O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou hoje (24)
que vai construir um parque na parte alta da comunidade da Muzema, onde dois prédios desabaram no dia 12, deixando 24 mortos e sete feridos. A informação foi divulgada por meio de um vídeo distribuído pela assessoria de imprensa da prefeitura.
“Lá no alto da Muzema é uma área de preservação ambiental, será feito
um parque, inclusive em memória às vítimas. É importante que esse
momento doloroso, trágico, muito triste que aconteceu na cidade do Rio
de Janeiro nos dê uma lição inesquecível, de que para construir é
necessário ter as devidas licenças dos órgãos competentes, para que
nunca mais a gente sofra o sofrimento que passamos com as mortes na
Muzema”.
No vídeo, Crivella diz que as demolições de outros prédios
irregulares no condomínio Figueiras do Itanhangá começaram hoje e que os
edifícios com moradores estão escorados para que as pessoas possam
entrar para retirar seus bens.
Ao lado do prefeito no vídeo, o secretário municipal de
Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno, detalhou que serão
demolidos ao todo 16 prédios no local. “Começamos o primeiro hoje. Essas
demolições terão que ser muito cuidadosas, porque ainda tem prédios
ocupados ao lado dos que vão ser demolidos. A maioria vai ser na
marreta, com mão de obra, muito poucos prédios poderão ser demolidos com
equipamentos. É um processo lento, mas que começa hoje e vai até o
final”.
Demolição
O trabalho de demolição
que começou hoje está sendo feito pela Secretaria Municipal de
Conservação (Seconserva), com o uso de uma retroescavadeira. Nesta
primeira etapa, serão demolidos os dois prédios vizinhos aos que
desabaram.
Pela manhã, o trabalho começou no prédio de três andares, ainda em
construção, no lado esquerdo do local da tragédia. Foi retirada
manualmente uma estrutura de madeira que daria suporte para a construção
do quarto andar e a máquina entrou em ação ao meio dia.
Segundo informações repassadas no local, o prédio à direita, com oito
andares, vai começar a ser escorado hoje. Apenas após esse reforço
estrutural a Defesa Civil poderá entrar no prédio para avaliar as
condições de segurança para que os moradores possam retirar móveis ou
apenas pertences pequenos, a depender da condição estrutural do
edifício. Segundo a Seconserva, é possível que esse escoramento só seja
concluído amanhã.
Apesar de ainda não estar totalmente concluído, o prédio, que tem a
fachada com acabamento em ladrilhos vermelhos, já era habitado por
quatro famílias, nos andares mais baixos.
A assessoria de imprensa da secretaria informou que, por enquanto,
não vai retirar os escombros do local, para evitar que novas construções
surjam no terreno.
(Agência Brasil)



