Ao menos 32 pessoas, em sua
maioria policiais, morreram e várias ficaram feridas nesta quinta-feira (1º) em
dois ataques contra as forças de segurança em Aden, sul do Iêmen, anunciaram
fonte Um dos ataques foi assumido por rebeldes huthis, aliados do Irã, que
lutam contra forças do governo do Iêmen, apoiado por uma coalização que inclui
Arábia Saudita, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos.
O Iêmen é palco de uma guerra
civil desde 2014 que deixou dezenas de milhares de vítimas, além de gerar uma
crise de falta de comida. Rebeldes, que dizem lutar contra a corrupção,
controlam parte do território, inclusive a capital Sanaa, o que levou o governo
a mudar sua sede para Aden.
Os rebeldes disseram ter usado um
míssil e um drone para atacar um quartel da polícia em Al-Jalaa, 20 km ao oeste
de Aden, nesta quinta.
O general Munir al-Yafyi está
entre as vítimas fatais deste ataque, informaram fontes das forças de
segurança. Ele foi atingido por estilhaços de um míssil. Perto da cratera
aberta pela explosão, o corpo de uma vítima foi coberto com uma bandeira.
Poucos minutos antes, um atentado
suicida com carro-bomba foi executado na entrada de um quartel-general no
centro de Aden. A ação foi atribuída pelas autoridades aos jihadistas. Ao menos
dez pessoas morreram e 16 ficaram feridas, segundo a entidade Médicos sem
Fronteiras.
O ataque aconteceu no momento em
que os policiais se reuniam para saudar a bandeira nacional. Não está claro se
há relação entre os dois casos.
Os ataques tiveram como alvos as
forças do "Cinturão de Segurança", agentes de polícia treinados e
equipados pelos Emirados Árabes Unidos, um dos pilares da coalizão militar
liderada pela Arábia Saudita, que atua desde 2015 no Iêmen contra os rebeldes
huthis.
Os ataques aconteceram após um
período de relativa calma em Aden, onde o último atentado suicida havia sido
registrado em 24 de julho.
No início de julho, os Emirados
Árabes Unidos anunciaram a intenção de reduzir suas tropas no Iêmen, a fim de
passar de uma "estratégia" de guerra para uma lógica de
"paz".
Nos últimos anos, Aden, capital
provisória do governo iemenita após a tomada de Sanaa pelos rebeldes huthis,
foi palco de vários atentados que mataram centenas de pessoas.
Antigo posto comercial próspero
do império britânico no Oceano Índico, Aden era a capital do ex-Iêmen do Sul,
que foi um Estado independente até se fundir com o Iêmen do Norte em 1990.
Uma das consequências do conflito
entre os huthis e as forças pró-governo foi o reforço da presença da Al-Qaeda e
do grupo Estado Islâmico no sul do Iêmen, onde os extremistas reivindicaram
dezenas de atentados nos últimos anos.
Mais de quatro anos após o início
da intervenção da coalizão liderada por Riad, os huthis seguem no controle de
áreas do oeste e do norte do país, incluindo Sanaa. O sul está, em grande
parte, sob controle das forças pró-governo.
O conflito no Iêmen custou a vida
de dezenas de milhares de pessoas, incluindo muitos civis, segundo várias
organizações humanitárias. Cerca de 3,3 milhões de pessoas tiveram de deixar
suas casas.s oficiais e serviços médicos.



