Um empresário de 57 anos e sua
filha, de 9, foram encontrados mortos dentro de casa, na manhã de sábado (8),
em Campos do Jordão (181 km de SP). Uma das linhas de investigação da polícia é
a de que ambos tenham morrido por conta de um vazamento de gás.
Luiz Manoel Vasconcelos Rosa era
proprietário de um comércio de couros na cidade. Uma funcionária dele relatou à
polícia que estranhou o atraso do empresário para chegar ao estabelecimento e,
por isso, resolveu ir até a casa de Rosa, no bairro Vila Jaguaribe.
![]() |
Como ele não atendeu à porta,
funcionários do condomínio onde ele residia abriram o imóvel. Dentro do local,
segundo a polícia, as testemunhas ouviram um barulho e constataram que era de
gás vazando. Um botijão caseiro estava acoplado ao sistema de aquecimento da
casa e, por motivos ainda a serem esclarecidos, vazou.
Rosa e a filha dele estavam em
cômodos diferentes e inconscientes. Os bombeiros e o Samu (Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados ao local, onde constataram que
pai e filha já estavam mortos.
A reportagem apurou que o
empresário era separado e que a garota, que não teve o nome informado, passava
o fim de semana com o pai.
O Instituto de Criminalística foi
acionado para realizar perícia no local e verificar o que teria provocado o
vazamento de gás. O caso foi registrado como morte suspeita pela Polícia Civil.
![]() |
Os corpos do empresário e da
filha foram velados na Câmara de Vereadores, neste domingo (9), e sepultados
por volta das 16h no cemitério municipal. A mãe da criança passou mal e foi
amparada por familiares.
O prefeito de Campos de Jordão,
Fred Guidoni (PSDB), usou as redes sociais para manifestar sua solidariedade à
família e amigos das vítimas. “Que Deus conforte o coração de todos”, diz
trecho da mensagem.
CASO RECENTE
Em 22 de maio, seis turistas
brasileiros morreram em Santiago, no Chile, por inalação de gás. O grupo estava
de férias e havia alugado um apartamento no centro da cidade por meio de um
aplicativo.
Os turistas brasileiros estavam a
passeio no país havia cerca de uma semana.
Folha de S. Paulo




