A transexual cearense
Larissa Rodrigues, 21, que morava em São Paulo foi espancada até
a morte na madrugada do último sábado (4), no bairro Saúde, na Zona Sul da
cidade. No momento do crime, ela estava trabalhando, segundo a sua
irmã Rosana Rodrigues.Ela morava na Capital paulista desde os 17 anos para
ajudar a família, que mora em Fortaleza.
O caso foi registrado como
homicídio, em São Paulo. Uma testemunha contou à polícia que estava com a
vítima, quando um homem não identificado em um carro quase os atropelou.
Posteriormente, o autor retornou com o veículo, desembarcou com um pedaço de
madeira, golpeando a vítima com o objeto. O agressor fugiu. Conforme a
Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a vítima chegou a ser socorrida a
um pronto socorro com ferimentos na cabeça mas não resistiu e faleceu no
local.
O corpo de Larissa chega
à Fortaleza às 15h50min desta segunda-feira (6) para o velório e
sepultamento. Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, Rosana
Rodrigues, 33, irmã da vítima, relata que recebeu a notícia de uma amiga de
Larissa na manhã do último sábado, via telefone.
“Primeiro ela me contou que ela
tinha sofrido um acidente de moto e eu achei logo estranho porque a Larissa não
gostava de andar de moto. Eu pressionei até ela me contar a verdade. Antes ela
disse que ela tava desacordada e foi nesse momento minha vida acabou, eu
desabei", relata Rosana.
Larissa saiu de Fortaleza para
ganhar a vida sozinha e teve de se virar para se sustentar e mandar dinheiro
para a família. "Ela trabalhava fazendo programa, esse foi o jeito que ela
encontrou de ajudar a gente. Nós ficávamos muito preocupadas, mas eu não pensei
que ela fosse ser morta desse jeito. Ela não mexia com ninguém", conta a
irmã.
Segundo Rosana, a memória que ela
e sua família levarão de Larissa será de uma pessoa que nunca deixou de ajudar
as pessoas. De três em três meses, vinha visitar sua mãe e sua irmã e todo mês
mandava dinheiro. "A Larissa era uma menina muito boa, ela não pensava só
nela. Nunca imaginei que eu fosse receber essa notícia", desabafa.
Velório e sepultamento
O corpo de Larissa será velado na
casa onde ela cresceu, no bairro Jardim Iracema nesta segunda-feira (6). Já o
corpo só será enterrado na manhã desta próxima terça-feira (7), no Cemitério
Jardim do Éden. A família conta que o desejo era de sepultá-la no Interior onde
a maior parte da família mora, em Viçosa do Ceará, mas o “dinheiro não
deu”.
Diário do Nordeste



