit Magomedsharipov venceu Jeremy Stephens por decisão unânime;
Johnny Walker nocauteou Misha Cirkunov no 1º round;
Cody Stamann venceu Alejandro Pérez por decisão unânime;
Diego Sanchez nocauteou Mickey Gall no 2º round;
Edmen Shahbazyan nocauteou Charles Byrd no 1º round;
Macy Chiasson nocauteou Gina Mazany no 1º round;
Hannah Cifers venceu Polyana Viana por decisão dividida.
Kamaru Usman venceu Tyron Woodley por decisão unânime;
Ben Askren finalizou Robbie Lawler no 1º round;
Weili Zhang venceu Tecia Torres por decisão unânime;
Pedro Munhoz nocauteou Cody Garbrandt no 1º round;
Zabit Magomedsharipov venceu Jeremy Stephens por decisão unânime;
Johnny Walker nocauteou Misha Cirkunov no 1º round;
Cody Stamann venceu Alejandro Pérez por decisão unânime;
Diego Sanchez nocauteou Mickey Gall no 2º round;
Edmen Shahbazyan nocauteou Charles Byrd no 1º round;
Macy Chiasson nocauteou Gina Mazany no 1º round;
Hannah Cifers venceu Polyana Viana por decisão dividida.
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