A passagem do ciclone Idai pelo
sul da África deixou ao menos 750 mortos e milhares de desabrigados em três
países. O fenômeno natural e enchentes afetaram a região no dia 15 de março.
O ciclone atingiu velocidade de
170 km/h ao chegar na cidade de Beira, em Moçambique. O país foi o mais
atingido. Segundo o governo local, foram 3.000 quilômetros quadrados atingidos
pela tempestade, que depois seguiu para Zimbábue e Malauí.
O ministro de Meio Ambiente de
Moçambique, Celso Correia, disse que o número de mortes naquele país subiu de
417 para 446. Ao todo, 513 mil pessoas foram atingidas pelos temporais e 110
mil estão alojadas em abrigos.
No Zimbábue, a ONU (Organização
das Nações Unidas) contabilizou 259 mortes. Em Malauí, foram 56 vítimas fatais.
Milhares de famílias precisaram
se abrigar sem cima de árvores e do telhado das casas enquanto aguardavam
resgate. Os sobreviventes ainda buscam por desaparecidos entre os escombros.
Falta água potável e alimentos em algumas localidades.
As autoridades fazem a limpeza e
a desobstrução de algumas localidades para permitir o resgate de desaparecidos
e o envio de suprimentos. O governo moçambicano alertou à população que a lama
espalhada pelas cidades aumenta o risco de disseminação de cólera e outras
doenças.
*Com informações AFP e Reuters



