O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que assinará
amanhã decreto para facilitar a vida de caçadores, atiradores e
colecionadores de armas, os chamados CACs. Sem entrar em detalhes, ele
disse que o texto tratará de quantidade de munição e do transporte de
arma municiada. A declaração foi dada após ser questionado por pessoas
que o aguardavam na porta do Palácio do Alvorada.
Em
janeiro deste ano, pouco após assumir o cargo, Bolsonaro assinou
decreto que flexibilizou a posse de armas no País. Na ocasião, o texto
foi considerado "tímido" pelos que defendem mais acesso a armas pela
população.
Bolsonaro deixou a residência oficial, no
início da tarde deste domingo, para participar do enterro da mãe de um
ex-funcionário de seu gabinete na Câmara. A cerimônia ocorreu na
cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Segundo os presentes,
trata-se da mãe de Eduardo Guimarães.
Na chegada ao
local, o presidente cumprimentou pessoas que acompanhavam o cortejo e
caminhou abraçado ao ex-funcionário. O filho e deputado federal Eduardo
Bolsonaro (PSL-SP) também participou do enterro.
Questionado
sobre o cancelamento de sua ida a Nova York, prevista para a semana que
vem, o presidente respondeu apenas que ainda "vai aos Estados Unidos",
mas não detalhou itinerário, nem a data.
Na
sexta-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, divulgou
nota em que comunicava a desistência de Bolsonaro de ir a Nova York
receber o prêmio Pessoa do Ano, organizado pela Câmara de Comércio
Brasil-Estados Unidos. O motivo do cancelamento foi a repercussão
negativa da presença do presidente no evento, previsto para o próximo
dia 14.
Bolsonaro vinha recebendo críticas de
políticos americanos, principalmente do prefeito de Nova York, Bill de
Blasio, e do senador Brad Hoylman, ambos democratas. Os dois comemoraram
a desistência do brasileiro.
No sábado, o
vice-presidente Hamilton Mourão atribuiu o cancelamento a disputas
internas nos EUA. "A realidade é que o presidente se sente incomodado
pela atitude do prefeito de Nova York, que nada mais é do que uma
disputa interna nos Estados Unidos", disse Mourão. "O prefeito é
democrata, o presidente Donald Trump é republicano e o presidente Jair
Bolsonaro julgou por bem não se meter em algo que é uma disputa de outro
país", afirmou o vice.
(Agência Estado)



