Após uma crise internacional
decorrente dos incêndios florestais que devastam a Amazônia, o governo Jair
Bolsonaro determinou a suspensão da prática de queimadas em todo o país por um
período de 60 dias. Medida não se aplica em casos como de controle
fitossanitário, nas práticas de prevenção e combate a incêndios; e nas práticas
de agricultura de subsistência das populações tradicionais e indígenas
-As queimadas estão proibidas em todo o país durante o período de 60 dias, a partir de hoje (29). Decreto determinando a suspensão da permissão do uso de fogo nesse processo está publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira.
A medida não se aplica em casos
como de controle fitossanitário, desde que seja autorizado pelo órgão ambiental
competente; nas práticas de prevenção e combate a incêndios; e nas práticas de
agricultura de subsistência das populações tradicionais e indígenas.
Operação Verde Brasil
A Operação Verde Brasil, que
reuniu várias agências em torno do combate aos incêndios na Amazônia Legal,
registrou diminuição nos focos de incêndio nos últimos dias. Embora ainda não
haja confirmação de tendência de extinção do fogo nos próximos dias, a
avaliação do governo até o momento é positiva.
“A avaliação é positiva. Com os
parâmetros do Censipam [Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da
Amazônia], vimos que os focos de incêndio diminuíram bastante”, disse o vice-almirante
Ralph Dias da Silveira, subchefe de operações do Estado-Maior das Forças
Armadas, em entrevista à imprensa nessa terça-feira (28).
Segundo os dados do Censipam,
havia focos de incêndio espalhados e mais intensos, principalmente, em
Rondônia, Amapá, Pará e Maranhão entre os dias 25 e 26 de agosto. Na medição
realizada entre os dias 26 e 27 de agosto, o mapa de focos de calor mostrou
redução, principalmente em Rondônia, onde houve emprego de reforço no efetivo
para combate ao fogo.
Combate às queimadas
Na última sexta-feira (23), o
presidente Jair Bolsonaro autorizou o uso das Forças Armadas no combate aos
incêndios na região. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para
áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação
ambiental e outras áreas da Amazônia Legal.
O efetivo empregado na Amazônia
Legal, entre militares e brigadistas, é de 3.912 pessoas, além de 205 viaturas.
O Brasil também recebeu ofertas de ajuda internacional. Dentre elas, o Chile
ofereceu equipes especializadas e três aviões com capacidade de armazenar 3 mil
litros de água e os Estados Unidos duas aeronaves para combate a incêndio.
Israel ofereceu 100 metros
cúbicos (m³) de agente químico retardante de chamas e o Equador disponibilizou
três brigadas com especialistas em combate a incêndios florestais. A ajuda
internacional ainda não foi posta em prática, o que deve ocorrer, segundo Ralph
Dias da Silveira, em breve.
Agência Brasil



