O Ministério da Educação (MEC) anunciou o corte de verbas de três
Universidade Federais nesta terça-feira (30). A Universidade Federal
Fluminense (UFF), a Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade de Brasília
(UNB) foram as primeiras terem o orçamento bloqueado em 30%.
O MEC não esclareceu quais foram os critérios adotados para a seleção
das três universidades. Em nota, o ministério diz que os bloqueios
acontecem de forma que nenhum programa seja prejudicado e que os
recursos seja utilizados de forma mais eficaz.
Em entrevista ao jornal "Estado de S.Paulo", o ministro comentou o corte
de verbas na UFF, UFBA e UNB: "Universidades que, em vez de procurar
melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão
verbas reduzidas. A lição de casa precisa estar feita: publicação
científica, avaliações em dia, estar bem no ranking ”, disse sem
esclarecer quais rankings.
Em 25 de abril, o Ministro da Educação Abraham Weintraub comentou em
rede social sobre o redirecionamento de verba do ensino superior para
"fins mais produtivos". "Trabalhamos para aumentar, em 50 pontos, o
número do PISA e redirecionar o que está sendo gasto com a educação
superior para fins mais produtivos. Um trabalho que já está sendo feito e
estruturado pelo MEC", escreveu à época.
Em nota, a UNB disse que não foi notificada do corte, mas verificou o
bloqueio de 30%, o equivalente a R$ 38 milhões, no seu orçamento:
"Importante ressaltar que a UnB é uma das universidades com reconhecida
excelência acadêmica no país, atestada em rankings nacionais e
internacionais. Temos nota 5, a máxima, no Índice Geral de Cursos (IGC)
do MEC, a avaliação oficial da pasta para os cursos de graduação".
A UNB também esclareceu que não promove eventos de cunho
político-partidário em seus espaços: "Como toda universidade, é palco
para o debate livre, crítico, organizado por sua comunidade, com
tolerância e respeito à diversidade e à pluralidade".
O reitor da UFBA, João Carlos Salles, rebateu os comentários de Abraham
Weintraub e disse que a justificativa do ministro não se aplica à
universidade e que não sabe quais são os critérios utilizados pelo
ministério para realizar os cortes.
Já a UFF alertou para as "graves consequências" dos cortes. "A qualidade
da UFF é atestada pela pontuação máxima (5) no conceito institucional
de avaliação do MEC e temos o maior número de alunos matriculados na
graduação entre todas as universidades federais", diz a nota.
G1



