Cinco mulheres e um homem foram
executados dentro de duas casas na noite da quarta-feira (22), em Touros.
Familiares das vítimas já estão sendo ouvidos.
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Vítimas foram mortas em duas
casas vizinhas, na Rua Praia de Touros, em Touros — Foto: Acson Freitas/Inter
TV Cabugi
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A Polícia Civil já tem definida
uma linha principal de investigação para a chacina que vitimou cinco mulheres e
um homem na noite desta quarta-feira (21) no município de Touros, no litoral
Nortpotiguar. Segundo o delegado João Paulo Cabral, "as vítimas tinham
envolvimento com o tráfico de drogas", razão pela qual teria ocorrido
"um acerto de contas".
Ainda de acordo com o delegado,
uma das vítimas da chacina, Marise Melo da Costa, de 29 anos, mais conhecida
como 'Ninha', havia sido presa em fevereiro deste ano juntamente com outras
sete pessoas. Foi durante a Operação Aquiles – uma ação de combate ao tráfico
de drogas deflagrada pela própria Polícia Civil. Há pouco tempo, no entanto,
ela havia deixado o regime fechado e passado para a prisão domiciliar.
"O marido da Marise está
preso por tráfico, e temos informações de uma outra irmã dela que é procurada
pelo crime de tráfico de drogas. Ou seja, todo o núcleo familiar dela tem, de
certo modo, envolvimento com o tráfico de drogas. Assim, a principal suspeita é
esta. A principal linha de investigação aponta para o envolvimento das vítimas
com o tráfico de drogas", ressaltou João Paulo.
Além de Marise, também foram
mortas uma filha dela, a mãe e uma irmã, além de uma outra mulher e um homem.
Este dois últimos sem parentesco. Segundo a polícia, havia pelo menos dez
crianças nas duas casas onde as vítimas foram executadas, mas elas não foram
feridas.
As vítimas
- Marise Melo da Costa, de 29 anos;
- Francisca de Assis de Melo, de 54 anos (mãe de Marise);
- Manoelle de Assis de Melo Costa, de 15 anos (irmã de Marise);
- Emilly Kaliane Melo da Silva, de 13 anos (filha de Marise);
- Azinete Santos Costa, de 26 anos;
- João Ferreira Inácio Júnior, de 26 anos.
Suspeitos
O delegado João Paulo disse
ao G1 que familiares das vítimas já começaram a ser ouvidos.
Porém, ele prefere não revelar detalhes dos depoimentos. "Não iremos falar
sobre suspeitos neste momento, que é para não atrapalhar as
investigações", acrescentou.



