A Justiça Federal em Brasília pôs o ex-presidente Michel Temer no
banco dos réus pela denúncia por embaraço à investigação, no episódio do
encontro do emedebista com o empresário Joesley Batista, no Palácio do
Jaburu.
Também abriu ação penal contra o emedebista pelo crime de organização
criminosa no caso conhecido como "Quadrilhão do MDB". O emedebista é
réu em outras cinco ações penais.
Em 2017, durante o mandato de Temer, o então procurador-geral da
República, Rodrigo Janot, ofereceu uma denúncia para os dois crimes. O
processo relacionado a Temer, Eliseu Padilha e a Moreira Franco estava
suspenso porque não havia sido autorizado pela Câmara dos Deputados.
Na denúncia apresentada pelo então procurador-geral os denunciados
Temer, Padilha e Moreira Franco, entre outros, são acusados de
praticarem ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de
diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica,
Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados.
Na denúncia referente ao crime de embaraço, Michel Temer é acusado de
instigar Joesley Batista a pagar, por meio de Ricardo Saud, vantagens
ao doleiro Lúcio Funaro - que depois se tornou delator. O objetivo seria
impedir que Funaro firmasse um acordo de colaboração premiada com o
Ministério Público Federal.
Ambas as acusações foram ratificadas à primeira instância pela
força-tarefa Greenfield, da Procuradoria da República no Distrito
Federal.
Defesa
A reportagem do Estadão Conteúdo entrou em contato com a defesa de
Michel Temer mas não teve retorno até a publicação da matéria.
Diário do Nordeste



