Integrante do Comando Vermelho, César Augusto de Araújo, de 30 anos, conhecido como ‘PQD‘, morreu neste domingo, 21, no Hospital Penitenciário do Rio de Janeiro.
O chefe do tráfico do Complexo do Chapadão foi ferido após o seu fuzil
calibre .50 explodir enquanto ele o manuseava. A morte foi confirmada
pela Polícia Civil do estado.
O traficante deu entrada no hospital particular Terezinha de Jesus
com perfurações no tórax e no abdômen na quinta-feira, 18. ‘PQD’ chegou
andando, realizou o pagamento em dinheiro e afirmou que tinha sofrido um
“acidente de trabalho”. A Polícia recebeu informações de que um
traficante estaria internado em São João do Meriti, cidade do hospital
em que Araújo tinha dado entrada, e abriu uma investigação.
De acordo com o delegado Vinicius Domingos, responsável pela
investigação, houve um confronto entre policiais e traficantes no
Complexo do Chapadão na tarde de quinta para reprimir o tráfico de
drogas. ‘PQD’ se feriu por causa do armamento de alto calibre e foi
procurar ajuda médica.
Quando a polícia identificou o traficante, ele foi preso em flagrante
e transferido na madrugada de domingo, 21, para o Hospital
Penitenciário do Rio. Ele não resistiu aos ferimentos e o óbito ocorreu
por volta das 10h40 no hospital.
‘PQD’ era um dos principais integrantes do Comando Vermelho, por ser
um dos braços de guerra da facção. Por causa de seu conhecimento militar
de guerra, ele liderava a facção na tentativa de recuperar o território
do Morro do Cajueiro, em Madureira, que perdeu para a facção rival.
Desde o segundo semestre de 2018, o traficante estava respondendo por um
homicídio de um policial militar.
Ele já havia sido preso em 2015 numa operação do Batalhão de
Operações Especiais (Bope) onde foram presos também outros chefes do
tráfico, como o Fu da Mineira e o Duda 2D. À época, foi apreendido com
eles um fuzil calibre .50 – munição pesada normalmente usada em guerras e
que matou ‘PQD’. Araújo foi solto em setembro de 2018.
Segundo o delegado responsável, “não é raro ocorrer esse tipo de acidente” com esse tipo de armamento. Em vez de a arma expelir a munição para fora, ela atinge a pessoa que efetuou o disparo. Tal armamento pode furar a blindagem de um veículo da Polícia ou abater helicópteros e é usada pelas facções criminosas para recuperar cargas.
Segundo o delegado responsável, “não é raro ocorrer esse tipo de acidente” com esse tipo de armamento. Em vez de a arma expelir a munição para fora, ela atinge a pessoa que efetuou o disparo. Tal armamento pode furar a blindagem de um veículo da Polícia ou abater helicópteros e é usada pelas facções criminosas para recuperar cargas.
Revista Veja



